Grandes jogadores

  • NINÃO – atacante
  • BENGALA – meio campista ou ponta esquerda
  • NIGINHO – atacante
  • NININHO – lateral esquerdo
  • CAIEIRA – zagueiro
  • ALCIDES – atacante (ponta esquerda)
  • ABELARDO – atacante
  • PROCÓPIO – zagueiro
  • PEDRO PAULO – lateral direito
  • OSVALDO ROSSI
  • NATAL – ponta direita
  • DIRCEU LOPES – meio campista
  • HILTON OLIVEIRA – ponta esquerda
  • ZÉ CARLOS – volante
  • PIAZZA – volante
  • RAUL – goleiro
  • FONTANA – zagueiro
  • VANDERLEI – lateral esquerdo
  • PERFUMO – zagueiro
  • NELINHO – lateral direito
  • MORAIS – zagueiro
  • PALHINHA – atacante
  • ROBERTO BATATA – atacante
  • JOÃOZINHO – ponta esquerda
  • JAIRZINHO – atacante
  • ZEZINHO FIGUEROA – zagueiro
  • REVÉTRIA – atacante
  • DOUGLAS – volante
  • ADEMIR – volante
  • TOSTÃO II
  • CARLINHOS SABIÁ – ponta direita
  • GERALDÃO – zagueiro
  • CHARLES – atacante
  • BALU – lateral direito
  • NONATO – lateral esquerdo
  • RICARDINHO – volante
  • DIDA – goleiro
  • PALHINHA II – meia armador
  • VALDO II
  • SORÍN – lateral esquerdo
  • CRIS – zagueiro
  • LUISÃO – zagueiro
  • EDILSON – atacante
  • EDU DRACENA – zagueiro
  • MALDONADO – volante
  • FRED – atacante
  • GUILHERME – atacante
  • MARCELO MORENO – atacante
  • RAMIRES – volante
  • FÁBIO – goleiro
  • MONTILLO – meia armador
  • NILTON
  • EVERTON RIBEIRO
  • DEDÉ
  • JÚLIO BAPTISTA
  • WILLIAN

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NINÃO – atacante

João Fantoni, conhecido no Brasil como Ninão e na Itália como Fantoni I pertenceu a uma família cruzeirense: ele, os irmãos Leonízio Fantoni (Niginho) e Orlando Fantoni e o primo Otávio Fantoni (Nininho) foram atletas do clube. Ninão, Niginho e Nininho atuaram ainda na época em que a Raposa chamava-se Palestra Itália. Os quatro jogaram também na Lazio, onde compuseram uma dinastia: ele foi Fantoni I, Nininho foi Fantoni II, Niginho foi Fantoni III e Orlando, Fantoni IV.

Defendeu o Palestra por duas passagens, entre 1923 e 1931 e entre 1933 e 1938, sendo o atacante de melhor média de gols no clube: 1,41 por jogo, tendo marcado 167 vezes em 127 partidas.

Na Lazio, onde jogou ao lado de Nininho e Niginho, marcou 39 vezes. É o quinto maior artilheiro do clube mineiro, pelo qual seus filhos Benito e Fernando Fantoni atuaram na década de 1960. Fernando também passaria pela Lazio, como Fantoni V.

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BENGALA – meio campista ou ponta esquerda

Ítalo Frattesi nasceu no dia 24/05/1906, em Belo Horizonte-MG.

Atuou de 1925 a 1939 – 168 gols em 247 jogos.

Foi o primeiro grande ídolo da história do Cruzeiro, ainda como Palestra Itália.

Jogador guerreiro, declarou seu amor ao Cruzeiro logo quando chegou, prova disso foi quando se tornou treinador do clube após 15 anos com a camisa celeste.

Com certeza é ídolo da nação!

Ítalo Fratezzi, o Bengala, quando chegou ao Palestra Itália em 1925, já dizia: “Só saio daqui quando morrer”. Começava, então, a carreira de um dos jogadores mais cheios de disposição e talento que já pisaram o campo do Barro Preto.

Objetivo e veloz, como convinha a um bom ponta-esquerda, Bengala logo se destacou no Palestra jogando com a camisa 11 ou com a 10, na meia – esquerda.

Com os reforços contratados pelo presidente Américo Gasparini, o time se armou e Bengala tornou-se o grande ídolo da torcida. Campeão em 1928, acabou sendo um dos principais responsáveis pelo bi em 1929 e o tri, em 1930, quando foi, ao lado de Niginho, a grande estrela do time que ganhou o apelido de Academia do Barro Preto.

Como jogador, Bengala disputou  247 jogos e marcou 168 gols, tornando se até hoje o quarto maior artilheiro cruzeirense. Ele ainda conquistou os seguintes títulos no Palestra:

Títulos pelo Cruzeiro: Estadual 1928, 1929, 1930 e 1932 (O primeiro campeonato mineiro).

Em 1940, quando Bengala se tornou técnico, o Palestra conquistou o seu último título com o velho nome. Bengala foi então treinar o Botafogo, em 1943, mas voltou a Belo Horizonte, onde treinou o Cruzeiro e a Seleção Mineira, abandonando definitivamente o futebol profissional.

Como treinador, Bengala dirigiu a equipe em 126 partidas, ganhando 60, empatando 24 e perdendo em 42. Ele ainda conquistou os seguintes títulos como técnico:

Campeonato Mineiro: 1940 e 1944

Bengala continuou no Cruzeiro ajudando a construir o grande clube de hoje, até morrer, em 22 de junho de 1980, aos 74 anos, vítima de uma parada cardíaca. Prestou serviços ao Cruzeiro, seu único clube, por 55 anos.

O primeiro time de volei do Cruzeiro foi criado em 1930, quando Aristoles Lodi e Italo Frattesi – o Bengala, fundaram os departamentos de volei e basquete no Clube.

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NIGINHO – atacante

Nasceu no dia 12/02/1912.

Jogou nos anos: 1929/32, 1935/36, 1939/47 ou 1926–1930, 1936–1937, 1939–1947.

A família Fantoni deu ao Cruzeiro jogadores de indiscutível categoria, como Orlando, Nininho, Ninão, Fernando Benito e… Niginho. Todos eram cobras, mas igual a Niginho, nenhum.

Falar Leoníldo Fantoni em Belo Horizonte era a mesma ciosa que citar um nome qualquer. Ninguém saberia quem era. Mas, Niginho, ah… Os atleticanos, americanos, lacustres (do Guarany), villa-novenses, todos tremiam de medo. O centroavante Niginho era o terror de todas as defesas. Quando ele apareceu, jogando um futebol de gênio, o Cruzeiro foi tricampeão mineiro.

Primeiro grande craque do Cruzeiro. Mineiro, filho de italianos. Hábil, forte, líder, goleador, driblador, temível, maior lenda do futebol mineiro do passado.

Era considerado o melhor jogador da época e foi o primeiro jogador a ir para a seleção.

Ninão foi para a Itália, onde já estava Nininho , e pouco depois chamou Niginho para joga pela Lázio, de Roma – um timaço na época. Para desespero da torcida palestrina. Niginho, aos 20 anos, foi. O Cruzeiro perdeu o tetra e ficou longe das disputas do título. Enquanto jogou pela Lázio, Niginho foi ídolo – como era em Belo Horizonte. Mas recusou a convocação para lutar na guerra contra a Abissínia e voltou para o Brasil.

Recebido por uma delirante massa de torcedores, Niginho recolocou o Palestra em seu caminho de glórias. O time voltou a decidir títulos e recuperou o respeito dos adversários. Em 1943, 44 e 45, ganhou seu segundo tricampeonato, justamente quando o clube mudou o nome para Cruzeiro Esporte Clube.

Disputou a Copa de 1938 pelo Brasil.

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NININHO – lateral esquerdo

Otávio Fantoni nasceu em Belo Horizonte, no dia 04/04/1907 e faleceu em Roma, no dia 08/02/1937.

Conhecido como Nininho no Brasil e Fantoni II na Itália.

Nasceu em uma família de futebolistas cruzeirenses: era primo dos irmãos João Fantoni (Ninão ou Fantoni I), Leonízio Fantoni (Niginho ou Fantoni III) e Orlando Fantoni (Fantoni IV).

Os quatro começaram a carreira no então Palestra Itália mineiro e jogariam todos na Lazio-Itália, onde ficaram conhecidos como dinastia I, II, III e IV.

Destes, só não jogou ao lado de Orlando, que só iniciou a carreira já após a morte de Nininho. Ele foi para o clube italiano em 1930, juntamente com Ninão, e no ano seguinte ambos receberiam a companhia de Niginho. Na Lazio, seus dois primeiros jogavam no ataque e ele, na meia. Deles, apenas Nininho jogou pela Seleção Italiana, jogando a Copa de 1934. A Azzurra jogou apenas uma partida, uma vitória de 4 x 0 em Milão, sobre a Grécia, , que abriu mão da disputa. Nininho atuou naquela partida ao lado de outro ítalo-brasileiro e seu colega na chamada “Brasilazio”, Anfilogino, “Filó” Guarisi. Apesar disso, acabou não incluído entre os convocados para jogar no mundial.

Menos de um ano depois da Copa, morreria precocemente: em jogo contra o Torino, feriu o nariz. O machucado, aparentemente sem gravidade, não sofreu cuidados e evoluiu para uma infecção, que por sua vez gerou uma septicemia que o mataria em fevereiro de 1935. No mesmo ano, os primos Ninão e Niginho deixariam a Lazio, fugindo da convocação do exército italiano para lutarem na invasão à Abissínia.

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CAEIRA – zagueiro

José João Perozzi Bomfim nasceu em Belo Horizonte, no dia 28/05/1915 e faleceu em São Paulo, no dia 24/11/1970.

Começou sua carreira no Cruzeiro, sendo um dos um dos maiores nomes da história do clube (Palestra Itália/Cruzeiro), que defendeu entre 1933 e 1940.

Também passou pelo Botafogo-RJ, Alves Nogueira-MG e Palmeiras, este último entre 1943 e 1948.
Não costumava brincar em serviço. Chutava para onde estivesse virado. Bastante vigoroso, era também um forte marcador. Foi descoberto numa partida da seleção mineira contra a paulista.

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ALCIDES – atacante (ponta esquerda)

Jogou de 1934–1946.

Alcides Lemos nasceu no dia 05\10\1913, no Rio de Janeiro, RJ. Jogador de rara habilidade, gostava de treinar como ninguém. Foi assim que aprendeu a chutar bem com qualquer dos pés, tornando-se útil também na ponta-direita. Era um goleador oportunista e esperto.

Jogou até o fim da vida no Raposão, o time de veteranos do Cruzeiro.

Morreu em 04/10/1974, em Belo Horizonte.

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ABELARDO – atacante

Abelardo Dutra Meireles nasceu em Teófilo Otoni, no dia 10/11/1926.

Atuou de 1946 a 1960 – 82 gols.

Veloz, oportunista, ótimo cabeceador e exímio chutador, não acreditava em bola perdida. Nem deixava zagueiro adversário dormir bem na véspera do jogo. Murilo Silva, o melhor beque da história do Atlético-MG, era um dos que sofriam alucinações antes e durante os jogos, pois sabia que, de um jeito ou de outro, o Flecha Azul deixaria sua marca.

Dotado de grande velocidade, Abelardo possui maior identificação com a equipe do Cruzeiro onde é tido como um dos maiores jogadores que já passaram pelo ataque da equipe.

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PROCÓPIO – zagueiro

Procópio Cardoso Neto nasceu no dia 21/03/1939, em Salinas-MG.

Jogou nos anos 1959/1961, 1966/68, 1973/74. É tido como o melhor beque da história azul.

Um dos zagueiros mais eficientes do Brasil. Era raçudo e líder. Quebrou a perna num lance com Pelé e não jogou mais.

Revelação do Renascença, Procópio foi contratado em 1959. Em sua primeira passagem formou a zaga com Nilsinho, Massinha e Cléver nas conquistas dos Estaduais de 1959 e 1960.

Foi para o São Paulo em 1961, mas voltou ao clube em 1966, durante a disputa da Taça Brasil, quando fez dupla com William na conquista do título nacional.

Num jogo contra o Santos, pela Taça de Prata de 1968, foi atingido por Pelé e rompeu o tendão do joelho. A contusão aconteceu na melhor fase da carreira, quando aguardava a convocação para a Seleção. Depois, afastou-se dos campos por cinco anos, período em que foi supervisor e técnico do juvenil do clube.

Em 1973 Procópio retornou ao futebol. Com técnica e espírito de liderança, contribuiu para levar o jovem time do Cruzeiro às finais do Brasileiro de 1973 e 1974.

Títulos: Taça Brasil em 1966; Campeonato Mineiro em 1959, 1960, 1967, 1968 e 1973.

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PEDRO PAULO – lateral direito

Pedro Paulo Teles Marcelino nasceu em Pedro Leopoldo-MG, no dia 15/08/1945.

Atuou de 1963 a 1974 – 393 jogos, 4 gols.

Veio para os juniores do Cruzeiro, em 1963. Foi promovido a profissional em 18/06/1964, juntamente com o goleiro Valdir e o meia Dirceu Lopes.

Conterrâneo de Dirceu Lopes, seu companheiro de meio de campo no time juvenil do Cruzeiro, campeão mineiro de 1964.

Pedro Paulo construiu uma carreira tecnicamente irrepreensível. E ainda ficou, para sempre, no imaginário da torcida como símbolo da raça celeste. Foi ídolo da torcida por encarnar o velho espírito de luta palestrino. Era o contraponto num time de virtuoses. Lembrava mais o estilo dos raçudos Souza e Adelino do que do sucessor Nelinho, jogador de futebol refinado.

Pedro Paulo destacou-se pela força física, pelo jogo simples e objetivo e pela facilidade com que subia ao ataque, algo incomum entre os laterais de sua geração. Nessas ocasiões, o ponteiro Natal deslocava-se para receber seus cruzamentos perfeitos.

Jogava duro, mas sendo leal. Na disputa frontal, ele era um terror para os ponteiros rivais.

Começou nos amadores do Social Olímpico Ferroviário, do Horto. Pepê, como era chamado por colegas e torcedores, jogou como centromédio do Industrial, de Pedro Leopoldo. Quem o deslocou para a lateral-direita foi Mário Celso de Abreu, o Marão, treinador do Cruzeiro em 1964.

Pedro Paulo já havia experimentado o gostinho de jogar entre os titulares, em 1963. Mas só depois da campanha do time juvenil e da saída de Massinha surgiu a oportunidade de integrar a Academia Celeste que assombraria o país entre 1965 e 1970.

