* HISTÓRIA DO CRUZEIRO

HISTÓRIA DO CRUZEIRO

O Cruzeiro Esporte Clube é uma associação esportiva brasileira, com sede na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais.

Fundado em 1921 com o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália, em 1942 no contexto da Segunda Guerra Mundial, o clube foi pressionado a mudar o nome que fazia referência a um dos inimigos do país. Ali surgia o Cruzeiro Esporte Clube, com o nome de um dos principais símbolos nacionais.

No âmbito esportivo, o Cruzeiro tem destaque em esportes como atletismo e bocha. Mas o clube possui reconhecimento nacional e internacional pelo futebol. O Cruzeiro é um dos oito clubes brasileiros a ser campeão da Taça Libertadores da América, além de ser, juntamente com o  Grêmio, o maior campeão da Copa do Brasil, com quatro títulos. É também a única equipe a conquistar a Tríplice Coroa do futebol brasileiro, vencendo no mesmo ano, o Campeonato Estadual, a Copa do Brasil e o Campeonato  Brasileiro.

Em pesquisa do Instituto Datafolha em 2009, o Cruzeiro aparece com a sexta maior torcida do Brasil e 34% de preferência entre os mineiros. O Cruzeiro também lidera a preferência dos belorizontinos (capital) com 48%. Saiba que em 2007 éramos a oitava maior torcida do país, então subimos duas posições.

O Cruzeiro também possui tradição no atletismo, com destaque para o corredor Franck Caldeira (2009-2010), entre outros grandes nomes do atletismo brasileiro, com muitos trunfos.

Por último, o Cruzeiro fez uma parceria com um time de vôlei de quadra. O acordo foi oficializado no dia 9 de janeiro de 2009, com o Sada Vôlei, que passou a utilizar na camisa as cinco estrelas da Raposa a partir do dia 14 de janeiro de 2009, na Superliga. Em troca, a Sada ficou responsável por uma reforma no ginásio Barro Preto, que deve custar R$ 1,5 milhão. A equipe obteve a medalha de bronze no Campeonato Mineiro e no Campeonato Sul-Americano . No início de 2010 estava entre as melhores equipes do Brasil.

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Quanto ao futebol, remontar a história do Cruzeiro é esbarrar também em grandes conquistas; fato, inclusive, que muito serve para projetar o futebol mineiro por todo o mundo

Tendo nascido pequeno e modesto, o Cruzeiro tornou-se uma potência esportiva em poucos anos.

A gloriosa história do Cruzeiro, ‘A Máquina Azul’, começa quando já existiam os que viriam a ser seus maiores rivais em Minas Gerais, o Atlético-MG (fundado em  1908) e o América-MG (fundado em 1912). Tudo começa no dia 2 de janeiro de 1921, quando a colônia italiana de Minas Gerais funda o ‘Sociedade Sportiva Palestra Itália’, um clube que representaria a colônia em BH, visto que a colônia portuguesa também já tinha seu time, o Lusitano, que acabou não dando certo.

Vários sócios vieram do Yale, um dos primeiros clubes esportivos de Belo Horizonte. Na verdade, o Cruzeiro nasceu da crise política-administrativa do Yale Athletic Club (um dos primeiros clubes esportivos de BH, com sede no Bairro Preto, onde passou a funcionar o Fórum Milton Campos), em 1920, onde já militavam alguns imigrantes italianos, que a exemplo dos italianos de São Paulo, fundaram o Palestra Itália em 1914 (atual Palmeiras) – queriam que a colônia em Minas Gerais também tivesse o seu clube. Os sócios e jogadores do Yale gostavam de se reunir numa fábrica de calçados localizada no rua dos Caetés, chamada Ranieri Filho – discutiam resultados e atuações. A gota d’água para o fim do Yale foi a insatisfação de seus sócios e jogadores com a frágil estrutura do clube na época. O clube entrou em liquidação e os italianos decidiram por fim seguir o exemplo da colônia de São Paulo. Alguns jogadores pediram desligamento da equipe, o mesmo acontecendo com a maioria dos sócios.

No dia 20 de dezembro de 1920 quase 200 pessoas participaram da primeira reunião, que daria o nome ao Palestra, sendo então oficializada a decisão no dia 2 de janeiro de 1921, reunindo em uma só festa 250 integrantes da colônia italiana radicada em Belo Horizonte e seus familiares, aprovando os estatutos do novo clube, entre eles o que limitava a admissão de sócios e atletas aos italianos natos ou a seus descendentes diretos; a mensalidade, tanto para sócios quanto para atletas, era de 3 mil réis; e as cores seriam as da bandeira italiana: verde, branco e vermelho. Era uma noite chuvosa.

Nuno Savini, Domingos Spagnolo, Sílvio Pirani, Júlio Lazzarotti, Amleto Magnavacca, Henriqueto Pirani e João Ranieri faziam parte do grupo que teve a iniciativa de fundar o novo clube. Outros imigrantes ajudaram financeiramente.

A primeira diretoria foi eleita por aclamação, no mesmo dia. O presidente era Aurélio Noce e o vice Giuseppe Perona. Bruno Piancastelli, secretário; Aristóteles Lodi, tesoureiro; Domingos Spagnulo, João Ranieri e Antonio Pace, comissão de esportes.

O clube não tinha onde treinar, pois o campo do Yale tinha sido desapropriado pelo governo estadual. Mas veio a mão do Atlético, que cedeu seu estádio. Em 1922, a diretoria gastou 50 contos e comprou o quarteirão do Barro Preto, onde passou a ser a sede urbana. Só em setembro de 1923 o Palestra inaugurou seu estádio, num empate de 3 a 3 com o Flamengo-RJ.

