As campanhas do penta

AS CAMPANHAS DO PENTA

Fonte: selecaonacopa.com.br

Pentacampeão: 2002 – O inédito pentacampeonato

A Seleção Brasileira embarcou para a  Copa de 2002 debaixo de uma grande polêmica – a convocação de Romário que não aconteceu – mas com Luiz Felipe

Scolari consciente das suas convicções de que montara um time com qualidade técnica e aplicação tática suficientes para conquistar o penta que fugira quatro anos antes na fatídica derrota de 3 a 0 para a França.

Scolari apostou no seu grupo, e dele teve retribuição. O time jogou um futebol competitivo quando foi necessário, mostrou talento nos momentos decisivos, e não deixou dívidas quanto a sua superioridade sobre os adversários.

Ronaldo, que na Copa da França frustrara o torcedor brasileiro com o episódio do dia do jogo final contra a França, ressurgiu depois de grave contusão para se tornar o artilheiro do Mundial.

Rivaldo, para muitos o melhor jogador da Copa, também fez a diferença em todas as partidas, incansável na armação das jogadas e também com seu poder certeiro de conclusão.

Os dois craques fizeram parte de um time entrosado, com sistema tático quase perfeito, em que o coletivo funcionava em prol do individual. Só poderia dar certo, como ficou comprovado na vitória categórica de 2 a 0 sobre a Alemanha no jogo final.

Estava conquistado o pentacampeonato, uma marca inédita que em 2010 não poderá ser alcançada nesta Copa da África do Sul.

Campanha
Brasil 2 x 1 Turquia
Brasil 4 x 0 China
Brasil 5 x 2 Costa Rica
Brasil 2 x 0 Bélgica
Brasil 2 x 1 Inglaterra
Brasil 1 x 0 Turquia
Brasil 2 x 0 Alemanha

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Tetracampeão: 1994 – Seleção de talento e força coletiva

Dizer que a Seleção de 1994 praticou um futebol de resultados, que era desprovida de talento e conquistou o título sem encantar os torcedores, é uma grande injustiça que se comete com o futebol.

Como uma seleção que tinha Bebeto e Romário no ataque, com seus gols decisivos e jogadas de exceção, não poderia ter talento?

Laterais ofensivos como Jorginho e Branco, um zagueiro com a classe de Aldair, e um meio-campo com solidez de marcação que fez com que a defesa levasse somente três gols, foram parte igualmente decisiva de um time que soube, como poucos, aliar talento e força coletiva para conquistar o tetracampeonato.

Mais do que o tetra, um título que há 24 anos teimava em não vir, com as campanhas frustradas de 74, 78, 82, 86 e 90, e que devolveu ao apaixonado torcedor brasileiro o orgulho e a alegria de sair às ruas para comemorar um título tão merecido quanto bonito.

Não importa que a conquista tenha vindo na cobrança de pênaltis, na vitória final  sobre a  Itália. Nada desmereceria uma campanha em que o Brasil superou desconfianças e dificuldades para mostrar ao  mundo mais uma vez quem era o maior no futebol.

Campanha
Brasil 2 x 0 Rússia
Brasil 3 x 0 Camarões
Brasil 1 x 1 Suécia
Brasil 1 x 0 Estados Unidos
Brasil 3 x 2 Holanda
Brasil 1 x 0 Suécia
Brasil 0 x 0 Itália

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Tricampeão: 1970 – O primeiro tri do planeta

João Saldanha montou a base do time que se classificou de maneira invicta e superando os adversários com goleadas para a Copa do Mundo de 1970. Zagallo o substituiu no comando e fez modificações que deixaram o time tão talentoso quanto era, mas dotado também de uma aplicação tática que o tornou naquela época o precursor do futebol competitivo que tanto se procura.

A Seleção de 70 tinha Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino, Carlos Alberto, Jairzinho, craques que decidiam, mas também um espírito coletivo que a tornava quase imbatível pela entrega de todos à marcação no momento em que o time perdia a posse da bola.