Suas atuações lhe valeram as convocações para a Seleção Mineira de 1967 e 1970. Em 1968, vestiu a camisa da Seleção Brasileira em vitória por 3 x 2 sobre uma Seleção mista da Argentina, em amistoso disputado no Mineirão. A equipe foi composta por nove jogadores do Cruzeiro, reforçada por Djalma Dias e Oldair, ambos do Atlético-MG.

Sofreu uma grave contusão, num clássico contra o Atlético, em 21/05/1972, quando recebeu uma pancada do lateral-direito Cláudio Mineiro. Teve ruptura total dos ligamentos, que o deixou quatro meses afastado dos gramados. Com a contratação de Nelinho em 1973 perdeu a posição e quando retornou a equipe foi improvisado como zagueiro e volante.

Ainda como jogador do Cruzeiro chegou a ser emprestado a Caldense para disputar um amistoso contra o São Paulo, em 1973. Deixou o Clube em fevereiro de 1974 e antes de encerrar a carreira defendeu Atlético-PR, Paysandu, União Bandeirantes-PR, Emelec-EQU, Vitória-BA e Santa Cruz-PE. Ele ainda foi treinador da equipe júnior do Sete de Setembro, entre 1984 e 1989.

Procópio disse: “De um lado, o calmo Neco a quem às vezes tínhamos de acordar em campo. Do outro o vigoroso Pedro Paulo a quem, a gente pedia, quase sussurrando: Calma, PP, calma, amigo… ”

Em seu livro Lembranças, Opiniões e Reflexões sobre Futebol, Tostão revela um pouco mais do jovem Pedro Paulo: “Quando o Cruzeiro se tornou uma equipe famosa, os jogadores passaram a satisfazer seus sonhos de consumo. Pedro Paulo foi o mais corajoso. Comprou um Ford Galaxie. O problema era chegar à sua modesta casa: ele tinha de entrar com o carrão na terra, às vezes lama.”

Afora, os clássicos contra o Atlético-MG, quando simplesmente erguia uma muralha em seu setor irritando os rivais, uma das maiores atuações de Pepê foi contra o Fluminense, no Maracanã. Enquanto Tim ia gastando seus ponteiros sem qualquer resultado, Pedro Paulo tomava conta do jogo. Defendia, atacava, cruzava com perfeição. E recebia elogios da exigente crônica esportiva carioca. Esse jogo resume a carreira do grande lateral.

Campeão pelo Cruzeiro:Campeonato Brasileiro 1966; Campeonato Mineiro 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972 e 1973; Taça Minas Gerais 1973; Campeonato Mineiro Junior 1964
Seleção Mineira:convocado para amistosos contra a Seleção Carioca e Paulista, pelo técnico Marão, em 13/09/1967; amistoso contra a Seleção Carioca (1 a 1) em 03/06/1971

Seleção Brasileira: amistoso contra uma Seleção Mista da Argentina (3 a 2), em 1968, no Mineirão

Encerrou a carreira no Náutico em 1974.

No dia 14/02/2008 faleceu devido a um acidente vascular cerebral. Tinha 62 anos e estava internado no Hospital João XXIII desde o último dia 25/12/2007.

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OSVALDO ROSSI – meia atacante

Um baixinho de características “argentinas”. Se jogasse nos dias de hoje, encaixaria nos grandes clubes do mundo.

O Pequeno Polegar Osvaldo Rossi era muito talentoso, era uma espécie de Pelé ao alcance dos nossos olhos. Tinha extrema habilidade e toques velozes. Foi ídolo da torcida celeste.

Seu futebol surgiu no Cruzeiro, contudo foi para o Asas-Lagoa Santa (onde profissionalizou-se) e depois foi para o Botafogo-RJ. No Botafogo (1954-1962), Saldanha não o aproveitou, mesmo com a ida de Didi para o Real, escalando Tião Macalé em seu lugar. Felício aproveitou a oportunidade e trouxe o Pequeno Polegar para o Barro Preto. Foi pouco tempo, mas ele brilhou! Logo após, ele foi para o Santos de Pelé. Após jogar  pelo Náutico e pela Portuguesa Santista, encerrou a carreira no Coritiba, em 1969.

Título: Campeonato Mineiro 1961.

Pela Seleção Mineira foi Campeão Brasileiro 1963. O time era formado por Marcial, Massinha, Wilian, Procópio, Geraldino; Hilton Chaves, Amauri Horta; Luis Carlos, Osvaldo Rossi, Marco Antônio e Ari.

Foi “n” vezes campeão como treinador dos infantis, infanto-juvenis, juvenis e juniores do Cruzeiro.

Após aposentar, morava em Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia

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NATAL – ponta direita

Nasceu no dia 24/11/1945.

Jogou de 1964-1971 ou 1962 a 1976 ou 1973.

Guerreiro e perigoso, foi o complemento ideal para o talento técnico e refinado de Tostão e Dirceu Lopes.

Natal começou a carreira jogando pelo Itaú, da Cidade Industrial, em Contagem. Quando tinha 13 anos, enfrentou o Cruzeiro em um festival de escolinhas. Para variar, ele acabou com o jogo: “Joguei muito naquele dia e fui convidado pelo Orlando Vassali para treinar no Barro Preto”.

Natal foi um jogador diferente, por seu gênio brincalhão e descontraído. Em campo parecia transportar essa característica quando corria carregando a bola para a linha de fundo: os beques tentavam segurá-lo, mas ele se livrava deles com facilidade, como se fosse uma brincadeira.

Jogador decisivo, ganhador, foi a sensação da Seleção Brasileira em 1968 e só não foi à Copa por causa de uma grave contusão na perna direita. Natal ganhou de Piorra na disputa pela camisa 7 por sua importância para o conjunto do Cruzeiro.

Natal garante que, quando o time da década de 1960 foi formado, eles não tinham noção de que estavam entrando para a história do Cruzeiro: “Nunca nos preocupamos muito com títulos. Lembro que o Felício Brandi disse que, no início, não estava muito preocupado com resultados, mas de cara fomos campeões mineiros”.

Jogar no início do Mineirão é uma recordação especial: “o campo era novo, a torcida comparecia em massa. O público mínimo era de 35 mil a 40 mil pessoas e nós dificilmente perdíamos”.

Os grandes clássicos contra o Atlético também são lembrados pelo craque: “Até hoje, o pessoal ainda pergunta porque eu jogava tanto contra o Atlético. Contra o Galo a vitória tinha um gosto especial. Na minha família há atleticanos e cruzeirenses. Minha mãe, por exemplo, é atleticana e meu pai, cruzeirense. Na semana de clássico, o clima sempre era muito bom. Mas, graças a Deus, sempre marquei gols no Galo”.

Os duelos com o lateral atleticano Cincunnegui também têm um lugar especial na vida de Natal: “Antes, quem me marcava era o Warley. Ele tinha muita habilidade, mas era lento e eu fazia a festa. Aí, contrataram o Cincunnegui numa quarta-feira para uma decisão de título no domingo. Durante 85 minutos não peguei na bola, pois ele me dava socos e pontapés. Mas, quando ele se descuidou, enfiei uma bola por baixo de suas pernas e toquei para trás para o Tostão marcar. A partir daí travamos grandes duelos”.

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DIRCEU LOPES – meio campista

Dirceu Lopes Mendes, nasceu no dia 039\1946, em Pedro Leopoldo.

Jogou nos anos 1964/1977

Foram muitos anos de espera, sem títulos nem ídolos, até que surgiu o sucessor de Abelardo, o Flecha Azul: Dirceu Lopes Mendes, o pequeno diabo que infernizou os adversários no Campeonato Juvenil do inicio da década de 60.

Ele começou a exibir seu futebol aos profissionais do Cruzeiro a partir de 1964 e se transformou logo no grande ídolo do time com seus dribles secos, sua velocidade e a maneira de comemorar os seguidos gols com um soco no ar, à moda Pelé.

Apesar de baixinho – Piazza só o chama assim, Baixinho -, nem os beques grandões conseguiam marcá-lo ou acertá-lo facilmente. Dirceu era rápido demais, pensava na frente de todos e executava as jogadas como um relâmpago. Pelé , grande admirador de seu futebol, foi quem pediu sua convocação para a Seleção Brasileira , aos 20 anos.

Dirceu formou com Tostão e Piazza o grande tripé da época mais gloriosa do Cruzeiro: os anos 60. Jamais houve um meio-campo tão eficiente como este do futebol mineiro, em qualquer época. Dirceu era o complemento perfeito para o gênio Tostão e a combatividade de Piazza. No time profissional, foi nove vezes campeão mineiro além de campeão da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro).
Titular absoluto de todas as seleções mineiras formadas a partir de 1964 os cronistas o elegeram doze vezes “melhor jogador do ano” , e a revista Placar lhe deu três Bolas de Prata como melhor da posição no Campeonato Brasileiro.

O Príncipe, um fenômeno; o 10 de Ouros; um dos armadores mais criativos e habilidosos que o futebol brasileiro já produziu, ou melhor, um dos grandes ídolos que o Cruzeiro produziu, contribuindo para a história do clube com vários títulos importantes; tímido; jogava em todo o campo; driblava, dava passes e fazia gols, pois chutava muito bem de fora de área; fez parte de uma geração de ouro do Cruzeiro; uma legenda no Cruzeiro, clube que o produziu e onde atuou com brilhantismo durante longos 15 anos; com a bola dominada era imbatível; tabelando, nenhum beque o segurava; suas arrancadas em direção à área geralmente terminavam em gol – e às vezes entrava com bola e tudo.

Foi campeão da Taça Brasil 1966 com apenas 16 anos, e jogando muito; Campeão Mineiro nove vezes (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975).

Seleção: Na fase de preparação para a Copa 1970 seu prestígio era maior que o de Pelé, João Saldanha era o técnico e o considerava o jogador mais importante na época, mas Saldanha perdeu seu cargo por criticar o Presidente, general Médici e por não aceitar sua interferência na seleção, Zagalo, novo técnico, o cortou; também participou da Seleção antes e após 1970, fazendo no total 19 jogos (com quatro gols).

Horas antes da final da Taça Brasil 1966, Garrincha foi ao Hotel onde estava o Cruzeiro e indo ao quarto dele, deparou-se com Raul e disse: ‘Eu queria dar um abraço no Dirceu, que é um dos maiores jogadores do mundo’.

Em 1975, sofreu uma grande contusão no calcanhar, rompendo o tendão de Aquiles, e ficou parado por treze meses. Aos 30 anos voltou a jogar e ganhou passe livre. Foi para o Fluminense e, depois, para o Uberlândia, e aí encerrou a carreira.
Clubes : Vitória (BA); Cruzeiro (MG); Corinthians (SP).

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HILTON OLIVEIRA – ponta esquerda

No Cruzeiro, sua boa fase foi entre 1965 e 1967.

Hilton dominava a bola na linha lateral e ia rente a linha por longo tempo.

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ZÉ CARLOS – volante

José Carlos Bernardes (Zelão) nasceu em 28/04/1945, em Juiz de Fora.

Jogou entre 1965 e 1977

Um dos volantes mais clássicos e modernos do Brasil. Eficiente no desarme e melhor ainda na passagem da bola; acostumado a encarar jogadores de alto nível como Pelé, Rivelino, Ademir da Guia, Gerd Müller, Rattin, Mario Kempes.

Veio do Sport de Juiz de Fora.

Jogou no Cruzeiro de 1966 a 1977.

13 títulos pelo Cruzeiro: Taça Brasil 1966, 10 títulos mineiros (1966 a 1977) e Libertadores 1976.

Convocado por Aimoré Moreira para vários amistosos em 1968/1969, e com Saldanha ficou quatro meses se preparando para a Copa 1970, mas entrou Zagallo, que fez outras convocações, não indo à Copa.

Pelo Guarani conquistou o Brasileiro 1978.

Em 1983 despediu-se do futebol e, já em 1998, era parceiro do Cruzeiro numa escolinha em Sete Lagoas, tendo a sua, no Bairro Cidade Industrial.

Também foi treinador, sendo campeão catarinense em 1986 e campeão nacional da Arábia Saudita em 1991.

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PIAZZA – volante

Wilson da Silva Piazza nasceu no dia 25/02/1943, em Ribeirão das Neves. Iniciou no Renascença, em 1961.

Atuou de 1963 a 1977.

Poucos jogadores do Cruzeiro foram tão eficientes como Wilson Piazza. Contratado em 1963 para armar o grande time que estava sendo preparado para conquistar o Mineirão depois de sua inauguração, ele talvez tenha sido a escolha mais feliz do ex-presidente Felício Brandi. Piazza entrou como uma luva no time. Se tornou o  grande líder do time que empolgou o Brasil nos anos 60. Corria muito e tinha um futebol forte de desarme e solidário.

Formou o quadrado cruzeirense juntamente com Dirceu Lopes, Zé Carlos e Tostão. Firmou como capitão da equipe com 24 anos de idade.

Lutador e dono de uma incrível visão de jogo, ele sempre se sacrificava para que o Cruzeiro alcançasse uma vitória importante. “Levo uma bola por baixo das pernas, se isso servir para um companheiro ganhar a jogada mais atrás, explicava ele.

Humilde, Piazza nunca se preocupou em ser o melhor em campo – e quase sempre era, pelo menos para o técnico e os jogadores. Não fazia jogada de efeito, mas estava sempre onde a bola ia cair. Tentar driblá-lo era um fracasso.

Sua importância foi tão grande como a de Tostão para a conquista da Taça Brasil e o pentacampeonato mineiro. E mais ainda para ganhar a Taça Libertadores da América, em 1976, quando o Cruzeiro já não tinha Tostão.

Seleção: Participou da seleção de novos em 1967 (com 24 anos, onde foi capitão, sendo campeão no Uruguai, na Taça Rio Branco) e da seleção de 1970, onde foi aproveitado como quarto-zagueiro; após 67/75 jogos pela Seleção foi campeão da Taça Rio Branco 1967, tricampeão mundial no México 1970, campeão Taça Roca 1971, campeão Taça Independência 1972. Também disputou a Copa de 1974.

Vencedor no Cruzeiro e na Seleção. Colecionou uma série de títulos importantes, e, como reconhecimento ao seu trabalho, recebeu várias homenagens, entre elas o Troféu VI Bola de Ouro em 1988, ano também em que foi considerado personalidade do futebol brasileiro, na Enciclopédia do futebol brasileiro.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeonatos Mineiros (1965 a 1969, 1972 a 75), Taça Brasil 1966 e mais quatro títulos não-oficiais.

Foi vereador e secretário municipal de Esportes de Belo Horizonte, sócio-fundador e primeiro presidente da AGAP/MG (Associação de Garantia ao Atleta Profissional de Minas Gerais) e muito mais.