O passaporte para confirmar sua presença na Liga Mineira de Desportos Terrestres foi a conquista do torneio entre Ipiranga, último colocado da 1.ª Divisão do ano anterior, 1920, e o Combinado de Nova Lima (Palmeiras e Nova Lima), campeão da Segunda Divisão do mesmo ano. Foram duas vitórias – 2 a 1 em cima do Ipiranga e 3 a 2 no Combinado de Nova Lima. O Palestra passou nos testes, e tempos depois, em 1928, iniciava a primeira campanha do tricampeonato até 1930. Como Palestra Itália, ganhou os títulos de Campeonato Mineiro amador (1928, 1929, 1930) e profissional (1940). Os jogadores dessa época levantaram a bandeira de uma nação já apaixonada. As portas estavam abertas ao Cruzeiro Esporte Clube.

A família Fantoni municiou os cruzeirenses de ídolos como Niginho, Nininho, Ninão, Orlando, Fernando e Benito. Sendo que Niginho, nas décadas de 20, 30 e 40, foi nosso primeiro grande craque.

A cláusula no estatuto que só permitia sócios italianos ou seus descendentes fez o time cair de produção e ter um reduzido número de jogadores. A diretoria acabou com isso, dando chances a todos. O profissionalismo marrom, praticado no Rio e São Paulo, foi aderido pelo clube em 1928. Foram contratados Morgantino, Arnaldo, Morgantino Gutierrez e Osto, do São Paulo; Zezinho e Nereu, do Sírio, de BH. Foi com este time que o Palestra conquistou seu primeiro título mineiro.

Por causa da II Guerra Mundial, e do rompimento das relações diplomáticas do Brasil com os países do eixo (Itália, Alemanha e Japão), o nome teve de ser mudado para Sociedade Esportiva Palestra Mineiro.

Em 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália, e os italianos de Belo Horizonte, a exemplo do que aconteceu em todo o país, ficaram em situação difícil e foram hostilizados (chegaram a ter suas casas de comércio agredidas pela ignorância popular). O então presidente do Palestra, Ennes Ciro Poni, por iniciativa própria, por obrigação do momento, teve de trocar o nome do clube para Ypiranga. A nova camisa tinha a cor vermelha com um Y no peito. Com o nome de Ypiranga, o time fez apenas um jogo, contra o Atlético-MG, pela última rodada do returno do Campeonato Mineiro, no dia 4 de outubro, no Estádio Juscelino Kubitschek. A equipe fez grande partida, mas parou nas defesas do goleiro Kafunga. O Galo venceu por 2 a 1 (Niginho fez o nosso gol). Três dias depois os conselheiros do Ypiranga desaprovaram o nome e decidiram, por unanimidade adotar o ‘Cruzeiro Esporte Clube’. A camisa deixou de ser tricolor e passou a ser azul celeste com branco, com escudo em formato circular, também azul, tendo ao centro a configuração da constelação do Cruzeiro do Sul.

Já com os três primeiros anos com o nome de Cruzeiro, foi uma sensação no futebol mineiro, conquistando o tricampeonato de 1943 (primeiro título oficial com o nome de Cruzeiro), 1944 e 1945. De acordo com os resultados do time, a torcida crescia e já ameaçava os outros concorrentes.

O Cruzeiro ficou bem organizado a partir de 1945. No início da década de 60, com um time jovem, mas com talento, é que começamos a crescer de fato, e com a torcida formada basicamente por italianos. Foi na década de 60 que montamos um dos maiores times de nossa história (Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zé Carlos, Evaldo, Natal, Raul e outros), designados ‘A geração de ouro da década de 60. Tostão e Dirceu Lopes até deixavam a discussão de qual dos dois era melhor. Chegamos a ser pentacampeão estadual (1965 a 1969), nos tornando uma potência e arregimentando milhões de torcedores. Isso se deu principalmente em 1965, ano da inauguração do Mineirão, quando esse time fantástico, comandado por craques encantou os amantes do futebol, se tornando um dos mais gloriosos clubes do futebol mundial. Em 1966, conquistaram a Taça Brasil (antigo Campeonato Brasileiro), quando até vencera o Santos com Pelé & Cia por 6 a 2, e fecharam o ciclo com a participação na Libertadores no ano seguinte.

Entre 1965 e 1967, a nossa época de ouro, tempo de glórias e conquistas (Taça Brasil 1966 por exemplo), o Cruzeiro tinha um time praticamente imbatível, era um ‘esquadrão’ marcado como o maior time da história de Minas Gerais. Era a famosa ‘Máquina Azul’, que conseguia façanhas como de ter marcado nesse espaço de tempo 170 gols, com goleadas impiedosas, exibições primorosas e um futebol exemplar.

A partir daí, o Cruzeiro não parou de progredir. Na década de 70 montou outra grande equipe, com jogadores como Nelinho, Joãozinho, Roberto Batata, Palhinha, Jairzinho e ganhou a Copa Libertadores de 1976.

Na década de 80 não fomos bem, mas tivemos ascensão devido a jogadores como Carlinhos, Edmar, Ademir, Tostão II, Douglas, Luiz Antonio, Zezinho Figueroa, Carlos Alberto Seixas e Gomes.

Na década de 90 e início do século XXI, o Cruzeiro mantém a escrita de crescer cada vez mais, inclusive financeiramente, e conquista tantos títulos que até perdemos a conta. Na década de 90 conquistamos pelos menos 1 título por ano, e para não bastar o Cruzeiro foi aclamado o melhor time brasileiro da década de 90, pois a série de títulos que conquistou lhe deu esse direito. Enquanto Ayrton Senna completava seu 100.° GP, em junho, no México, o Cruzeiro começava a se estruturar definitivamente, para a tristeza dos adversários. O Cruzeiro não parou por aí, pena que Senna teve que parar por causa de sua trágica morte.