Com a bola sob domínio, o time partia em bloco para o ataque, muitas vezes com mais jogadores do que os adversários. Essa, enfim, é a equação no futebol que todo técnico sonha implantar em suas equipes: atacar e defender sempre com maior número de jogadores do que o adversário.

A Seleção de 70 conseguiu fazer isso e ainda dar exibição de futebol que até hoje é tida como referência. Na campanha invicta, no México, a coroação viria no dia 21 de junho de 1970, com a goleada de 4 a 1 sobre a Itália.

O Brasil acabara de conquistar o primeiro tricampeonato mundial do planeta.

Campanha
Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia
Brasil 1 x 0 Inglaterra
Brasil 3 x 2 Romênia
Brasil 4 x 2 Peru
Brasil 3 x 1 Uruguai
Brasil 4 x 1 Itália

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Bicampeão: 1962 – Um time de craques conquista o bi

A direção da então CBD  resolveu repetir no Chile, em 1962, a forma de preparação e o time que dera ao Brasil o seu primeiro título mundial na Suécia. A decisão se revelou acertada, apesar de muitos jogadores já estarem ensaiando o final de carreira, mas ainda craques indiscutíveis.

Do time que terminou a Copa de 1958, houve apenas uma mudança – Zózimo entrou no lugar do zagueiro Orlando, que atuava na Argentina, em uma época em que não se convocava jogadores do exterior.

A campanha nos gramados chilenos começou com um acidente. No segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, Pelé sofreu uma forte distensão na virilha e se viu fora de combate no resto da Copa.

Parecia um duro golpe para a pretensão do bicampeonato mundial. Mas o reserva Amarildo, além de excelente camisa 10, estava acostumado no seu Botafogo a jogar com os companheiros de ataque Garrincha, Didi e Zagallo.

Dessa maneira, completamente à vontade, e sem sentir a responsabilidade que seria substituir Pelé, Amarildo fez os dois gols da virada de 2 a 1 sobre a Espanha que classificou o Brasil para as quartas-de-final.

Na decisão, novamente contra a Tchecoslováquia, Amarildo marcou, assim como Vavá e Zito, e o Brasil ratificou com uma vitória de 3 a 1 o tão sonhado bicampeonato mundial.

Campanha
Brasil 2 x 0 México
Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia
Brasil 2 x 1 Espanha
Brasil 3 x 1 Inglaterra
Brasil 4 x 2 Chile
Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia

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Campeão: 1958 – A Seleção com Pelé e Garrincha

O trauma de 1950, no Maracanã, e o fracasso de 1954, na Copa da Suíça, pareciam ter o peso da responsabilidade que a desacreditada Seleção Brasileira formada pelo técnico Vicente Feola não conseguiria suportar no Mundial da Suécia.

Pouca gente apostava no Brasil. Mas a delegação que deixou o Rio de Janeiro em maio de 1958, primeiro para dois amistosos na Itália, levava uma série de craques que começariam a fazer história no futebol.

Pelé, então um menino de 17 anos, estava machucado e só viajou pela insistência da comissão técnica em apostar no seu futebol de talento precoce. Garrincha era reserva, mas já mostrara na fase de preparação, com deus dribles improváveis, que ganhar uma posição no ataque era uma estão de tempo.

Garrincha e Pelé foram escalados juntos no terceiro jogo, contra a URSS, e o futebol que se praticava no mundo nunca mais seria o mesmo  – com os dois, no ataque, a Seleção Brasileira jamais perdeu uma partida.

O título veio no dia 29 de julho de 1958, no Estádio Rasunda, em Estocolmo, com a goleada de 5 a 2 sobre a Suécia anfitriã. Estava consagrado um time que Zagallo, por exemplo, considera o melhor brasileiro de todos os tempos.

Campanha
Brasil 3 x 0 Áustria
Brasil 0 x 0 Inglaterra
Brasil 2 x 0 União Soviética
Brasil 1 x 0 País de Gales
Brasil 5 x 2 França
Brasil 5 x 2 Suécia

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