Parou de jogar em 1979 por causa de uma sinfisite púbica, mas até hoje a torcida lembra dele como o maior volante que vestiu a camisa azul em todos os tempos.

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RAUL – goleiro

Raul Plasmman nasceu no dia 27/09/1944.

Esteve no Cruzeiro de 1965 a outubro de 1978, tornando-se titular em 1967. Um dos maiores goleiros do Brasil; paranaense. 13 anos de clube.

Ele chegou a Belo Horizonte como um desconhecido qualquer.

12 títulos (10 títulos mineiros, Libertadores 1976), além de ter sido Vice-Campeão Mundial Interclubes.

Comprado pelo Flamengo em 1978, onde foi campeão: Libertadores, Mundial Interclubes, Tri-Campeão Brasileiro e vários títulos cariocas.

Um grande astro do futebol mineiro. Começou no Atlético/PR (só duas partidas), daí o Cruzeiro o contratou juntamente com o centroavante Marco Antonio, numa troca pelo goleiro Fábio. Nos primeiros meses, foi reserva de Tonho – um veterano. Quando entrou, não saiu mais. Nunca foi expulso, um recorde no Brasil.  Raul chegou à Seleção Brasileira e foi o jogador que mais títulos importantes, conquistou no futebol mineiro: dez vezes campeão estadual, campeão sul – americano, e várias vezes vice-campeão brasileiro. Em 1978, foi vendido ao Flamengo e acrescentou a sua coleção os títulos de bicampeão brasileiro, bicampeão sul – americano e campeão do mundo.Não jogou Copa pela seleção por injustiça, pois caberia de 1970 a 1982. Introdutor da camisa amarela, o que lhe deu muita fama. Jogador de grande personalidade, sempre detestou treinar. Sepp Maier considerou-o o melhor do Brasil na época. Um acaso levou Raul a fazer história no Cruzeiro com a camisa amarela, virou marca registrada (na década de 1960, numa partida a camisa que ele usava estava muito pequena e ele não tinha outra camisa para jogar e improvisou uma camisa amarela de mangas compridas do lateral Neco, colocando o número 1 com esparadrapo, fazendo sucesso devido a torcida atleticana pegar no seu pé e chamá-lo de Vanderléia, e Raul, todavia, era admirado pelas mulheres. Aos 38 anos, Raul despediu do futebol com a camisa amarela, em 21 de dezembro de 1983, no Maracanã, num jogo entre os dois times de sua vida: Cruzeiro e Flamengo, deixando o gramado, deu a camisa de presente a Neco.

Raul Guilherme Plassman foi com certeza o ídolo que mais tempo viveu nos corações cruzeirenses. Promoveu transformações na rotina do futebol por sua sinceridade nas entrevistas. apontando falhas e erros do time ou até mesmo confessando: “Detesto futebol”. Raul será sempre ídolo, mesmo sem a camisa amarela.

Tornou-se comentarista esportivo na década de 1990. Em 1999, como comentarista de TV, recebeu uma placa das mãos de Zezé Perrella.

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FONTANA – zagueiro

Jose de Anchieta nasceu no dia 31/12/1940, em Santa Teresa.

Atuou de 1969-1972.

Disputou a Copa de 1970.

Começou no Vitória. No Vasco da Gama formou dupla defensiva com Brito. Em 1969, quando deixou o Vasco para defender o Cruzeiro, a dupla foi desfeita, mas não por muito tempo. Em 1970, Brito foi contratado pelo Cruzeiro e os dois voltaram a jogar juntos. No mesmo ano, ambos foram convocados para a disputa da Copa do Mundo de 1970, sagrando-se campeões do mundo pelo Brasil.

Encerrou a carreira em 1972.

Faleceu no dia 09/08/1980, em Santa Teresa.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeonato Mineiro 1969 e 1972.

Outros títulos (os principais): Pelo Vasco (Taça Guanabara 1965 e 1967; Torneio Rio-São Paulo 1966).

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VANDERLEI – lateral esquerdo

Atuou de 1969 a 1978 – 526 jogos.

Vanderlei Lázaro foi o sexto jogador com o maior número de partidas pela time azul.

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PERFUMO – zagueiro

Roberto Alfredo Perfumo nasceu no dia 31/09/1942, em Sarandí.

Atuou de 1971-1975.

Conhecido nos campos como Marechal, foi um dos melhores zagueiros do futebol argentino. Defendeu clubes de renome no futebol argentino como o Racing Club e o River Plate na Argentina.

Mesclava talento, temperamento forte e muita raça, o que fizeram dele titular indiscutível da seleção nacional por mais de dez anos, além de ser considerado por muitos veículos esportivos como uns dos melhores do mundo em sua posição. Perfumo estava no time da Argentina quando esta disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, no Japão, além de disputar as Copas do Mundo de 1966 e 1974, pela Argentina.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeonato Mineiro 1972, 1973 e 1974.

Outros títulos (os mais importantes): quatro campeonatos argentinos (três pelo River Plate e um pelo Racing), Copa Libertadores (Racing) e Torneio intercontinental (Racing).

Em 2003 Roberto Perfumo foi indicado ao cargo de secretário de Esportes da Argentino.

Está no “time dos sonhos” do Cruzeiro eleito pela Revista Placar (através de famosos torcedores cruzeirenses), em edição especial de 2006.

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NELINHO – lateral direito

Manoel Resende de Mattos Cabral nasceu no dia 26/07/1950, no Rio de Janeiro. Veio do Remo de Belém; só ficou em Minas devido a sua namorada, mineira, com a qual casou, pois pretendia é jogar no Rio de Janeiro.

Jogou entre 1972-1982.

Marcou 103 Gols pelo Cruzeiro.

Seu potentíssimo chute de direita decidiu muitas partidas (canhão no pé). Rapidamente se tornou uma estrela. Na Copa 1974 e fez um dos gols mais bonitos de todos os tempos. Tornou-se mais mineiro do que muitos mineiros de natureza. Numa brincadeira, dos gramados do Mineirão, chutou uma bola com destino à rua, e conseguiu a proeza.

Veio do Clube do Remo do Pará para o Cruzeiro. Jovem e ainda com saudades de sua cidade teve o apoio de Roberto Batata no Cruzeiro. Nelinho morava no Hotel Ipê e todas as noites saía com Batata. Quando se mudou para o Hotel Esplanada passou a receber caronas para o treino.

Batata era como um irmão para Nelinho. Mas era no campo mesmo que ambos se entendiam. Uma jogada entre ambos ajudou o clube a estraçalhar os adversários e conquistar o tetra campeonato mineiro de 1972 a 1975. Nelinho lançava Batata pela direita, que saía em diagonal nas costas do lateral, e ficava em frente ao zagueiro.Aí era só passar pelo adversário e estar na cara do gol ou cruzar para área.

Para um jogador de defesa, Nelinho foi seguramente o mais eficiente e moderno lateral direito do futebol brasileiro em todos os tempos.  Se era ótimo em sua missão de marcar,era perfeito e rápido para sair da defesa para o ataque,em combinações táticas com os companheiros,até surgir próximo à grande área para despachar seus “canhões”contra o gol adversário ou para efetuar cruzamentos perfeitos.

Clubes: Começou no Juvenil do Bonsucesso-RJ. Jogou ainda no América-RJ, Setúbal (Portugal), Anzoategui (Venezuela) e Clube do Remo.

Títulos: Campeão mineiro pelo Cruzeiro em 1973/1974/1975 e 1977;campeão da taça Minas Gerais pelo Cruzeiro em 1973/1975/1979;vice-campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 1974 e 1975;campeão da copa Libertadores da América em 1976; vice-campeão mundial interclubes em 1976 e vice-campeão da libertadores em 1977.

Prêmios: Bola de Prata da Revista Placar em 1975, 1980.
Seleção Brasileira: disputou as Copas do Mundo de 1974 e 1978.

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MORAIS – zagueiro

Contratado junto ao Uberlândia em 1969, jogando até 1978 (fez 272 jogos, marcando 10 gols).

Títulos: Campeonatos Mineiros (1972, 1973, 1974, 1975 e 1977), Taça Libertadores 1976, Taça Minas Gerais (1973 e 1975). Isto sem contar a Taça Libertadores 1997, quando era diretor, e dois vices no Mundial Interclubes.

Tem seu nome na história do Cruzeiro, marcando época no time. Foi supervisor do Cruzeiro em 1993 e diretor de futebol em 1996 e 1997. Morreu em 04/09/1999, em acidente de carro, quando ia Araxá, visitar parentes.

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PALHINHA – atacante

Vanderley Eustáquio Oliveira. Nasceu em Belo Horizonte, em 11 de junho de 1950.

Atuou de 1965 a 1977 e de 1983 a 1984.

Começou sua carreira no Barreiro, aos 10 anos. Foi descoberto pelo treinador, Lincoln Alves, do futebol de salão do Cruzeiro, aos 14 anos, onde passou a jogar como ala esquerdo. No ano seguinte, foi jogar no juvenil de campo e aos 18 anos, estreou nos profissionais. Achava complicado disputar posição com fenômenos do futebol como Dirceu Lopes, Tostão e Evaldo. Foi, na época, um reserva de luxo, um tapa-buraco do time.

Após a venda de Tostão para o Vasco, em 1972, passou a ser o titular do time. Conciliava a velocidade com a inteligência. Era um artilheiro, que a base de valentia, furava as defesas adversárias.

Destacou-se na campanha do título da Taça Libertadores de 1976, quando marcou 13 gols tornando-se até então o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores.

Em 1977, foi vendido ao Corinthians por 1 milhão de dólares na maior transação do futebol brasileiro na época. Quando encerrou a carreira de jogador de futebol em 1985, numa rápida passagem pelo América, passou a ser técnico do time e iniciar esta nova carreira.

Títulos no Futebol de Salão: Campeão da Cidade Infantil 1965, pelo Cruzeiro, quando marcou 10 gols em 10 jogos.

Artilheiro. Disputou três finais do Brasileiro (1974 e 1975 pelo Cruzeiro e 1980 pelo Atlético), sendo vice nas três. Maior artilheiro brasileiro da Copa Libertadores até 1993, com 25 gols (20 pelo Cruzeiro, três pelo Corinthians e dois pelo Atlético).

Títulos no Cruzeiro: Libertadores 1976; Mineiro em 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1984; Mineiro de Aspirantes 1967; Mineiro Juvenil de 1966/1967.

Outros clubes: Corinthians (1977 a 1979); Atlético (1980); Santos (1981); Vasco (1982);América (1985)

Títulos em outros clubes: Paulista 1977, 1979 (Corinthians); Mineiro 1980 (Atlético); Carioca 1982 (Vasco)

Prêmios: Bola de Prata da Revista Placar em 1975.

Como técnico: América (1985); Atlético (1987); Rio Branco-MG (1988). Como técnico do Cruzeiro dirigiu o time em 20 jogos, em 1994.

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ROBERTO BATATA – atacante

Roberto Monteiro nasceu no dia 24 de julho de 1949.

Começou jogando no time amador do Banco Real (Bancoda Lavoura), de onde se transferiu para as categorias de base do Cruzeiro. Em 1971, o ponta Natal era vendido ao Corinthians, e Batata, apelido dado pelo ex-treinador, João Crispim, por gostar de batata frita, ocupou a posição.

Teve uma carreira curta no Cruzeiro, jogando de 1971 a 1976, marcando 109 gols em 281 partidas. Sua estréia aconteceu em Montevidéu, num amistoso contra o Peñarol, em 20 de janeiro de 1971. O Cruzeiro ganhou um novo fenômeno na ponta direita. Jogador rápido e objetivo, driblava com facilidade e chutava forte a gol. Além disso, caracterizava-se pela boa impulsão.

Em maio de 1976, o Cruzeiro começava sua arrancada rumo a conquista da Taça Libertadores. Havia vencido o internacional, Olimpia e Cerro Porteño. Na segunda fase, estreava com uma goleada de 4 a 0, frente ao Alianza, em Lima, no Peru. Batata foi escolhido pela imprensa peruana como o melhor em campo, juntamente com Nelinho, e por isso, após o jogo, foi convidado por torcedores para conhecer a cidade. Segundo o lateral Nelinho, que o considerava seu melhor amigo, por causa do passeio ambos chegaram atrasados ao aeroporto e levaram uma bronca do técnico, Zezé Moreira.

Mas, não houve tempo, para mais nenhuma homenagem de torcedores a suas belas apresentações. No dia 13 de maio de 1976, dois dias após o jogo em Lima, Roberto faleceu num acidente de automóvel, no Km 182, da rodovia Fernão Dias. O jogador ia visitar sua esposa e seu filho, em Três Corações, quando envolveu-se em um acidente com o seu Chevette. Sua morte comoveu o país e na partida de volta contra o mesmo Alianza, no Mineirão, o Cruzeiro, venceu por 7 a 1. Exatamente, o numero de sua camisa. Depois da dramática final de 1976, quando numa “molecagem” de Joãozinho, o Cruzeiro arrebatou o título, os jogadores rezaram em campo e dedicaram o título ao ex-companheiro.

Títulos pelo Cruzeiro: Mineiro de Juvenis de 1968; Mineiro 1972/1973/1974/1975; Libertadores 1976.

Marcou 110 gols pelo Cruzeiro.

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JOÃOZINHO – ponta esquerda

Joãozinho nasceu em 1953. Apelidado de O ‘Bailarino da Toca’.

Um dos ídolos da década de 1970.

Os franceses foram os primeiros a aplaudir de pé as diabruras daquele garoto que vestia a camisa 11 da Seleção Amadora do Brasil. Era Joãozinho, dono de uma habilidade incomum para conduzir a bola colocada ao pé direito, rente à grama, pronto para iludir o marcador com uma ginga de corpo e um drible inesperado.

Foi assim que ele apareceu no Mineirão em 1973, sucedendo a tantos pontas que marcaram época na equipe – Hílton Oliveira, Rodrigues e Lima. Ainda inexperiente, João Soares de Almeida Filho, mineiro de Belo Horizonte, ex-mecânico de automóveis, demorou a se firmar entre os profissionais. Mas, quando realizou uma sequência de jogos no time titular, nunca mais saiu; entrou para a galeria dos jogadores mais geniais que vestiram a camisa azul.