Merecem menção a parte Dida: (considerado o maior goleiro da atualidade), Ronaldo (revelado em 1993 como o maior fenômeno dos últimos tempos, que em pouco tempo foi convocado para a Seleção e se transferiu para a Europa, ganhando o prêmio como o melhor do mundo vários vezes, sendo o artilheiro da Copa do Mundo 2002…) e Sorín (o argentino de longos cabelos, de uma raça ímpar, se transformou no maior ídolo de sua época).

Destaques da década de 90 e também do início do século XXI: Cláudio Adão, Charles (o qual Maradona comprou seu passe), Paulão, Adilson, Paulo Roberto Costa, Luiz Fernando Flores, Paulinho McLaren, Célio Lúcio, Serginho, Belletti, Fabinho, Elivélton, Wilson Gottardo, Gilberto, Luizinho, Roberto Gaúcho, Renato Gaúcho, Nonato, Palhinha II, Fábio Júnior, Müller, Alex Alves, Marcelo Djian, João Carlos, Djair, Valdo II, Evanílson, Donizete Oliveira, Cléber, Marcelo Ramos (detentor de vários recordes), Ricardinho (detentor de recordes), Geovanni, Cris, Luisão, Edílson e outros.

A sequência de 21 títulos que o Cruzeiro conquistou nos anos 90, no ínicio do ano 2000 e o Bi-Campeonato Brasileiro em 2003, confirmam a sua condição de time da década. Para se ter uma idéia, o Cruzeiro não deixou de conquistar se quer um título nos últimos quatorze anos e vem sempre se destacando nas primeiras posições de todos os rankings divulgados pela imprensa esportiva nacional e estrangeira. Com uma estrutura de primeiro mundo, o Cruzeiro trabalha firme sob o comando do presidente Alvimar Perrella e de seu elenco de craques para continuar mantendo na garganta de cada cruzeirense a frase que a massa não cansa de cantar: ” Um, dois, três ! Campeão mais uma vez! “

De acordo com pesquisa realizada pelo  Datafolha, em 2009, o clube tem a sexta maior torcida do país com 4% dos Brasileiros e a maior de Minas Gerais (inclusive na capital) com 34% de preferência entre os Mineiros.

Em setembro de 2009, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística) lançou o ranking das maiores equipes sul-americanas do século XX colocando o Cruzeiro como o melhor clube brasileiro do século XX e em sétimo lugar entre os sulamericanos.

No ano de 2009, o Cruzeiro terminou como o melhor time do Brasil e o 9º melhor time do mundo.

Em 2009/2010, o Cruzeiro seguiu com outros bons jogadores, tais como: Fábio, Jonathan, Wagner, Ramires, Leonardo Silva.

Para 2010, o Cruzeiro buscará o tricampeonato da Copa Santander Libertadores, um feito que quase conseguiu no ano passado. Para isso, o Clube aposta na manutenção da base e no terceiro ano seguido do técnico Adilson Batista à frente do bicampeão Mineiro.

Hoje, parece um sonho para os velhos torcedores, que vibravam com as jogadas de Niginho, Geraldo, Abelardo, Rossi, Caeira, Emerson, e sofriam com a minoria palestrina e cruzeirense nos estádios, ver a torcida celeste lotar o Mineirão.

O Cruzeiro tem seu mando de campo no Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, com capacidade para mais de 100 mil torcedores, construído em 1965, onde impera desde então. O clube não tem estádio próprio.

O Cruzeiro possui uma das melhores concentrações do Brasil, inclusive já servindo de concentração para a seleção duas vezes (1982 e 1986): a Toca da Raposa, construída em 1967, por 50 milhões de cruzeiros. Em 1995 o Cruzeiro possuía duas sedes campestres, um parque aquático, entre outras propriedades, estando numa situação financeira e patrimonial comparável aos maiores clubes do mundo. E para não bastar, inaugurou, em 2002, a Toca da Raposa II, mais moderna e ampla, invejável para qualquer clube, onde o time profissional passou a treinar, ficando a Toca da Raposa para as categorias de base.

Diversos jogadores cruzeirenses serviram a Seleção, com destaque para Niginho (1.º mineiro na Seleção), Juvenal, Tostão, Natal, Fontana, Zé Carlos, Dirceu Lopes, Piazza, Jairzinho, Nelinho, Joãozinho, Douglas, Ronaldo, Dida, Fábio Júnior, Evanílson, Edílson, Cris, Luisão. Outros, por serem estrangeiros serviram à sua seleção natal: Perfumo (Argentina), Viveros (Colômbia), Sorín (Argentina), De la Cruz, Sotelo, Rincón, Aristizábal, Maldonado e outros.

Outros grandes jogadores passaram pelo Cruzeiro, mas poucos brilharam: Reinaldo (ex-Atlético-MG), Toninho Cerezzo, Éder (ex-Atlético-MG), Túlio, Bebeto (Mundial 1997), Donizete (Mundial 1997), Edmundo, Rincón e outros.

Hoje, após tantos anos e muitas conquistas, o Cruzeiro é um dos maiores clubes do Brasil, e também um dos mais respeitados da América, e é dono de uma das maiores torcidas do Brasil. Suas conquistas se estenderão até o fim, pois para o glorioso ‘Cruzeiro’, a taça é o prêmio por mais uma conquista. A ‘China Azul’ se enche de esperança a cada campeonato, pois mais um título se aproxima.