Suas atuações no Campeonato Brasileiro de 1975 levaram ao Cruzeiro à final. Em 1976, sua participação na campanha da Taça Libertadores da América foi antológica. Começou com um show de bola sobre o Internacional, no memorável jogo dos 5×4, no Mineirão. Em Lima, Peru jogou seu marcador ao chão três vezes numa mesma jogada – sem encostar nele, nem na bola. O público, admirado e incrédulo, só teve uma reação: levantou-se, jogou lenços e chapéus para o alto e aplaudiu Joãozinho. Na decisão da Taça, contra o River Plate, em Santiago do Chile, fez o gol da vitória num lance em que confirmou seu apelido – o Muleque da Toca: Nelinho preparava-se para bater uma falta, aos 42 minutos do segundo tempo, com o jogo 2×2 e, enquanto a barreira era formada, Joãozinho veio de trás e colocou a bola no canto: 3×2. Os argentinos, sem reação, só olharam para a camisa 11, correndo longe, socando o a ar , comemorando o gol do título.

Em 1981, sofreu uma grande fratura dupla exposta na perna direita, que o afastou dos campos por quase um ano. Demorou a se recuperar, esteve seis meses no Internacional de Porto Alegre e mais tarde voltou, para encantar a torcida celeste por mais um bom tempo.

Serviu à seleção principal em amistosos.

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JAIRZINHO – atacante

Jair Ventura Filho jogou pelo Cruzeiro principalmente em 1976 e 1977.

Velocista, artilheiro matador, o ‘Furacão’. Além do Cruzeiro, também atuou bem demais no Botafogo-RJ, substituindo Garrincha, o que foi uma tarefa difícil.

Aos 31 anos e com o passe livre nas mãos, o craque assinou contrato com o Cruzeiro. Defendendo a Raposa, Jairzinho foi, mais uma vez, incomparável. Na época, ele já era um veterano, mas continuava dando trabalho aos zagueiros. Em 1976, o craque foi um dos principais nomes no título mais importante da história do time mineiro: a Taça Libertadores da América. Esta seria a última grande conquista do Furacão.Ao lado de craques que desfrutam, até os dias atuais, de maior reconhecimento, como Pelé, Rivelino, Gérson e Tostão, o camisa 7 brasileiro fez história ao marcar mais gols do que todos eles, e sair da Copa do Mundo com o apelido de “Furacão”.

Disputou 16 jogos com a camisa da seleção em Copas do Mundo. Disputou as Copas de 1966, 1970 e 1974, sendo que na Copa de 1970 seus gols foram imprescindíveis – foram sete gols em seis jogos.

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ZEZINHO FIGUEROA – zagueiro

José Joaquim Alves atuou de 1977 a 1983 – 305 jogos.

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REVÉTRIA – atacante

Heber Carlos Revétria, uruguaio artilheiro.

Atuou em 1977 e 1978, tendo lugar reservado no coração do torcedor cruzeirense.

Com 21 anos foi heroi no Campeonato Mineiro 1977, com três gols nas duas partidas finais, em cima do Atlético. Dizem que estava ‘endiabrado’. Decidiu o campeonato num cruzamento de Eduardo, em cima de Ortiz. Revétria encarnou o espírito guerreiro, típico dos uruguaios.

Revétria veio do Nacional, de Montevidéu. Não era veloz, nem driblador. Era goleador, homem de área, finalizador nato. Desses que sabem se colocar numa floresta de beques para marcar gols decisivos. Duas missões o esperavam no Cruzeiro: substituir Palhinha, vendido ao Corinthians, e acabar com a banca do goleiro argentino Ortiz, do Atlético, que há um ano não sofria gols do ataque cruzeirense.

É o segundo estrangeiro a marcar mais gols com a camisa do clube, perdendo apenas para o colombiano Aristizabal. Balançou as redes 22 vezes em 63 jogos

Revétria começou a jogar futebol no Dente de Leite do Nacional, de Montevidéu. Titular absoluto da Seleção Olímpica Uruguaia, o atacante era apontado pela imprensa como herdeiro do grande Fernando Morena. Quando saiu do cruzeiro foi jogar no futebol mexicano e encerrou a carreira no River Plate, da Argentina, aos 33 anos.

Aposentado, montou uma escolinha de futebol, onde, em 2005, trabalhava com cerca de 60 garotos com idade entre 6 e 12 anos – na capital uruguaia.

O sonho de Revétria passou a ser que seus filhos também fizeram sucesso no futebol.

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DOUGLAS – volante

William Douglas Humia Menezes nasceu no dia 17/03/1963, em Belo Horizonte-MG.

O grande ídolo da década de 80.

Atuou entre 1981/1987 e 1992/1994.

Um dos principais jogadores do Cruzeiro. Fez história como um dos mais aguerridos volantes do futebol mineiro.

Criado na base, Douglas foi promovido aos profissionais ainda jovem. Tinha como principal característica o posicionamento, o bom passe e a garra.

Tornou-se ídolo da torcida num período de poucas glórias para o clube: a década de 80. Saiu em 1988, indo jogar na Portuguesa como ponte para o Sporting, de Portugal.

Retomou em 1992 para fazer parte da equipe que ficou conhecida como “Dream Team” e conquistou a Supercopa. Num fato inédito foi alvo de um movimento dos próprios atletas, que exigiram da diretoria a renovação do seu contrato.

Fica evidente a importância de Douglas não apenas para a massa torcedora, mas para a própria história do Cruzeiro.

Títulos: Supercopa em 1992, Copa do Brasil em 1993, Campeonato Mineiro de 1984, 1987, 1992 e 1994Jogou também no Sporting, de Portugal e na seleção.

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ADEMIR – volante

Ademir nasceu no dia 06/01/1960, em Toledo-PR. Começou no Toledo.

Atuou em 1986-1991 e 1993-1995.

Primeiro título no Cruzeiro: Mineiro 1987.

O ex-volante Ademir faz parte da história do Cruzeiro. Jogador do clube por quase 10 anos, ele participou da conquista da Supercopa em 1991, da Copa Master e Copa Ouro em 1995 e do Campeonato Mineiro em 1987/1990/1994.

Aos 17 anos foi promovido para os profissionais e, dois anos depois, foi comprado pelo Internaciona-RS . Na equipe gaúcha, Ademir viveu grande momento de sua carreira, pois, além do tetra-cam peonato gaúcho de 1981/1984, conquistou, pela seleção Brasileira, a medalha de Prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.

Em março de 1986 foi negociado com o Santo André, mas o volante não ficou no clube paulista muito tempo, pois, em setembro do mesmo ano, a pedido do técnico Carlos Alberto Silva, ele foi contratado pelo Cruzeiro.

Com pouco tempo na Toca, Ademir já tinha conquistado admiração e respeito, não só pela aplicação dentro de campo, como também pela conduta fora das quatro linhas. Em 1988, nos Jogos Olímpicos de Seul, conquistou sua segunda medalha de Prata pela Seleção. Em 1992, o craque foi vendido ao Racing, da Argentina. Mas foi por pouco tempo, pois, no início de 1993, ele voltou à Toca da Raposa ainda a tempo de ajudar a equipe a conquistar sua primeira Copa do Brasil.

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TOSTÃO II

Atuou entre 1982 e 1985, completando 213 jogos, com 97 gols.

Luís Antonio Fernandes foi revelado pelo Santos e, quando jogava pelo Mixto,  após enfrentar o Cruzeiro, fazendo três gols nos 4 x 2, a diretoria celeste o contratou rapidamente.

Às vezes não conseguia jogar o jogo inteiro, pois era franzino, mas jogava muita bola. Tinha passe preciso, boa arrancada, bom drible, boa cobrança de falta e frieza pra arrematar a gol.

Na Espanha, em 1982, chegou a ser comparado ao primeiro Tostão pela sua eficiência ao enfrentar uma linha de beques. Seu talento de artilheiro ficou comprovado: dos 13 gols que o Cruzeiro fez nos torneios de Santander e Valladolid, ele marcou sete. Surpreendeu fazendo dupla com Paulinho e impondo, com sua categoria, o ritmo do time; cinco, dos seis outros gols marcados, tiveram a sua participação direta.

Título oficial pelo Cruzeiro: Campeonato Mineiro de 1984.

Também fez grandes atuações no Coritiba.

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CARLINHOS SABIÁ – ponta direita

Carlos Alberto Isidoro nasceu em Belo Horizonte, no dia 25/03/1959.

Atuou de 1978 a 1985, em 302 jogos.

Hábil, rápido e driblador. Também procurava jogar mais pelo meio, armando as jogadas. Era vítima constante da violência alheia. 1.72m, 66kg.

Em 2009 era empresário, dono da empresa Profi Limitada.

Títulos pelo Cruzeiro: tri-campeonato da Taça Minas Gerais e Campeonato Mineiro, em 1984.

Outros clubes: Flamengo (1986 e 1987), Atlético, Palmeiras, Santos, XV de Piracicaba, Figueirense, Paraná e São Caetano.

Encerrou a carreira em 1994, no São Caetano.

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GERALDÃO – zagueiro

Geraldo Dutra Pereira nasceu em Governador Valadares, em 24/04/1963.

Atuou de 1981 a 1987. 192 cm, 91 kg.

Antes dele, o irmão, Tião, havia sido atleta profissional e campeão carioca pelo Flamengo, em 1978.

Aos 15 anos, Geraldão resolveu levar a sério a vocação para o futebol. Sua primeira estação foi o infanto-juvenil do Cruzeiro, treinado por Osvaldo Rossi. “Vim para Belo Horizonte disposto a enfrentar desafios e seguir minha vida com independência”, contou em entrevista a Jaeci Carvalho, na TV Alterosa.

Rossi tentou fazer dele um centroavante à imagem e semelhança de Serginho Chulapa. “Fiz várias partidas com a 9, marquei gols de cabeça, mas não gostei. Passar o jogo de costas para o gol esperando lançamentos não me agradou, por isso, depois de o 0 x 0 contra o Atlético, na Vila Olímpica, avisei ao treinador que voltaria ser beque”.

Deu certo. Com apenas 17 anos, recebeu convite para jogar em Doha, no Catar. “Procópio Cardoso Neto foi quem me levou pra lá. Pra mim, ele foi mais do que treinador, foi um verdadeiro pai.”

Em 1983, Geraldão voltou ao Cruzeiro, que entrava no sexto ano sem títulos. Mas o zagueiro teve a sorte de reencontrar seus amigos da base. A geração que Osvaldo Rossi formou estava madura e assumira o time principal. E foi ao lado de Eugênio, Douglas, Eduardo Lobinho, Ivan e Gomes, que ele foi campeão estadual em 1984. “Foi o melhor time em que joguei. Era uma família. E todos estávamos imbuídos do propósito de devolver ao Cruzeiro a hegemonia do futebol mineiro”.

Outros clubes: Porto FC-Portugal (1987-1991);  Paris Saint Germain-França (1991-1992); América-México (1992-1993); Grêmio-RS (1993) e Portuguesa (1993).

Nove jogos pela seleção, em 1987, com 6 vitórias, 1 empate, 2 derrotas.

Com 42 anos era técnico do CRB.

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CHARLES – atacante

Destacou-se no Bahia-BA.

No Cruzeiro, atuou principalmente em 1991, ganhando inclusive a Supercopa 1991.

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BALU – lateral direito

Luis Carlos Carvalho do Reis nasceu no dia 28/12/1961, em Castro Alves-BA.

Foi ídolo do Cruzeiro nos anos 80.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeão Mineiro 1987 e 1990.

No Cruzeiro, Balu jogou ao lado do goleiro Gomes, do zagueiro Geraldão, dos volantes Ademir e Douglas, dos meias Careca e Heriberto e dos atacantes Hamilton, Róbson e Édson (ponta esquerda de muita habilidade).

Em 1991, ainda no Cruzeiro, Balu foi convocado pela única vez para a Seleção Brasileira. O então técnico Falcão o escalou como titular no amistoso contra a Romênia, em Londrina, vencido pelo Brasil por 1 a 0. Na etapa final, Balu acabou substituído por Cafu.

Outros clubes:Portuguesa Santista-SP; Ferroviária-SP; Paraná-PR e Santos.

O jogo de Balu na Seleção Brasileira: Brasil 1 x 0 Romênia(17-04-1991)
Brasil:Sérgio (Santos); Balu (Cruzeiro) depois Cafu (São Paulo); Ricardo Rocha (São Paulo), Márcio Santos (Internacional) e Leonardo (São Paulo); Moacir (Atlético-MG), Mauro Silva (Bragantino), Mazinho Oliveira (Bragantino) e Neto (Corinthians); Renato Gaúcho (Botafogo) e Bebeto (Vasco).
Romênia: Bogdan; Popescu, Mihali, Pana, Panait; Raduta, Sava, Constantinovici, Dumitrescu; Stan (Pedratu)Vladoiu (Papamarian). Técnico: Florian Halagian.

Em 1989, sendo o melhor lateral direito do Brasil, ganhou a Bola de Prata.

Em 2007, com 45 anos, aspirava se tornar técnico de futebol.

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NONATO – lateral esquerdo

Nasceu no dia 23/02/1967, em Mossoró-RN.

Atuou de 1990 a 1997.

Começou no Braúnas, de Mossoró.

Nonato faz parte da história do Cruzeiro. Titular do time por 7 anos, este potiguar tem em seu currículo nada menos que 13 títulos com a camisa do Cruzeiro, entre conquistas regionais, nacionais e internacionais. Em todas as finais, a honra de levantar a taça foi dele, capitão do time. Dono de uma personalidade forte, Nonato garante que o segredo do seu sucesso na Toca da Raposa foi a superação de problemas nos momentos em que o time mais precisava dele. Começou como amador, no Baraúnas, de Mossoró. Ficou lá até 1988, quando foi emprestado ao ABC, de Natal. Em fevereiro de 1989, o ABC comprou o seu passe. Em 1990, foi emprestado ao Pouso Alegre e disputou o Campeonato Mineiro daquele ano. No segundo semestre, o Pouso Alegre comprou o seu passe e emprestou ao Cruzeiro para a disputa do Campeonato Brasileiro. No dia 10 de Janeiro de 1991, o Cruzeiro comprou o seu passe ao Pouso Alegre.Quando chegou o time já tinha dois laterais, o Eduardo, ex-Fluminense, e o Paulo César, ex-Grêmio. Mas conseguiu mostrar um bom futebol e logo conquistou a condição de titular. Para Nonato o mais importante nesta sua longa permanência no Cruzeiro foi a sua regularidade nas partidas. Nunca foi um jogador que vai a mil e depois cai para cem. Na hora das decisões, nunca se acovardou. Muito pelo contrário, se superou e lutou o tempo todo.Títulos pelo Cruzeiro: Supercopa (1991/1992); Copa do Brasil (1993/1996); Campeonato Mineiro(1992/1994/1996/1997); Copa Ouro (1995); Copa Master(1995); Copa do Imperador (1996); Torneio dos Campeões Mineiros (1991); Torneio Governador Eduardo Azeredo (1995)

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RICARDINHO – volante

Ricardo Alexandre dos Santos nasceu no dia 24/06/1976, em Passos-MG. Corpo franzino, 1,70m e 60 kg. O craque Ricardinho comprovou que um volante não precisa ser uma máquina musculosa, mas sim ter futebol, bom fôlego e visão de jogo.