Uniforme base: Camisa azul, calção branco, meias brancas.

Endereço: Rua Guajajaras, 1722, Barro Preto, Belo Horizonte (MG), 30180-101.

Telefone: (031) 291-5200. Fax: (031) 291-6566 ou (031) 262-5184.

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HISTÓRIA DO CRUZEIRO, segundo o site (esporte.ig.com.br)

*Atualizado em 6 de junho de 2008

Hoje ninguém nem relaciona diretamente uma coisa com a outra, mas o fato é que o Cruzeiro nasceu de uma iniciativa da colônia italiana que habitava Belo Horizonte nop início do século 20. No final do ano de 1920, o cônsul da Itália visitou a capital mineira e se deparou com uma multidão de conterrâneos apresentando a idéia de criar um clube de futebol da colônia. Era assim que nascia, em 2 de janeiro de 1921, a Societá Sportiva Palestra Italia, com o vermelho, o branco e o verde da bandeira italiana como cores oficiais.

A partida de estréia aconteceu em abril daquele ano, contra um combinado de jogadores do Villa Nova e do Palmeiras, ambos de Nova Lima. O primeiro jogo oficial, porém, foi mais marcante: vitória por 3 x 0 sobre o Atlético-MG.

Até então, a escalação era pródiga em nomes como Polenta, Checchino e Parizi. Foi em 1925 que o estatuto do clube passou a permitir atletas que não tivessem origem italiana – mesmo ano em que outra agremiação da colônia italiana, o Yale, foi dissolvida e viu boa parte de seus jogadores e sócios migrar para o Palestra. Isso tudo fortaleceu a equipe e levou à primeira série de conquistas, o tricampeonato mineiro entre 1928 e 30, quando brilhou o primeiro grande ídolo da história do clube, Niginho. Durante quase 20 anos, ele somou 207 gols em 272 partidas pelo Palestra Itália. Aliás, não só pelo Palestra Itália, mas pelo Palestra Mineiro. Ou, pensando bem, também pelo Ypiranga e pelo Cruzeiro Esporte Clube. Confuso, não? A história é a seguinte: em janeiro de 42, auge da Segunda Guerra Mundial, um decreto-lei do governo federal proibiu que as instituições usassem em seus nomes qualquer referência às nações do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Foi quando o nome do clube passou a ser Palestra Mineiro. Em setembro daquele mesmo ano, decidiu-se levar a cabo a transformação do Palestra em uma clube 100% brasileiro: adotou-se o nome Ypiranga. Mas a mudança sobreviveu apenas a uma partida. Em 7 de outubro de 1942, de uma vez por todas, inspirada pela constelação do Cruzeiro do Sul, a diretoria oficializou a criação do Cruzeiro Esporte Clube, de cor azul.A vida sob o novo nome começou bem, com o tricampeonato entre 43 e 45, em que brilhou o atacante Ismael, e a reforma do estádio cruzeirense, que passou a levar o nome do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek. O problema é que a saúde financeira do clube não estava pronta para encarar os gastos com as obras e com o elenco: assolado por uma crise, em 52 o Cruzeiro dispensa todos os seus jogadores profissionais e passa a ser, essencialmente, um clube amador.Foi através do cachê recebido por amistosos ao redor do Estado que o clube começou a resolver a situação, que melhorou definitivamente com a construção da sede social no Barro Preto. A arrecadação aumentou e possibilitou a criação de mais uma boa equipe, a que atingiu o tricampeonato mineiro 59-61, graças a Vavá, Raimundinho, ao zagueiro Procópio e aos gols dos artilheiros Elmo e Rossi. Era o embrião da equipe que mudaria para sempre a história do Cruzeiro.

Depois da inauguração do Mineirão em 65, o futebol do Estado ganhou importância. Naquele ano, o Cruzeiro ganhou o primeiro título do que seria o pentacampeonato mineiro conquistado por um esquadrão inesquecível, que tinha Carlos, Piazza, o goleiro Raul Plassmann, Dirceu Lopes e, sobretudo, o maior craque da história do clube, Tostão. Além do domínio em Minas Gerais, os cruzeirenses ganharam respeito no Brasil inteiro, graças a uma conquista incontestável. Na decisão da Taça Brasil de 1966, contra o Santos de Pelé – que vivia o auge de sua carreira -, o time fez história ao marcar incríveis 6 x 2 no Mineirão. No segundo jogo, os santistas venciam por 2 x 0 ao final do primeiro tempo e já pensavam na terceira partida, de desempate, que seria disputada no Maracanã. Mas faltou combinar com o Cruzeiro: Tostão e Dirceu Lopes empataram a disputa e, aos 44, Natal deu a vitória por 3 x 2. Não havia argumento para negar: o Cruzeiro tinha o melhor time do Brasil.Ao contrário do que costuma acontecer, não houve uma entressafra antes da chegada da próxima geração de sucesso: as duas praticamente se fundiram. Ainda com Dirceu Lopes, Zé Carlos e Raul e com a chegada de talentos como Palhinha, Joãozinho, Eduardo, Nelinho e Perfumo, o time continuava na elite do futebol do País e esteve a ponto de conquistar duas vezes o Campeonato Brasileiro: foi vice-campeão em 74, ao perder para o Vasco da Gama, e em 75, quando caiu diante do Internacional. Essa campanha foi a que creditou a equipe para participar daquela que seria sua primeira campanha internacional vitoriosa. Na Libertadores de 76, depois de ter eliminado o Internacional naquele que é considerado um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro – vitória cruzeirense por 5 x 4 no Mineirão –, o Cruzeiro foi até a decisão, contra o River Plate.

O regulamento não contava com o saldo de gols; portanto, depois de uma vitória por 4 x 1 no Mineirão e uma derrota por 2 x 1 no Monumental de Núñez, a disputa do título foi para uma terceira partida, em campo neutro, o estádio Nacional de Santiago, no Chile. O Cruzeiro saiu na frente, viu o empate dos argentinos em 2 x 2 e, a um minuto do final, Joãozinho marcou de falta o gol do título continental. Na decisão da Copa Intercontinental, no final do ano, o Bayern de Munique de Gerd Müller e Beckenbauer foi demais para os brasileiros. No ano seguinte, nova final da Libertadores, contra o Boca Juniors: desta vez os cruzeirenses ficaram com o vice-campeonato.Então, sim, veio uma entressafra: os anos 80. Maus resultados no Brasileirão e somente dois títulos estaduais, em 84 e 87. Até de ídolos o período foi discreto, com alguns espasmos ocasionais de Carlos Alberto Seixas, Ademir, Hamílton ou do até certo ponto blasfemo Tostão II. Tudo isso, porém, passou bastante rápido. Bastou a década seguinte começar, já com o título mineiro de 90, que os cruzeirenses entraram numa inércia de títulos que parecia não acabar mais. Foram duas Supercopas da Libertadores seguidas, em 91 e 92 – com vitórias heróicas contra River Plate e Racing Club, respectivamente. Um ano depois, Cleison, Roberto Gaúcho, Nonato e companhia foram atrás de outro grande título, a primeira Copa do Brasil.

O bicampeonato de 96, conquistado pelas mãos salvadoras de Dida, além de Palhinha, Ricardinho e Marcelo Ramos, credenciou o time para nova disputa da Libertadores da América, no ano seguinte. O bicampeonato sul-americano, conquistado com uma vitória por 1 x 0 sobre o Sporting Cristal do Peru, novamente não foi suficiente para levar ao título mundial. No Japão, o Cruzeiro utilizou a política duvidosa de contratar alguns atletas apenas para a disputa da partida contra o Borussia Dortmund. Os alemães fizeram 2 x 0 e o sonho de pintar o mundo de azul mais uma vez foi adiado.A torcida cruzeirense, por mais sonhadora, não conseguiria imaginar que o melhor ainda estava por vir. Nos anos 2000, a presença do Cruzeiro na disputa de títulos foi quase permanente: o time de Fábio Júnior, Geovanni, Cris e do argentino Sorín busca o tri da Copa do Brasil, no ano 2000. Mas lavagem completa da alma mesmo foi em 2003. Começou com o título mineiro, veio em seguida o tetra da Copa do Brasil e, finalmente, o título mais esperado. Com todas as glórias que já contava, o Cruzeiro ainda não tinha nenhum título brasileiro. Quando ele veio, foi com sobras, encantando o Brasil: a equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, com Gomes, Edu Dracena, Maldonado e principalmente o craque Alex, terminou 13 pontos à frente do vice-campeão Santos e concretizou a “Tríplice Coroa” que até hoje clube nenhum conseguiu: no mesmo ano, campeão estadual, da Copa do Brasil e do Brasileiro. Era o que faltava para que o clube, a priori, ser incluído entre os favoritos em absolutamente qualquer competição que disputa.

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ARTE QUE DOMINOU O CONTINENTE: História do Cruzeiro segundo o site xxcruzeiroxx.esporteblog.com.br

Quando o Cruzeiro surgiu no futebol mineiro, nos anos 20, a cena era dominada por América e Atlético. E o Cruzeiro era na verdade o Palestra, um fruto da colônia italiana que queria formar um time com uma cara mais popular.

O Palestra veio e abalou as montanhas de Minas Gerais, conquistando títulos e se firmando como uma importante força no futebol do Estado. A década de 40 viu a mudança de nome de Palestra para Cruzeiro, por causa da Segunda Guerra Mundial. Em seguida, o clube mergulhou numa crise e parou de investir no futebol. Mas quando a torcida voltou a sorrir, percebeu que a espera valera a pena.

O Cruzeiro dos anos 60, com o futebol-arte de Tostão e Dirceu Lopes, foi uma das maiores equipes que o Brasil já viu. Desde então, o Cruzeiro conquistou a América duas vezes, foi rei na Copa do Brasil e se firmou como uma potência do futebol brasileiro. Potência que ainda deu ao mundo o jovem Ronaldo, o futuro Fenômeno do futebol mundial. O sonho dos italianos dos anos 20 virou mesmo realidade.

1921 – 1923 — Da fundação ao primeiro estádio
1924 – 1930 — Surgem os Fantoni
1931 – 1936 — Tempos modestos
1937 – 1942 — O fim da Era Palestra
1943 – 1945 — O estádio JK
1946 – 1952 — Tempos de crise financeira
1953 – 1960 — Criação da Sede Social
1961 – 1964 — Começa a era Brandi
1965 – 1969 — Rumo à glória
1970 – 1975 — O time dos sonhos
1976 – 1982 — A conquista da América
1983 – 1990 — Poucos títulos: uma fase difícil
1991 – 1992 — O Bi da Supercopa
1993 – 1994 — Ronaldo: da Toca para o mundo
1995 – 2000 — Desbancando o Palmeiras

1921 – 1923 — Da fundação ao primeiro estádio

No início do século XX, a colônia italiana de Belo Horizonte tentava, sem sucesso, formar um time de futebol que pudesse disputar os torneios locais. Várias tentativas foram feitas e todas acabaram em frustração. Foi o caso do Americano Football Club (1907) e do Scratch Italiano (1916), que chegaram a ser fundados mas não completaram, sequer, um ano de vida. Pouco depois, foi a vez do Palestra Brazil (1918), que nem chegou a ser implantado, ficando apenas no projeto.