Atuou como profissional de 1994-2002 (411 jogos, 45 gols) e em 2007 (28 jogos, 1 gol). Formado nas divisões de base.

Apelidado: “mosquitinho azul”.

É o jogador recordista de títulos do Cruzeiro, tendo participado da campanha de 15 conquistas do clube.

Após a fase das alegres peladas de rua com os amigos de infância, o menino começou a jogar no Açucareira time de sua cidade, Passos, no sudoeste mineiro.

Mais tarde em 1993, o Cruzeiro foi jogar em sua cidade contra o Esportivo, pelo campeonato mineiro, Ricardinho disputou a preliminar pelo seu clube, o Açucareira, contra o mesmo Esportivo, na categoria juvenil. Vendo a preliminar estava o Salvador Masci, diretor de futebol do Cruzeiro, que gostou muito do estilo daquele garoto. Dias depois, Ricardinho apareceu na Toca para o sonhado teste . O treinador do juvenil era Eduardo Amorim, que também gostou de seu futebol, mas pediu para que o garoto voltasse alguns dias depois, pois havia muitos jogadores para a posição. Ricardinho voltou e nunca mais saiu da Toca.

O garoto foi vencendo desafios, inclusive o da saudade da família : “Vestir a camisa profissional do Cruzeiro era e é o sonho de todos os garotos das categorias de base e, como meu pai trabalhava em Passos e não podia vir para Belo Horizonte, fui morar na Toquinha, com saudades da família, claro, mas sempre otimista com relação ao futuro”.

Entrou para o juvenil celeste em 1993 e, um ano depois, pouco antes de completar 18 anos de idade, já obtinha seu primeiro título profissional, no time Azul estrelado que venceu um Mineiro de 1994. Estreou no profissional no empate de 0 x 0 contra o Democrata-GV, em 24 de junho de 1994; dois anos depois já era titular, até se tornar titular absoluto e uns dos principais jogadores do time (quando não era o principal).

Ídolo, um craque, bom de desarme, bom marcador, bom chutador de fora de área, apoiava muito bem. Em 2002 estava em ótima fase.

Seleção: três jogos, principalmente em 1996.

Títulos pelo Cruzeiro: Copa Libertadores 1997; Recopa Sul-Americana 1998; Copa do Brasil 1996 e 2000; Copa Sul-Minas 2001 e 2002; Copa Centro-Oeste 1999; Campeonato Mineiro 1994, 1996, 1997 e 1998; Copa Master da Supercopa 1995; Copa Ouro 1995; Supercampeonato Mineiro 2002 e Copa dos Campeões de Minas Gerais 1999.

Pelo Kashima Antlers foi campeão da Copa A3 Mazda 2003.

Prêmios individuais: Bola de Prata da Revista Placar 1996 e 2000.

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DIDA – goleiro

Nélson de Jesus Silva nasceu no dia 07/10/1973. Um goleiro excepcional, com 1,95m, 85 kg e muita elasticidade. Natural de Irará-BA.

Atuou entre 1994-1998.

No início de 1994 chegou à Toca da Raposa um garoto alto, que no ano anterior havia impressionado o País inteiro com defesas sensacionais no Mundial de Juniores, conquistado pela seleção Brasileira, e na decisão do Campeonato Brasileiro, entre seu Vitória e o Palmeiras.

Veio do Vitória-BA, por US$ 600 mil mais o passe de Ramon, em janeiro de 1994, então com 20 anos. Estreou no dia 26, em amistoso (Cruzeiro 4 x 1 Clube Atlético Pompeano). A confiança nele se consolidou dia 16 de março de 1994, quando vencemos o Boca Juniors por 2 a 1, no Estádio de La Bombonera, e ele foi a maior figura em campo, naquela que é considerada uma das maiores atuações de um goleiro brasileiro em gramados argentinos.

Com um jeito tímido e de poucas palavras, o garoto foi conquistando a confiança da torcida, que, há muito, desde os tempos de Raul, nào tinha um goleiro como ídolo. Os 19 anos pareciam multiplicados quando ele esbanjava experiência defendendo o gol do Cruzeiro.

Não demorou muito e passou a fazer parte da rotina da torcida Cruzeirense de, antes dos jogos, cantar com o maior orgulho do mundo: “Olé olé olá, Dida, Dida…”. Dida começou jogando em clubes de Arapiraca, interior de Alagoas, onde passou grande parte de sua infância. Primeiro fez um teste no Bahia, mas não foi aprovado. Voltou para casa e passou a jogar no Cruzeiro de Arapiraca. Depois foi levado por alguns conhecidos para o Vitória, quando tinha 17 anos, em 1992. Dida considera que a tranquilidade é sua maior característica, sempre fica concentrado no jogo e, quando toma gols, não entra em pânico, pois é muito importante que o goleiro transmita segurança à sua defesa, principalmente nos momentos mais difíceis de uma partida.

Sua destreza no pênaltis começou na Copa Ouro, em 02 de novembro de 1995, sobre o São Paulo, com uma defesa em cobrança do volante Alemão. Na campanha da conquista do bi da Copa Libertadores, em 1997, por duas vezes o Cruzeiro teve de decidir sua sorte nos pênaltis – em ambas, Dida foi herói. Dida defendeu outros pênaltis, que o digam Marcelinho Carioca, Romário e tantos craques que viram o grito de gol não ecoar. A defesa do pênalti cobrado pelo atacante argentino do Estudiantes, no Mineirão, no dia 12 de outubro de 1994, pelas quartas-de-final da Supercopa, foi especial para Dida, a torcida o aclamou, Dida pulou, de braços erguidos, como um garoto. Também é de se destacar seu destaque nas disputas de pênaltis contra o El-Nacional, do Equador, nas oitavas-de-finais, e Colo Colo, do Chile, nas semifinais, ambos pela Copa Libertadores 1997. Se não bastasse, na última partida da final, contra o Sporting Cristal, do Peru, no Mineirão, defendeu um chute à queima roupa do atacante Julinho, no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Um ídolo, principalmente em 1998. Talvez o melhor jogador do Cruzeiro em sua época. Usou camisa verde e vermelha, homenageando o Palestra Itália, primeiro nome do clube, o qual usava essas cores. Atuou juntamente com Ronaldinho no 1.º semestre de 1994, sendo amigos sólidos. Atuou com Fábio Júnior durante toda a estadia deste no Cruzeiro.

Melhor goleiro do Brasil em 1998, figurando em todas as seleções dos melhores da temporada publicadas pela imprensa.

Jogos pelo Cruzeiro: amistosos (19), Campeonato Mineiro (87), Copa do Brasil, (19) Taça Libertadores (24), Campeonato Brasileiro (122), Supercopa (26), Copa Ouro (2), Copa Mercosul (12), Mundial Interclubes (1).

O dia 29 de dezembro de 1998 foi seu último jogo com a camisa do Cruzeiro, contra o Palmeiras, na final da Copa Mercosul. Em fevereiro de 1999 recusou renovar contrato, alegando fim de seu ciclo no time e de que gostaria de jogar na Europa (o desfecho de seu caso virou novela), por fim foi vendido ao Milan por US$ 3 milhões – o Milan o emprestou ao Corínthians, pois não puderam inscrevê-lo a tempo em seu campeonato (servindo à Seleção na Copa das Confederações 1999), onde ficou algum tempo – em seguida ficou na Europa, sendo destaque de seu time.

A torcida que o adotou como ídolo, terá de se acostumar com a sua ausência, e ficar só na memória o grito: ‘Olé, olé, olé, olá, Dida, Dida…’. Dida não fez só sua história no Cruzeiro, ele ajudou a construir a do clube. Quem pode se esquecer das suas atuações na conquista da Copa Libertadores 1997, ou de suas defesas nas partidas decisivas da Copa do Brasil 1996, contra o Palmeiras de Djalminha, Luizão e Rivaldo.

Dida foi um dos maiores ídolos cruzeirenses de todos os tempos, e é considerado por muitos o maior goleiro da história do Cruzeiro.

Inaugurou uma academia de ginástica em BH no 2.º semestre de 1998.

Foram quase 2000 dias, 310 jogos (68 em 1994, 49 em 1995, 60 em 1996, 67 em 1997, 66 em 1998), 147 vitórias, 78 empates, 85 derrotas, 309 gols de saldo (média de 0,99), oito títulos oficiais, cinco anos. Para tudo se acabar em uma semana.

Títulos pelo Cruzeiro: Copa Ouro 1995, Copa Master 1995, Copa do Brasil 1996, Copa Libertadores 1997, Campeonatos Mineiros 1994 (de forma invicta), 1996, 1997 e 1998 – fora os títulos não oficiais.

Outros títulos : Campeonato Baiano (92); Campeonato Brasileiro (99 pelo Corinthians); Campeão Mundial Interclubes (2000 pelo Corinthians)

Títulos pela Seleção: Sul-Americano de Juniores (1993), Mundial de Juniores (1993), Torneio Pré-Olímpico (1996 e 2000), Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Atlanta – titular (1996), Copa das Confederações (1997).

Seleção: Jogou pela Seleção Brasileira em (96/97/98/99/2000). Em 1998 foi um dos reservas de Taffarel na Copa, quando fomos vice-campeões.

Quando no Cruzeiro foi convocado para a Seleção de 077\1995 a 21\12\1997, 14 jogos – 12 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 9 gols sofridos (Copa América, Copa da Concacaf, 3 amistosos, Copa das Confederações).

Fez sucesso no Milan. Disputou as Copas de 1998, 2002 e 2006.

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PALHINHA II – meio campista armador

Jorge Ferreira da Silva nasceu no dia 14/12/1967, em Carangola-MG.  1,73 m, 73 kg.

Atuou de 1996 a agosto de 1997.

Habilidoso, genial, inteligente, um raro talento. Destacou-se no São Paulo, tendo sido o fiel escudeiro de Raí nos anos dourados de 1992 e 1993, consagrando-se Bicampeão da Taça Libertadores da América de 1992/1993 e do Mundial Interclubes, no Japão, nos mesmos anos. Conquistou ainda o Campeonato Paulista de 1992, contra o Palmeiras, o Bicampeonato da Recopa Sul-Americana em 1993/1994, contra Cruzeiro e Botafogo, respectivamente, além da Supercopa da Libertadores em 1993, contra o Flamengo. Em 1992 foi o artilheiro da Libertadores, com 7 gols. Também marcou o primeiro tento tricolor na decisão do Mundial de 1993 contra o Milan, além dezenas de belíssimos gols nos 5 anos em que defendeu o tricolor. .

Foi um trunfo a mais para o Cruzeiro, aproveitando os ares mineiros para reencontrar seu bom futebol, fazendo três gols nas 5 primeiras partidas (Campeonato Mineiro) e criando jogadas empolgantes, principalmente no Campeonato Brasileiro 1996. Era o cérebro do time quando estava num dia inspirado, desmantelando qualquer esquema do adversário.

Figurou na lista dos melhores do Brasileiro 1996 em sua posição, sendo muito cotado para ser o melhor jogador do ano.

 

Título pelo Cruzeiro: Copa Libertadores 1997.

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VALDO II (12/01/64)

Valdo Cândido Filho nasceu no dia 12/01/1964, em Santa Catarina.

Atuou entre 1998 e 2000.

Título pelo Cruzeiro: Copa Centro-Oeste 1999.

Veio para o Cruzeiro no segundo semestre de 1998, para o Campeonato Brasileiro, com 34 anos. “O Cruzeiro é um clube de primeira grandeza, mas nunca fui reserva, vim para disputar posição e jogar”. Mostrou-se como um garoto, se tornando um dos principais jogadores do Cruzeiro em 1998 (ano dos vices).

O meia que era querido por cumprir muito bem funções táticas, era ótimo cobrador de faltas.
Outros clubes: Benfica, Paris Saint-Germain, Botafogo, Sport, etc.

Nascido no dia 12 de janeiro de 1964, em Siderópolis (SC), Valdo começou a carreira nas categorias de base do Figueirense. Antes que se tornasse profissional, o meia foi para o Grêmio e depois foi para o Benfica (1988).

Com 22 anos, chamou a atenção de Telê Santana, então comandante da seleção brasileira 1986, fazendo parte do elenco canarinho que embarcou para o México.
Em 1990, já como jogador do Benfica, Valdo fez parte do time comandado por Sebastião Lazaroni na Copa da Itália.
Além do Benfica, onde comemorou os títulos português de 1989 (na primeira passagem) e da Copa de Portugal de 1996 (na segunda passagem), o meia jogou no Paris Saint-Germain, da França, com futebol em alta.

Após jogar no Nagoya Grampus Eight, do Japão, entre 1997 e 1998, Valdo retornou ao futebol brasileiro. Com o aval do técnico Levir Culpi, o meia foi contratado para defender o Cruzeiro. No mesmo ano, o meia foi um dos maestros do time mineiro que por pouco não levantou a taça do Campeonato Brasileiro. Valdo fez parte da equipe cruzeirense vice-campeã brasileira (o campeão foi o Corinthians).
Deixou o Cruzeiro com 36 anos, em 2000 para vestir a camisa do Santos. “Com certeza nunca esquecerei de meus grandes momentos no Cruzeiro”, 9 de março de 2000.

O meia defendeu então o Atlético Mineiro e encerrou a carreira no Botafogo.

Assim que parou de jogar, em 2004, Valdo assumiu um clube de Camboriú, a Sociedade Desportiva Camboriuense, que tem como principal objetivo revelar jogadores.

Seleção: Participou das Copas de 1986, sendo o melhor preparo físico da Seleção, e 1990. Com a camisa amarelinha, Valdo disputou 49 partidas. Foram 28 vitórias, 12 empates e 9 derrotas. Ele foi um dos principais jogadores do Brasil na conquista da Copa América de 1989, competição que foi realizada no país.
Em fevereiro de 2009 tinha residência fixa em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O ex-atleta, que pendurou as chuteiras com mais de 40 anos, assumiu no começo de 2009 o comando do União Esporte Clube de Rondonópolis-MT. Adquiriu experiência viajando muito para diversos lugares, principalmente para a Europa (também tem casa em Lisboa).

Chegou a ser parceiro do Ipiranga de Manhuaçu (uma espécie de filial do Cruzeiro).

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SORÍN – lateral esquerdo

O argentino Juan Pablo Sorín nasceu no dia 05/05/1976, em Buenos Aires.

Atuou em 2000-2002 (111 jogos, 17 gols); 2004 (9 jogos, 1 gol) e de 2008-2009 (7 jogos). 1,73 m.

Encerrou a carreira no Cruzeiro, em 2009.

Um craque de bola, de uma raça imbatível; simplesmente o maior ídolo do time na época. Jogador rápido, voluntarioso, brigador, raçudo.

No final de 1999 foi anunciada a contratação de um nome na Toca: Juan Pablo Sorín. Pouca gente conhecia o futebol desse argentino. Muita gente chiou, reclamou, falou besteira. Mas foi, talvez, uma das maiores contratações da história do Cruzeiro.

A passagem de Sorín pela Toca começou sem demonstrar o tanto que ele era craque, mas foi o suficiente para ganharmos a Copa do Brasil mais uma vez. No segundo semestre ele foi o gigante. Sem dúvida a maior estrela da campanha da Copa João Havelange. Sorín foi aclamado o melhor jogador do Cruzeiro em 2000.

Sempre deu gosto em ver o pequenino Juampi em campo. Fez a torcida acreditar mais.

Lateral com liberdade para jogar em quase todo o campo. Contratado por US$ 5 milhões – o mais investimento da história do Cruzeiro até então.

Começou sua carreira no Argentino Juniors, em 1994. No segundo semestre de 1995 foi comprado pela Juventus da Itália, mas ele não se enquadrava na equipe tão logo retornou à Argentina. No segundo semestre de 1996, jogou pelo River Plate, onde viveu um dos melhores momentos de sua carreira.

Chegando ao Cruzeiro em 2000, foi vendido por US$ 9,5 milhões em maio de 2002, ao Lazio, da Itália, mas foi devolvido, por questões financeiras, em janeiro de 2003, e tão logo o Cruzeiro o emprestou ao Barcelona até 31 de dezembro de 2003.

Depois de uma temporada e meia no Lazio da Itália, Sorín foi emprestado ao Barcelona, estreando em 9 de fevereiro de 2003. Depois de uma temporada bem sucedida , deixou o Camp Nou, no Verão de 2003 e mudou-se para França, emprestado ao Paris Saint-Germain.

No fim ainda de 2003, ele retornou ao Cruzeiro, por empréstimo e posteriormente transferiu-se para o Villarreal da Espanha. Sorín foi uma das importantes peças do Villarreal. Após a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, acabou assinando com o Hamburgo. Após dois anos com o clube alemão e apenas 24 aparições por causa de lesões, quando o seu contrato expirou em 15 de julho de 2008, retornou ao Cruzeiro em 29 de agosto de 2008, na sua terceira passagem pelo clube mineiro. Onde ele fez sua recuperação e voltou a jogar.

Na partida Cruzeiro 4 x 1 Portuguesa, partida válida pela ultima rodada do campeonato Brasileiro de 2008, Sorín demostrou mais uma vez seu amor pelo clube e pela torcida. Antes do início da partida o jogador foi até a arquibancada e como um fanático torcedor do clube vibrou com todos os que estavam presentes ali no estádio do mineirão.

Em primeiro de março de 2009, contra o Ituiutaba, pelo Campeonato Mineiro, jogou só o primeiro tempo e foi substituído no começo do segundo. Juampi foi ovacionado pelos torcedores presentes no Mineirão, e mostrou toda a raça que o tornou um dos maiores ídolos da história recente do Cruzeiro.

Em 28 de julho de 2009, aos 33 anos, anunciou o fim de sua carreira profissional. Admitindo não conseguir mais se recuperar de uma lesão que vem se arrastando há anos, despediu-se do futebol no time que, em suas próprias palavras, é o seu time do coração: o Cruzeiro Esporte Clube.

No dia 4 de novembro de 2009, num dia de muita festa, Sorín fez o seu último jogo encerrando sua carreira como jogador de futebol no Cruzeiro. Jogou a primeira etapa do amistoso pelo Cruzeiro, seu último clube, e parte do segundo tempo pelo Argentino Juniors, que foi seu primeiro clube profissional. Ainda na segunda etapa, voltou a vestir a camisa do Cruzeiro que ganhou por 2 a 1.

Eleito por duas vezes o melhor lateral esquerdo da América (uma vez em 2000).

Em 2002, já tendo sido negociado sua venda, na conquista do Bi-campeonato da Copa Sul-Minas, cortou o supercílio e jogou o restante do primeiro tempo com a cabeça enfaixada; no intervalo levou 6 pontos e jogou um bolão, inclusive fazendo o gol do jogo (Cruzeiro 1 x 0 Atlético-PR). Deixou saudades já desde já, pois todos quase chegavam o idolatra-lo, até mesmo os adversários.

Foi titular da Argentina por algum tempo, ao lado de Verón, Batistuta e Simeone.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeão da Copa do Brasil 2000; Copa Sul-Minas 2001 e 2002; Supercampeonato Mineiro 2002 e Campeonato Mineiro 2009.

Títulos por outros clubes (os principais): Juventus (Liga dos Campeões da UEFA 1996); River Plate (Copa Libertadores 1996); Paris Saint-Germain (Copa da França 2004).

Seleção argentina:1995-2006 (76 jogos, 12 gols). Campeão Mundial Sub-20 1995.

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CRIS – zagueiro

Cristiano Marques Gomes nasceu no dia 03/06/1977, em Guarulhos-SP. 1,85 m, 77 kg.

Atuou em 1999-2002 (84 jogos, 9 gols) e 2003-2004 (44 jogos, 4 gols).

Começou no Corinthians, em 1995. Chegou no segundo semestre de 1999, vindo do Corinthians envolvido na venda de João Carlos para o mesmo. Nessa época estava com 22 anos. Chegou ao ponto de ser um dos principais jogadores da equipe. Apesar de alguns o acharem violento, reverteu esse “rótulo” de jogador violento em 2003, quando foi um dos zagueiros mais disciplinados da temporada, levando o primeiro cartão amarelo somente no mês de junho daquele ano.

Várias convocações para a seleção, voltando a ser convocado em 2009 para a vaga do Juan, que foi proibido de ser apresentar a Seleção pela Roma, para os amistosos contra Inglaterra e Omã em novembro de 2009.

No Corinthians, com 12 anos, estava no dente-de-leite, quando Marcelo Djian já era titular. Foi promovido como profissional em 1995.

Depois da Copa de 2002 continuou valorizado, e após 193 jogos, com 19 gols, foi emprestado, por 5 meses, ao Bayer Leverkusen, da Alemanha, no final de janeiro de 2003, por US$ 800 mil, com passe avaliado em US$ 4 milhões.

Esteve bem perto do Barcelona em 2000. Em 2010 estava atuando pelo Lyon, da França.

Títulos pelo Cruzeiro:  Recopa Sul-Americana 1998; Copa Centro-Oeste 1999; Copa do Brasil 2000 e 2003; Copa Sul-Minas 2001 e 2002; Campeonato Mineiro 2002, 2003 e 2004; Campeonato Brasileiro 2003.

Títulos por outros clubes (os principais): Corinthians (Campeonato Brasileiro 1998); Lyon (Campeonato Francês 2004-2005, 2005-2006, 2006-2007 e 2007-2008; Supercopa da França 2005 e Copa da França 2008)

Seleção: Defendeu a Seleção Sub-20 (1999-2000). Torneio Pré-Olímpico 2000; Copa América 2001. Não foi aos Jogos Olímpicos de 2000 e para a Copa do Mundo 2002 por detalhes. Na preparação da Seleção para a Copa 2002 estava em quase as convocações. Campeão da Copa América 2004.

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LUISÃO – zagueiro

Ânderson Luís da Silva nasceu no dia 13/02/1981, em Amparo. 1,93 m, 81 kg. Destro.

Atuou de 2000-2003. 48 jogos, 8 gols.

Ia bem ao ataque e fazia gols, muitos desses decisivos. Bem comprado pelo Cruzeiro, com a esperança de se tornar um bom jogador, rapidamente se destacou, passando a ser peça fundamental no time, chegando a se valorizar muito em curto espaço de tempo.

É irmão do zagueiro do Alex Silva e do zagueiro Andrei Silva.

Começou a carreira profissional em 1999 no Juventus-SP. Em 2000 transferiu-se para o Cruzeiro, onde jogou até 2003, onde, em 2002 foi o segundo melhor marcador da equipe com 8 gols.

Chamado para a seleção brasileira, foi campeão da Copa América 2004. Foi convocado também para a Copa do Mundo 2006. No dia 20 de julho de 2005 renovou o sei contracto pelo Benfica até 2009. É, pela sua classe e caráter como jogador, atualmente um dos jogadores mais amados pelos adeptos benfiquistas, sendo um dos capitães da equipa Lisboeta e considerado um dos melhores defesores centrais de Portugal.

Joga há já 6 anos no Benfica e atingiu em 28 de fevereiro de 2009 um total de 200 jogos oficiais pelo clube. Tem na sua conta pessoal, 17 gols.

Integrou a Seleção Mineira votada no intitulado Troféu Telé Santana 2002, ano em que deixou de ser promessa.

Títulos: Copa do Brasil 2000 e 2003; Copa Sul-Minas 2001 e2002; Supercampeonato Mineiro 2002; Campeonato Mineiro 2003 e Campeonato Brasileiro 2003.

Títulos por outros clubes (os principais): Benfica (Taça de Portugal 2004, Supertaça de Portugal 2005).

Chegou muito cedo à Seleção, convocado para jogo de despedida de Zagalo como técnico da Seleção, no final de 2002. Também jogou a Copa América 2001, pela Seleção Pré-Olímpica, pela Seleção Sub-23 campeonato início 2003 e foi titular no primeiro jogo de Parreira frente à Seleção em 2003. Além da Copa América 2004, também foi campeão da Copa das Confederações 2005 e 2009.

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GOMES II – goleiro

Heurelho da Silva Gomes nasceu no dia 15/02/1981, em João Pinheiro-MG. 1,91 m, 82 kg.

Atuou de 2002-2004 (59 jogos).

A infância humilde na cidade mineira de Três Marias não desanimou o pequeno Gomes a iniciar carreira no futebol. Aos catorze anos, o jogador começou como centroavante em uma equipe local.

Na vizinha Sete Lagoas, em um torneio de futebol de areia, Gomes foi inscrito como goleiro, já que era a única posição em aberto na equipe, e dali não saiu mais. O jovem defensor, então com 17 anos, foi escolhido o melhor do campeonato, ganhando também a oportunidade de treinar na escolinha do Cruzeiro, uma das principais equipes do Estado.

Depois de um ano na escolinha, teve a chance de mostrar seu futebol pela primeira vez no Estadual de Minas Gerais. Primeiro na categoria juvenil, depois na Terceira Divisão, ambos com a camisa do Democrata de Sete Lagoas.

No final de 1998, Gomes saiu pela primeira vez do futebol mineiro para vestir as camisas do CRB de Alagoas e do Guarani-SP. As passagens, porém, foram muito breves e, em 2000 alcançou a Toca da Raposa. No juvenil do Cruzeiro, o goleiro teve, pela primeira vez na carreira, estrutura para desenvolver sua técnica na posição.

Na Copa São Paulo de Juniores de 2002, foi reserva da equipe cruzeirense e, com o desempenho demonstrado nos treinamentos e jogos em que atuou, teve a oportunidade de chegar à equipe profissional. Primeiro como terceiro goleiro, mas com a estrutura de trabalhar em um time de ponta do futebol nacional.  Aos poucos, foi ganhando a confiança do então técnico Wanderlei Luxemburgo e, no final da temporada, ficou com a posição de titular após uma seqüência ruim de outro defensor da equipe.

Depois de quatro jogos no posto, Gomes teve um problema no menisco que o deixou de fora por 25 dias. Mesmo assim, o técnico Luxemburgo deu cobertura ao defensor, que retornou ainda como o primeiro goleiro do time.

O ano de 2003 recebeu o apelido de “Homem-Elástico” e foi o de consagração de Gomes pela equipe mineira. Com o time cruzeirense, o goleiro levantou a tríplice coroa. Se tornou ídolo da torcida cruzeirense. A atuações renderam ao jogador a convocação para defender a Seleção Brasileira durante o Pré-Olímpico do Chile, no início de 2004.

Na nova temporada, começaram as especulações sobre interesse de clubes estrangeiros em seu futebol. O PSV Eindhoven foi o primeiro a aparecer com uma proposta na Toca da Raposa, mas os dirigentes cruzeirenses preferiram nem conversar em um primeiro momento. Na última partida do Cruzeiro pela Copa Libertadores daquele ano, Gomes acabou sofrendo uma fratura no osso da mão. Críticos de futebol acreditavam que a contusão poderia atrapalhar o futuro do jogador.Mas o problema não desanimou Gomes, que em dois meses estava recuperado e viu o Cruzeiro finalmente ceder e negociar seus direitos com o PSV, clube que montava elenco para a temporada européia 2004/2005.

Nos Países Baixos, Gomes sofreu preconceito por ser brasileiro, país famoso por revelar bons atacantes e não jogadores de defesa. Mas mostrou em campo seu potencial e, aos poucos, foi conquistando a torcida da equipe e até mesmo as rivais.

Gomes é hoje um dos goleiros com maiores recordes do futebol neerlandês e ganhou espaço na Seleção Brasileira desde o início da Era Dunga, após o Mundial de 2006. Um dos maiores sonhos do jogador é defender o Brasil durante a Copa do Mundo. O objetivo pode ser em breve alcançado.

Em 2008, Gomes transfere-se para o Tottenham Hotspur, da Inglaterra.

Em fevereiro de 2010 estava no Tottenham.

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EDILSON – atacante

Edílson Ferreira da Silva nasceu em Salvador-BA, no dia 17/09/1970.

Seu primeiro clube foi o modestíssimo Industrial-ES.  O atacante finalmente se viu vislumbrado por um time maior, 0 Guarani de Campinas, quando tinha 22 anos. Jogando pelo Bugre definitivamente mostrou talento, com dribles desconcertantes, e tanto talento, fez com que mais um ano à frente, se unisse ao Palmeiras, em 1993.

Devido seu jeito esperto dentro de campo, ganhou o apelidado de Edílson Capetinha e chance na seleção.

Ao sair do Palmeiras, foi para o futebol europeu (Benfica, de Portugal), por duas temporadas. Em seguida, voltou para o Brasil, atuando pelo Palmeiras, Corinthians e Flamengo. Nesse meio tempo ele passou até pelo futebol japonês (Kashiwa Reysol).

Em 2002, foi contratado pelo Cruzeiro, onde, as boas atuações lhe renderam a convocação para a Seleção Brasileira que disputou a Copa. Sagrou-se pentacampeão mundial. No Cruzeiro, com 4 meses na equipe já tinha conquistado um título.