Em 1920, aproveitando a presença do cônsul italiano na capital mineira, alguns desportistas da colônia levaram-lhe a idéia da criação do clube, nos mesmos moldes do Palestra Itália, de São Paulo, o atual Palmeiras. A resolução foi acertada depois que algumas das principais famílias italianas se prontificaram a participar do projeto de fundação do clube, que deveria representar a colônia em Belo Horizonte. A reunião foi marcada para o dia 2 de janeiro de 1921. Na fábrica de materiais esportivos e calçados de Agostinho Ranieri, situada à rua dos Caetés, ficou decidida a fundação do clube que deveria fazer frente aos três grandes da capital: Atlético Mineiro, América e Yale. Nascia, naquele momento, a Società Sportiva Palestra Itália, criada pelos presentes com escudo e uniforme que faziam referência às cores italianas, e cuja inscrição SSPI seria gravada no centro do escudo. Outra definição acertada era que apenas membros da colônia italiana poderiam vestir a camisa do time.

O Palestra surgia como o representante do povo, já que Atlético e América eram de bases ligadas à alta sociedade. O novo clube tinha, na sua maioria, membros ligados à agremiação dos trabalhadores. A implantação do Palestra Itália foi rápida. Primeiro, o clube se inscreveu na Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), para participar do campeonato local, ainda no ano de 1921. A formação do quadro de jogadores foi mais fácil do que se esperava, pois alguns atletas do Yale – time com certa predominância de italianos – se transferiram para o novo clube, logo que souberam da sua criação. Três meses depois de fundado, o Palestra realizou a sua primeira partida, no estádio do Prado Mineiro, enfrentando um combinado entre Villa Nova e Palmeiras, times de Nova Lima. O atacante João Lazarotti, conhecido por Nani, marcou os gols que deram a vitória ao Palestra.

A primeira conquista do Palestra veio duas semanas após a partida de estréia, quando enfrentou o Atlético, em partida promovida pela Associação Mineira de Cronistas Desportivos (AMCD). Apesar de todos acharem que o Atlético pudesse vencer facilmente, o Palestra surpreendeu e sapecou um 3 x 0, conquistando a medalha de ouro oferecida pela AMCD. Os gols palestrinos foram marcados por Attílio (2) e Nani. Esse resultado fez com que o Palestra, em seu primeiro ano de vida, começasse a sofrer discriminação por parte de dirigentes do futebol mineiro. Em um campeonato oficial, a primeira participação do clube aconteceu no Mineiro de 1921. Depois de passar por uma seletiva, o Palestra conseguiu chegar à fase final, jogando contra os considerados “grandes”.

Com apenas um ano de vida, o Palestra já tinha o seu hino, composto em maio de 1922 por Arrigo Buzzachi e Tolentino Miraglia.

Em 1922, o clube já tinha comprado um quarteirão inteiro da Prefeitura por cerca de 50 mil réis. A idéia era erguer o próprio estádio, no Barro Preto, que ficaria pronto naquele ano mesmo, depois que outros investimentos totalizaram a marca de 28 mil réis. O adversário na estréia do estádio foi o Flamengo. A partida foi marcada para o dia 23 de setembro, próximo à comemoração do dia nacional da Itália (20/9). O time mineiro, que tinha em sua linha de frente, formada por Piorra, Nani, Heitor, Ninão e Armandinho, a sua grande arma, foi reforçado por três atletas do Palestra Itália de São Paulo: o zagueiro Gasparini, o meio-campista Severino e o atacante Heitor. O jogo foi equilibrado e terminou com o empate em 3 x 3, o que valeu ao visitante a Taça XX de Settembre. Os gols da equipe mineira foram de Ninão (2) e Heitor, enquanto Benevenuto, Agenor e Mário anotaram para os cariocas.

1924 – 1930 — Surgem os Fantoni

A trajetória do Palestra já era surpreendente até então, e o primeiro título mineiro não demorou a chegar, embora tenha ocorrido de um modo confuso. Em 1926, o clube aceitou um convite para fazer um amistoso em Caçapava (SP), contra o Caçapavense, no mesmo dia de sua estréia no certame regional. A falta ao jogo em Minas Gerais valeu ao Palestra uma suspensão de seis meses da Liga mineira, que inviabilizou a disputa do campeonato de 1926. Sem se intimidar, os dirigentes do clube solucionaram o problema com a criação de uma outra Liga, que organizou o próprio campeonato. No final do ano, o estadual teve dois vencedores, o Atlético por um lado e o Palestra pela outra Liga.

A Liga criada pelo Palestra ganhou o reconhecimento da CBD. Ao ver que os dirigentes do clube não voltariam atrás, a LMDT recuou em 1927, depois de ameaçar tirar banir o Palestra, e repatriou a equipe do Barro Preto, que exigiu a inclusão dos clubes integrantes da AMET no campeonato.

Na verdade, os rivais América e Atlético perceberam que a ausência do Palestra no campeonato de 26 e seu possível afastamento também em 27 não seria bons para o futebol mineiro. Passaram, assim, a pressionar a LMDT a reincluir o time do Barro Preto em seus quadros. O principal motivo da atitude de atleticanos e americanos estava no fato de o estádio do Palestra ser o grande palco do futebol estadual da época. Enquanto torcedores alvinegros e alviverdes se espremiam para ver os seus times, os palestrinos contavam com um estádio maior e mais aconchegante para assistir às partidas de sua equipe.

A importância do Palestra passou a ser tanta que Atlético e América passaram a se aproveitar da influência que tinham dentro dos poderes públicos da cidade e do Estado para contratar jogadores, oferecendo-lhes residência e empregos na rede pública. Os dirigentes palestrinos, atentos às reformulações nos elencos atleticano e americano, tratou de fortalecer seu plantel trazendo jogadores do Palestra paulista. A rivalidade fez com que a colônia formasse um timaço, que viria a conquistar o tri-campeonato em 1928, 1929 e 1930, com um ataque arrasador e a consagração do artilheiro Ninão.

O título de 1928 veio pela primeira vez com confrontos diretos com Atlético e América. Mas o campeonato só foi definido em abril de 1929, quando o Palestra recuperou o título, que havia sido repassado para o Atlético devido a uma irregularidade com o atleta Carazzo, vindo do Palestra paulista. Tudo não havia passado, no entanto, de armação de um dirigente corintiano, descoberta bem depois. Em 1929 e 1930, quando beliscou o primeiro bi e depois o tri-campeonato, o time não perdeu nenhuma partida, vencendo os canecos de maneira invicta. Na conquista do bi, em 1929, um sócio do clube teve a idéia de expor, na vitrine da sede do clube, a bola do último jogo do torneio, com o placar da partida gravado sobre o couro (Palestra 5 x 2 Atlético).

Aquela foi uma época de ouro, em que se destacaram dois atacantes, Ninão e Nininho. Além da qualidade técnica, tinham em comum o sobrenome Fantoni, o que não era coincidência: os dois eram primos. João Fantoni, ou simplesmente Ninão, foi o primeiro grande ídolo do Palestra, alcançando a marca de 163 gols em 130 jogos. A dupla de Fantonis partiria depois para a Itália, mas um terceiro jogador da família também faria história no clube.

1931 – 1936 — Tempos modestos

Um ano após a conquista do tri-campeonato mineiro, o Palestra perdeu os jogadores Ninão e Nininho, que se transferiram para o futebol europeu, além de outros cinco astros da máquina que empolgara a torcida na recente façanha: Nereu e Rizzo haviam pendurado as chuteiras, Pires retornou para Nova Lima, Carazzo foi para o futebol paulista, e o zagueiro Bento morreu. Surgia então um novo Fantoni, o atacante Niginho, irmão de Ninão e primo de Nininho, que havia participado do time anterior, mas só agora ganharia a condição de titular.

Em 1933, o profissionalismo chega ao futebol. O Palestra, bem enfraquecido, não conseguia repetir o sucesso do final da década de 20, quando tinha um timaço. As suas estrelas se limitavam ao goleiro Geraldo Cantini e aos atacantes Piorra, Bengala e Armandinho. Niginho também se transferiu para a Lazio, onde atuou até 1935. Com a sua ausência, o Palestra via seu futuro restrito a apenas um jogador: o atacante Ítalo Fratezzi, conhecido por Bengala.

1937 – 1942 — O fim da Era Palestra

A má fase palestrina só teve fim no ano de 1940, quando o time voltou a conquistar o título mineiro. Após muita confusão durante a competição, o time decidiu o campeonato com o Atlético, já em 41, numa melhor de três. O Palestra venceu a primeira partida por 3 x 1, e o Atlético deu o troco, fazendo 2 x 1 no segundo jogo. No terceiro e último duelo, Nibinho e Alcides fizeram os gols que garantiram a vitória por 2 x 0 e o título do Campeonato. Esta seria a última partida do time com o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália.

Com a Segunda Guerra Mundial, em 1941, o governo brasileiro declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). O Palestra e tudo mais ligado à alguma dessas nações vivia sob um clima de tensão. O estádio do clube sofreu ameaça de ser incendiado, salvando-se graças à intervenção da Polícia Militar. No início de 1942, a situação ficou insustentável, e o Palestra teve o mesmo destino do seu homônimo paulista: foi obrigado a mudar de nome, pois o governo federal decretou uma lei proibindo o uso de termos que fizessem referência a algum dos países do eixo. O clube mudou de nome três vezes, até chegar ao nome atual: Cruzeiro Esporte Clube.

Em 17 de dezembro de 1942, Mário Grosso foi eleito pelo Conselho para presidente do Cruzeiro (era o primeiro desde o surgimento do novo nome). O primeiro jogo da equipe com o nome Cruzeiro aconteceu no final de 1942, diante do América. O nome deu sorte, e o Cruzeiro venceu por 1 x 0, gol de Ismael.

1943 – 1945 — O estádio JK

Apesar da estreia do nome Cruzeiro ter sido no final de 1942, foi só em 1943 que o time passou a usar o novo uniforme: camisas azuis, com golas brancas, calções brancos e meias em azul e branco. O símbolo agora era a Constelação do Cruzeiro do Sul. A estréia deu-se num amistoso diante do São Cristóvão, do Rio de Janeiro.

O time cruzeirense sofreu muitas mudanças desde o título de 40: Caieira, Geninho, Geraldino e Bibi foram para o Botafogo-RJ, mas surgiram novos valores como o zagueiro Azevedo, Adelino, Ismael e Juvenal, entre outros. Além dos novos atletas, continuavam no elenco grandes jogadores, como Alcides e Geraldo II. O novo time era melhor que o anterior e conquistou o título do Campeonato Mineiro de 43, o primeiro da Era Cruzeiro. Em 1944 e 1945, voltou a ficar com a taça, sagrando-se novamente tricampeão.