Ao sair do Cruzeiro voltou ao futebol japonês, onde disputou a temporada 2002-2003.

Atualmente, início de 2010, com 39 anos de idade, o atleta acabou aceitando um convite do Vitória-BA para retornar aos gramados, e reconsiderou seus planos de aposentadoria, sendo comandado por Renato Gaúcho.

Títulos pelo Cruzeiro: Copa Sul Minas 2002 e Supercampeonato Mineiro 2002 (na final estava com a Seleção na Copa).

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EDU DRACENA – zagueiro

Eduardo Luiz Abonízio de Souza nasceu no dia 18/05/1981, em Dracena-SP. 1,87 m, 81 kg.

Atuou de fevereiro de 2003 a agosto de 2006. 164 jogos (16 gols).

Começou no Guarani-SP, em 1995, com 13 anos de idade. Em 1999 estreou no time principal.

Diz Edu:

– Iniciei a carreira de jogador no Guarani de Campinas, clube este que fui encaminhado para realizar um teste em 1995. Na ocasião tinha apenas 13 anos. Passei no teste e comecei a treinar nas categorias de base do Bugre, até que em fevereiro do mesmo ano, fiz minha primeira partida com a camisa bugrina, em Iracenápolis, no dia 4 de fevereiro de 1995. Após a partida, o técnico veio até a mim e disse que a partir daquele dia, eu poderia me considerar jogador do Guarani.

– Passei pelo infantil, juvenil e com 17 anos fiz minha estreia como profissional (1999) na partida em que o Guarani enfrentou a Matonense. Fui considerado o melhor jogador em campo. Com esta boa apresentação me garanti na titularidade do Guarani. Do Guarani, tive uma passagem rápida pelo futebol greco. Meu retorno ao Brasil deu-se no mesmo ano em que fui jogar na Grécia (2002). Retornei ao Guarani.

– Por indicação do Vanderley Luxemburgo, fui contratado pelo Cruzeiro, onde me apresentei em fevereiro de 2003. No Cruzeiro vivi minha melhor fase como jogador profissional. Conquistei o bicampeonato mineiro 2003 e 2004, a Copa do Brasil 2003 e o Campeonato Brasileiro 2003. As conquistas de 2003 valeram a Tríplice Coroa, levando nossos nomes para todos os cantos do mundo.

Em agosto de 2006, tranferiu-se para o Fenerbahçe-Turquia, onde permaneceu por três anos.

Em 2009, rescindiu o contrato com o clube turco e recebeu várias propostas de clubes europeus (Edu Dracena tem cidadania italiana), porém, a sua vontade de atuar no Brasil foi maior e decidiu jogar pelo Santos.

Outros clubes: Guarani (1995-2002) – Olympiacos, da Grécia (2002) – Fenerbahçe (2006-2009) – Santos (2009-2010).

Seleções de base: Sub-20 (2001); Sub-23 (2004). Conquistou um Mundial e um Sul-Americano.

Seleção profissional: a partir de 2007. Conquistou a Copa das Confederações em 2003.

Títulos pelo Cruzeiro: Campeonato Mineiro 2003, 2004 e 2006; Copa do Brasil 2003 e Campeonato Brasileiro 2003. Além de um vice-campeonato, Dracena sofreu com a contusão, que o deixou por quase sete meses afastado dos gramados.

Títulos por outros clubes (os principais): Fenerbahçe (Campeonato Turco 2007); Olympiakos (Campeonato Grego 2002).

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MALDONADO – volante

Cláudio Andrés Del Transito Maldonado Rivera nasceu no dia 03/01/1980, em Curicó, no Chile.

Atuou entre 2003-2005.

Volante seguro, de técnica apurada, leal para com seus adversários e cirúrgico na maneira como efetua as roubadas de bola.

Começou sua carreira em 1997, no Colo Colo do Chile, mas foi no Brasil que encontrou sua casa.

Sua grande fase foi no Cruzeiro, integrando o time que conquistou a chamada Tríplice Coroa (2003) – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Conquistou também o Campeonato Mineiro 2004.

Em 2006, se transferiu para o Santos.

Em janeiro de 2008, acertou com o Fenerbahçe, onde foi comandado por Arthur Antunes Coimbra, Zico. Ficou na Turquia por um ano e meio.

Outros títulos: Campeão Chileno pelo Colo Colo, em 1998; Campeão Paulista pelo São Paulo, em 2000; Campeão do Torneio Rio-São Paulo pelo São Paulo, em 2001; Bicampeão Paulista pelo Santos, em 2006 e 2007.

Atuou pela seleção chilena.

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FRED – atacante

Frederico Chaves Guedes nasceu no dia 3/10/1983, em Teófilo Otoni –MG. 1,85 m, 75 kg.

Atuou de 2004-2005. 71 jogos (56 gols).

Estreia no Cruzeiro: Cruzeiro 2 x 0 Internacional, em 05/08/2004, pelo Campeonato Brasileiro.

Pelo Cruzeiro: 71 jogos (56 gols).

Campeão Mineiro 2004, sendo o artilheiro. Também foi o artilheiro da Copa do Brasil 2005.

Fredgol comemorava seus gols com um gesto com as mãos, como se estivesse lançando seu coração para os torcedores.

Fred iniciou sua carreira no América-MG, em 2001. Acertou com o Cruzeiro no meio de 2004 e brilhou com a camisa celeste, chegando à seleção – o que lhe rendeu uma transferência para o Lyon, time da primeira divisão francesa.

Pelo América marcou o gol mais rápido da história do futebol brasileiro, na partida entre o América-MG e o Vila Nova de Goiás, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior 2003. Era o gol mais rápido do mundo até 7 de novembro de 2009, quando o árabe Nawafal Abed marcou aos dois segundos do jogo contra o Al Shoalah, pela Copa do Príncipe Faisal bin Fahad Sub-23.

Em 2004, com a camisa celeste, participou de 28 jogos e marcou 16 gols, sendo o principal goleador do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, com 14 gols. Em 2005, em 43 partidas pelo clube mineiro, marcou 40 gols e ainda conseguiu outra marca: ele é, até hoje (26/02/2010), o maior goleador da história da Copa do Brasil com 14 gols em apenas nove jogos. Pelo Cruzeiro, Fred conseguiu ser finalmente o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 13 gols. Pelo Campeonato Brasileiro de 2005 marcou dez gols.

Com todo esse currículo, o artilheiro conquistou a admiração da torcida cruzeirense e se tornou um grande ídolo contemporâneo do clube. A recíproca também é verdadeira, o que pode ser atestado por uma declaração do atleta em 14 de fevereiro de 2009:

Cquote1.png Tive uma história muito bonita no Cruzeiro e tenho muito carinho pelo clube e pela torcida celeste. Fico muito honrado de ser considerado um dos maiores ídolos de todos os tempos do time. Estar ao lado de jogadores como Tostão, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Alex e tantos outros é algo muito gratificante e que fica marcado em minha vida. Cquote2.png

Suas boas partidas renderam uma transferência, em agosto de 20o5, para o Lyon, da França, por cerca de R$ 15 milhões, onde atuaria ao lado dos brasileiros Juninho Pernambucano e Cris, que também viriam a ser convocados para a Copa do Mundo 2006.

Após participar de poucos amistosos pela seleção, foi chamado para a Copa do Mundo de 2006, sendo reserva de Ronaldo e Adriano. Mesmo jogando pouco conseguiu marcar um gol na vitória de 2 a 0 do Brasil sobre a Austrália.

Pelo Lyon, Fred conquistou três vezes seguidas o Campeonato Francês (temporadas 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008).

Após uma longa “novela”, Fred acertou sua transferência para o Fluminense em 2009, estreando em março marcando dois gols.

Em julho de 2009 sofreu uma grave lesão muscular na região da virilha, ficando quase três meses em recuperação. Ao retornar aos gramados, em outubro, o artilheiro não decepcionou os torcedores tricolores, comandando a equipe em uma série invicta de dez partidas pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa Sulamericana (entre 10 de outubro e 15 de novembro), inclusive mantendo um média de 1 gol por partida neste momento da temporada (10 gols em 10). Em 2010 era considerado a peça principal no rendimento da equipe.

Seleção: 2005-2007, nove partidas.Mesmo com pouco tempo na seleção, em 15 de maiode 2006, foi um dos 23 jogadores convocados pelo técnico Carlos Alberto Parreira para jogarem a Copa do Mundo de 2006. Foi reserva da dupla Adriano e Ronaldo, juntamente com Robinho. Marcou o seu primeiro gol em Copas do Mundo na vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Austrália, no dia 18 de junho de 2006, quando entrou aos 41 minutos do segundo tempo e aos 43, dois minutos após entrar em campo, marcou o segundo gol brasileiro.

Título pelo Cruzeiro: Campeonato Mineiro 2004.

Prêmios individuais: Chuteira de Ouro, prêmio concedido pela Revista Placar 2005 (80 pontos) eTroféu Telê Santana 2004 (melhor jogador) e 2005 (melhor atacante).

Artilharias: Artilheiro do Campeoanto Mineiro 20o5 (13 gols) ea rtilheiro da Copa do Brasil 2005 (14 gols, se tornando o maior artilheiro em uma única edição deste torneio).

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GUILHERME – atacante

Guilherme Milhomem Gusmão nasceu em Imperatriz, Maranhão, no dia 22/10/1988.

Começou sua carreira em 2003 nas bases do Cruzeiro. Em 2007, com apenas 18 anos, foi o destaque do time mineiro na conquista da Copa São Paulo de Juniores, batendo o São Paulo. Subindo para a categoria profissional, se se transformou em uma principais revelações do futebol brasileiro nos últimos anos.

Como profissional, em 2008, marcou 36 gols.

Destacou-se por grandes assistências, além de marcar muitos gols como atacante.

Em fevereiro de 2009 foi negociado com o Dínamo Kiev por 5 milhões de euros mais o atacante Kleber.

Em sua estreia no Dínamo, no dia 16 de maio de 2009, marcou 3 gols.

No início de 2010 estava no CSKA Moscou, da Rússia.

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MARCELO MORENO – atacante

Marcelo Moreno Martins, boliviano, porém é filho do brasileiro Mauro Martins, ex-meia do Palmeiras. Nasceu no dia 18/06/1987, em Santa Cruz de la Sierra.

Veio do Vitória-Ba, em março de 2007.

Atacante técnico, que brilhou pela boa conclusão, bom chute e bom cabeceio. Batia com as duas pernas.

No Cruzeiro sagrou-se como um dos artilheiros da Copa Libertadores, com oito gols.

O atacante começou a carreira no Oriente Petrolero, da Bolívia, em 2003. No ano seguinte, transferiu-se para o Vitória-BA, integrando as equipes da base.

Quando profissionalizado pelo Vitória, marcou 12 gols na Série C do Campeonato Brasileiro. Antes, havia sido o vice-artilheiro do Baiano de Juniores, com 20 gols.

A estreia com a camisa celeste só aconteceu dois meses após sua contratação, 20 de maio, no Mineirão, em jogo do Campeonato Brasileiro.

Encerrou 2007 com seis gols marcados em 14 partidas disputadas. Virou titular em 2008 e não saiu mais do time. Em 2008 disputou 22 partidas e marcou 15 gols, média de 0,68 a cada 90 minutos, e foi campeão Mineiro.

Marcelo Moreno foi convocado para as seleções brasileiras sub-18 e sub-20. Disputou a Copa Sendai Sub-18, no Japão e depois defendeu a Seleção Sub-20, na Espanha.

Devido à sua dupla nacionalidade, Marcelo Moreno poderia escolher a seleção que defenderia como profissional. O jogador optou pela boliviana, onde recebeu sua primeira convocação num amistoso contra o Peru, no dia 12/09/2007.

Quinto atleta estrangeiro a vestir a camisa da seleção brasileira, sendo o primeiro estrangeiro a participar das categorias de base da Seleção.

Foi vendido, no dia 28/05/2008, para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 9 milhões de euros (cerca de R$ 23,5 milhões). No dia 28/05/2008 ele disse: “Eu tenho um carinho muito grande com a torcida do Cruzeiro, eles sempre me ajudaram com os braços abertos, sempre me apoiaram, eu vou sentir muita saudade deles. Espero que eu possa jogar da mesma forma como eu estava aqui e conquistar o carinho que a gente sempre aqui, lá.”.

Pelo time ucraniano, no dia 30/05/2009, foi emprestado ao Werder Bremen, da Alemanha e, em 01/02/2010, foi emprestado ao Wigan, da Inglaterra.

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RAMIRES – volante

Ramires Santos do Nascimento nasceu no da 24/03/1987, em Barra do Piraí-RJ, onde jogou em uma equipe amadora.

Atuou de 2007-2009. Veio em julho de 2007, com a ajuda do ex-zagueiro Wilson Gottardo.

Foi revelado pelo Joinville, em 2004. Em 2007, disputou o campeonato catarinense pelo Joinville e se transferiu para o Cruzeiro. Volante bastante rápido e de forte marcação, mas também aparece bastante no ataque. Em 2008 Ramires recebeu o Prêmio Bola de Prata, da Revista Placar de melhor volante do Campeonato Brasileiro 2008.

Marcava como volante, mas corria para a lateral e finalizava como centroavante.

Foi contratado por 350 mil reais, para substituir Ricardinho, que não apresentou o mesmo futebol de sua primeira passagem pelo time celeste. Apesar de não ser um jogador de porte físico avantajado, Ramires se destacou desde o início por sua raça, com a qual costuma enfrentar divididas com jogadores de melhor porte.

No time então comandado por Dorival Júnior, se tornou titular absoluto em pouco tempo. No clássico contra o arquirrival Atlético, marcou o último gol(o) da vitória por 4 a 2, e daí por diante conquistou a “China Azul”.

Em 2008, fez um ótimo começo de temporada, sendo um dos líderes da equipe na fase inicial da Copa Libertadores. Marcou três golos na fase pré-liminar,ajudando a classificar o Cruzeiro. Durante o Campeonato Brasileliro se destacou como o melhor volante da competição, ao lado do são-paulino Hernanes.

Começou 2009 sendo apontado como um dos jogadores que realiza o melhor início de temporada no Brasil. Durante o Torneio Verão disputado no Uruguai, foi o artilheiro do Cruzeiro, marcando dois golos, sendo um deles contra o Atlético-MG.

A torcida do Cruzeiro, incentivada pela narração da Rádio Itatiaia, apelidou o jogador como o “Queniano azul” em referência às cores do time, e ao jogador, não só à sua aparência, mas também devido à sua grande velocidade, tal como um maratonista queniano. Outro apelido popular do queniano azul é o de “Pernalonga Azul”, pois o jogador, quando corre, se movimenta de maneira muito peculiar, que faz com que suas pernas pareçam muito grandes.

Na saudação aos jogadores, no começo de cada partida, a torcida canta em homenagem à raça e à sua entrega ao time dentro de campo, entoando o canto “Ramires Guerreiro”.

Bicampeão mineiro com o Cruzeiro, Ramires fez 111 jogos e 26 gols. Ficou marcado pela timidez fora de campo – e pela movimentação incansável dentro dele. Quando estreou pelo Cruzeiro, no dia 12 de maio de 2007, Ramires era quase um desconhecido. Dois anos, dois meses e três dias depois, tudo foi diferente para ele: negociado com o Benfica e titular da Seleção Brasileira

Começou a jogar como zagueiro no modesto Royal Esporte Clube. Aos 17 anos, chegou ao Joinville, de Santa Catarina. Naquela época, já tinha as mesmas canelas finas e o porte físico franzino, então virou meio-campista. Em 2006, determinou que um torneio de juvenis, disputado no Rio, era a última chance no futebol: e brilhou.

Em 2007, prestes a se profissionalizar, destacava-se no Joinville, sendo destaque na lateral direito – atuando pela Copa São Paulo -. e esteve próximo de São Paulo e Internacional, mas a influência do procurador Wilson Gottardo o trouxe para o Cruzeiro no segundo semestre do mesmo ano.

Foi uma das grandes revelações do Brasileiro 2007, atuando ao lado de Charles, e fechou a temporada com a vaga na Copa Libertadores e uma convocação para a seleção olímpica.

Se despediu do Cruzeiro no dia 15/07/2009, no Mineirão, contra o Estudiantes, da Argentina. No dia 22 de maio de 2009 o Benfica anunciou a aquisição do seu passe, por 7,5 milhões de euros, com um contrato válido por cinco anos, e uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros. Ramires foi apresentado no clube após a Copa Libertadores. Sua venda foi polêmica, pois foi vendido para Kia Joorabchan, ex-gestor da MSI. O Cruzeiro ficou com 6 dos 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 19 milhões), repassando parte ao Joinville, que tinha 30% dos direitos econômicos.

Seleção: Campeão da Copa das Confederações 2009. Bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, chegou à seleção principal já titular na primeira convocação de Dunga. Foi a grande sensação da Copa das Confederações e desbancou Elano, que tinha a admiração do treinador. Ramires foi convocado para o amistoso (amigável) da Seleção Brasileira Pré-Olímpica contra os Melhores do Brasileirão de 2007. A Seleção perdeu por 3-0. Após o corte de Robinho das Olimpíadas, Ramires foi convocado em seu lugar, mas teve poucas oportunidades no time comandado pelo técnico Dunga.

A mídia especializada aponta Ramires como uma grande revelação, e um dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Torcedores do Cruzeiro insistem para que Ramires passe a fazer parte da seleção principal, mas, por enquanto, o técnico tem preferido o jogador Gilberto Silva para a posição titular de volante. Dunga chegou a dizer que para convocar Ramires teria que tirar Kaká do elenco, numa tentativa de defender sua posição de não convocá-lo. Esse argumento foi refutado por muitos, uma vez que, apesar de suas características ofensivas, Ramires atua principalmente como Volante defensivo, enquanto Kaká é um típico meia-atacante.

Ramires foi convocado pelo técnico Dunga para participar de dois jogos da seleção nas eliminatórias e para disputar a Copa das Confederações. O jogo de estreia de Ramires na seleção principal foi na vitória brasileira sobre o Uruguaio por 4 a 0.

Nos dois primeiros jogos da Copa das Confederações, o jogador se destacou bastante atuando pela seleção, principalmente no segundo jogo, onde apesar de não ter feito nenhum gol(o), foi considerado por muitos como o melhor jogador em campo, pois além de ter jogado muito bem, deu dois passes decisivos para dois dos três golos do Brasil contra a seleção dos Estados Unidos da América.

Títulos pelo Cruzeiro: Torneio Verano 2009; Campeonato Mineiro 2008 e 2009.

Títulos por outros clubes (os principais): Joinville (Campeão Catarinense Série A2 2005 e Divisão Especial 2006); Benfica (Taça da Liga 2009/2010).

Prêmios individuais: Seleção do Campeonato Mineiro 2008 e 2009; Bola de Prata da Revista Placar 2008.

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FÁBIO – goleiro

Fábio Deivson Lopes Maciel , nasceu me Nobres (Mato Grosso), no dia 30 de setembro de 1980.

Jogando pelo Cruzeiro, Fábio ficou conhecido pela alcunha de A Muralha Azul.

De Nobres, ele e sua família seguiram para Aparecida do Taboado-MS, devido a uma transferência de trabalho do seu pai.

CARREIRA – Em Aparecida do Taboado, Fábio teve a oportunidade de disputar um campeonato, onde foi observado pelo time do União Bandeirante. Foi então que recebeu um convite para atuar no Paraná. Ali começou a sua carreira, seus primeiros passos num time profissional.

O primeiro time profissional de Fábio foi o União Bandeirante, onde iniciou em 1997. Depois, jogou pelo Atlético Paranaense. Em 2000 foi emprestado ao Cruzeiro, fazendo sua estreia em jogo contra o Universal-RJ, em 4 de março de 2000. Amistoso realizado no Mineirão em que o time mineiro venceu por 2 a 0. O jogador se manteve no Cruzeiro por um ano, ganhando nesse período o título da Copa do Brasil. Quando acabou o empréstimo, voltou ao União, e logo foi para o Vasco, onde permaneceu por quatro anos, até o seu retorno definitivo, ao Cruzeiro em 2005.

CRUZEIRO – Em 2006 conquistou com o Cruzeiro o título do Campeonato Mineiro e foi destaque do “Troféu Telê Santana” promovido pela TV Alterosa como o melhor jogador de Minas Gerais. Em 2008 voltou a ganhar o título estadual e mais uma vez a premiação de melhor jogador da competição. Em 2009, Fábio conquistou pela terceira vez o título de Campeão Mineiro.

Em 2010, no dia 2 de junho, Fábio entrou para a história do Mineirão, tornando-se o terceiro goleiro a gravar suas mãos na Calçada da Fama do estádio. Em 26 de agosto, na vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians por 1 a 0, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, Fábio defendeu a cobrança de uma penalidade pela segunda vez na competição e pela décima vez na sua carreira pelo time mineiro. A primeira penalidade defendida nessa edição do campeonato foi em 27 de maio, na vitória do Cruzeiro sobre o Botafogo, por 1 a 0.

TÍTULOS:

Seleção Brasileira Sub-17
  • Campeonato Sul-Americano:1997
  • Campeonato Mundial: 1997
Atlético Paranaense
  • Campeonato Paranaense: 1998
Cruzeiro
  • Copa do Brasil: 2000
  • Campeonato Mineiro: 2006, 2008 e 2009
Vasco da Gama
  • Copa Mercosul: 2000
  • Campeonato Brasileiro: 2000
  • Campeonato Carioca: 2003
Seleção Brasileira
  • Copa América: 2004

Fonte: wikipedia

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MONTILLO – meia armador

O que falar do melhor camisa 10, quem sabe até o melhor meio campo, desde 2003, do saudoso Alex? Um meio campo com um toque de bola preciso, poucos toques para tirar um marcador, rápido e com visão de jogo. Mas o que mais chama atenção no Montillo é a sua humildade e seu profissionalismo.

Montillo é mais fera do que imaginávamos!

Admirável dentro e fora de campo.

Montillo nasceu no sul de Bueno Aires, no município de Lanus, e passou no teste para o time de base do San Lorenzo com 16 anos. Com 18, foi para o time profissional e começou sua carreira no futebol argentino.

Logo no inicio da carreira o baixinho Montillo teve um apelido, dado pelo roupeiro do San Lorenzo: “La ardilla”, traduzindo para o português seria ‘ esquilo’, por ser baixinho, rápido e não ficar preso a só um lado do campo. Depois de passar 4 anos no clube argentino , Montillo se transferiu para o Monarcas onde não teve nenhum sucesso, porque teve 3 contusões e ficou no banco mais de um mês.

Ele foi repatriado pelo mesmo San Lorenzo no final do torneio clausura e, por isso, não jogou muito. Em 2008, Montillo se transferiu para o Universidad de Chile, a LaU. E lá se tornou um ídolo como está se tornando aqui. Mas nessa passagem, o técnico da laU criou mais um apelido para o nosso habilidoso camisa 10 : “El buque insígnia”, que é uma grande embarcação que guiava as outras para que a seguisse, ou seja, Montillo ditava o ritmo do jogo (se seriam jogadas agudas, retas e incisivas para a entrada do gol ou se eram jogadas pelos flancos caso o meio estivesse congestionado).

Mas outra coisa ainda faria ele ficar mais próximo da torcida. Montillo tem 2 filhos, um deles, que nasceu esse ano (2010), chamado: Santino Montillo. O pequeno nasceu com síndrome de down, mas isso não foi o que assustou (até porque a anomalia genética é algo dentro de probabilidade de acontecer) mas sim outro caso muito triste.

Santino nasceu com problemas intestinais e que foi diagnosticado com apenas 10 dias, como todo bebê com esse problema, precisa ser operado e é uma cirurgia de risco , e por isso teve que esperar por mais 15 dias. Esse acontecimento se deu semanas antes do primeiro jogo contra o Flamengo, em que Montillo fez um gol de peixinho na mulambada carioca, GOLAÇO! Se pegarem o lance vão ver que Montillo usa uma camisa escrita ‘ FUERZA SANTINO’ que é para seu filho.

Tinha uma rodada no final de semana pelo campeonato chileno e Montillo ficou sabendo desse fato do seu filho menor na noite anterior ao jogo e jogou bem como sempre, inclusive dando uma assistência para um companheiro do time azul. Mas esse texto não é para mostrar a trajetória vitoriosa de um jogador pibe (garoto, pequeno, moleque) argentino! E sim pra mostrar como a relação jogador/torcida pode ser emocionante e dar mais força para jogar.

A torcida do LaU ficou sabendo dessa situação com o filho do Montillo e fez algo que é raro ver, aqui no Brasil, antes de um jogo. No início da partida do Universidad De Chile, TODA a torcida dos azuis orou a plenos pulmões para que o filho do Montillo se recuperasse. E isso fez com que Montillo sentisse uma conexão muito forte com a torcida. Na mesma partida, Montillo fez um gol de pênalti e caiu no gramado chorando, porque a torcida gritou ‘ Fuerza Santino, Fuerza Santino’ ao invés de ‘ Walter, Walter querido’.

Depois disso, Montillo nunca foi tão grato pela energia positiva vindo das arquibancadas. A torcida escreveu em uma faixa azul e vermelha: ‘ AGUANTE MONTILLO, FUERZA SANTINO’ que traduzido ficaria algo como ‘Seja forte Montillo, Força Santino’.

Na sua despedida do LaU , em que ele viria ao Cruzeiro , por apenas R$ 6.500.000,00, Montillo disse no microfone para o sistema de som do estádio que começaria um desafio maior aqui no Brasil , e só o que poderia dizer a torcida era ‘Muito Obrigado pela força nos momentos difíceis e que espera um dia quem sabe voltar a vestir a camisa azul’. Eu espero que não volte a LaU e aposente no Cruzeiro, pois o craque, o mito, el Ardilla, el mago, el monti tem potencial para se tornar um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa azul 5 estrelas.

Nesta quarta-feira (22 de setembro de 2010), o Cruzeiro joga contra o Ceará, na Arena do Jacaré, e poucas vezes eu vi algo tão bonito na torcida azul como o que querem fazer: gritar ‘SANTINO’, antes da partida para mostrar que a relação que Montillo está construindo aqui pode ser sim de companheirismo, e esse podendo vir das arquibancadas.

É isso nação. Sei que deu muita preguiça de ler esse texto enorme, mas eu confesso que, quando fiquei sabendo disso tudo sobre o nosso camisa 10, eu me emocionei, não por ele ser um jogador do Cruzeiro, e sim pela relação de superação que o Montillo teve e como ele demonstra carinho pelos clubes em que passa.

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LUCAS SILVA / NILTON / ÉVERTON RIBEIRO /  DEDÉ / JÚLIO BAPTISTA / WILLIAN

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Fonte: cenariosbomdia.blogspot.com / wikipedia e outros

14 Respostas

  1. Esqueceram o Darci menezes de Bagé um baita jogador

  2. Fábio te amo muito muito, Montillo te amo também muito meu argentino preferido kkkkkkkkkkkkk

  3. JOGADORES,NOS DA TORCIDA ESTAREMOS SEMPRE COM VOCES NAO EMPORTA AONDE .COM FE E AMOR NOS VENCREMOS SEMPRE .AMOR AZUL ETERNAMENTE

  4. A ESPERANÇA AZUL NUNCA MORRERA

  5. esse é meu cruzeiro … eterno ! genios como Dirceu Lopes , tostão , palhinha , joaozinho , nelinho !! ………….. será que esses e muitos outros um dia nascerá ?

  6. nao importa aonde
    nao importa como
    cruzeiro sempre
    sempre cruzeiro

    FUERZA SANTINO’

  7. montillo ainda vai ser o melhor jogador a vestir a camisa do cruzeiro

  8. Fabio eu te amo d+… Meu sonho e pode te conhece d perto. Montilo para mim vc e o + lindo do cruzeiro ti amo ti amo d+

  9. esses jogadores numca vao sair da memoria dos cruzeirenses ,,,um abraso para a naçao 5 estrelas

  10. Todo time tem seus altos e baixos. Com o cruzeiro não é diferente, porém nos orgulhamos muito do maior de Minas.É título que não acaba mais. Podem pesquisar e verificar se não é um dos times com maior número de títulos. Se avexe não, pesquise!

  11. fabio e mais que um idolo e a inspiraçao de todos os atletas e goleiros que querem ser vencedores…ele nunca traiu o time por isso ele continua la

  12. mais todos os jogadores do cruzeiro sao especiais pois eles mostraram seus potenciais desde o principio …orgulho de ser cruzeirense

  13. Queria parabenizar o blog, porém, como cruzeirense que sou desde infância, acho que da relação de maiores jogadores do cruzeiro de todos os tempos nunca poderia faltar o nome de AMAURI DE CASTRO, o melhor jogador do nosso glorioso clube depois de Tostão e o nome do GERALDINO, o maior lateral esquerdo do Cruzeirão de todos os tempos, inclusive titular no time do SANTOS de Pelé. São dois atletas extraordinários que muito honraram as cores do clube. AMAURI julgo o maior centro médio do mundo, depois de BECKENBAUER.

  14. FABIO E O MELHOR

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