Em 1º de julho de 1945, o Cruzeiro estréia seu novo estádio. O estadinho havia sido reformado, durante quatro meses, por associados, diretores, jogadores e alguns cruzeirenses anônimos, ganhando novos vestiários, arquibancadas, gerais, tribuna de honra, tribuna de imprensa e túnel para saída de jogadores sem a interferência do público. O gramado também sofreu alterações, com a implantação do novo sistema de drenagem. O jogo de inauguração do estádio Juscelino Kubitschek, nome dado em homenagem ao então prefeito de Belo Horizonte, foi contra o Botafogo: empate em 1 x 1, com gols de Niginho para o Cruzeiro e Heleno de Freitas para o alvinegro.

No dia 21 de novembro do mesmo ano, foram inaugurados os refletores do estádio. O Cruzeiro recebeu o América-RJ e não foi exatamente um bom anfitrião, goleando os cariocas por 4 x 0, com 3 gols de Braguinha e um de Niginho.

1946 – 1952 — Tempos de crise financeira

A partir de meados da década de 40, após os títulos de 1943, 1944 e 1945, o Cruzeiro entrou numa grave crise financeira, mergulhado num mar de lama. O time não conquistava títulos e, quando os conquistava, o clube não tinha como pagar os bichos prometidos, tampouco recursos para segurar os atletas que se destacavam. Um grupo de jovens, preocupados com o alargamento da crise, criou a Ala Jovem, que vinha requerer uma participação mais ativa junto à diretoria. O difícil para esses jovens era como atuar muito perto da direção do clube. A solução encontrada, que parecia poder ajudar o Cruzeiro a sair do fundo do poço, era a prática de esportes especializados.

Mas, apesar do fortalecimento de outros esportes, é claro que o futebol do Cruzeiro continuou na ativa, participando dos campeonatos estaduais, porém sem grandes conquistas. O destaque do time dessa vez não estava no ataque, mas no gol: era o experiente goleiro Geraldo II.

1953 – 1960 — Criação da Sede Social

Depois do sucesso do chamado esporte especializado do Cruzeiro, o pessoal do futebol passou a dar importância à Ala Jovem, permitindo que seus membros entrassem para o Conselho Deliberativo do clube. Em meio à crise financeira, a presidência cruzeirense ficou vaga, com a saída de José Greco. Não aparecia nenhum interessado em assumir o comando, até que, depois de dez reuniões, Wellington Armanelli foi eleito e aceitou o cargo, logo transferido para José Francisco Lemos Filho. A Ala Jovem, atuando dentro do clube, dava início ao projeto de construção de uma Sede Social para o Cruzeiro, com a ajuda novamente da Loteria do Estado, que havia liberado verba para a construção do prédio. O benefício, porém, acabou sendo suspenso, pois o acerto inicial de contas não foi feito. O presidente José Francisco fez um apelo a dois cruzeirenses fornecedores de materiais de construção: Jerônimo Corte Real e Othon de Carvalho. Com o aval de outros dois homens de expressão do clube – Josias de Faria e Miguel Morici -, foi possível pagar o que devia à Loteria do Estado e reiniciar a construção da Sede Social. No final de 1954, a construção da Sede Social do Barro Preto foi finalizada, já no mandato de Eduardo Bambirra (terceiro presidente do clube em 54). Confirmando os planos da Ala Jovem, a Sede Social veio como uma salvação para o clube. Com ela, o número de associados passou de duzentos para dois mil. A crise não havia ainda sido solucionada, mas já era um bom indício de que as coisas poderiam estar mudando para os cruzeirenses.

Para o Campeoanto Mineiro de 1956 foi possível montar um bom time. A competição só teve início em agosto e se arrastou até junho de 1957. O Cruzeiro, desde o início, protestava contra a escalação do atleticano Laércio. O clube alegava que ele não tinha o visto de reservista e havia sido inscrito por meio de uma fraude. O Atlético insistiu em escalar o jogador e, com ele em campo, conseguiu bater a equipe cruzeirense na partida final por 1 x 0. Esse jogo, porém, foi anulado pela Federação Mineira de Futebol, que marcou outra data para a realização da decisão, o que não foi aceito pelo Atlético. No final das contas, o Cruzeiro acabou reconquistando o título de campeão mineiro, que não obtinha desde 1945. Mas tudo acabou, no final, em pizza. Apesar de ter sido declarado campeão de 1956 pela Justiça, em 1958 o Cruzeiro aceitou dividir o título com o ainda inconformado Atlético.

Entre os campeões cruzeirenses, estavam o goleiro Mussula e os atacantes Nilo e Raimundinho.

Duas facções passaram a disputar o poder no Cruzeiro, no final dos anos 50. Uma corrente era a do Barro Preto, formada por pessoas ligadas ao esporte especializado. A outra era dos chamados oriundi, onde sobressaíam Antonino Pontes, Hélio Volpini, Carmine Furletti e Felício Brandi, homens ligados ao futebol do clube. No final, as duas alas acabaram unidas, com Antonino Pontes assumindo a presidência. O time foi reformulado, recebendo jogadores vindos do interior e da várzea, casos dos zagueiros Procópio e Massinha, do meia-direita Nelsinho e do atacante Gradim, entre outros. O Cruzeiro conquistou o título de 1959. Em 1960, estreando um novo uniforme, com pequenas modificações, o Cruzeiro conquistou o bicampeonato.

1961 – 1964 — Começa a era Brandi

Em 1961, Felício Brandi assume a presidência do clube, em substituição a Antonino Pontes. O time, até então conhecido nacionalmente, passaria a se notabilizar no cenário internacional. Esse era, por sinal, o plano de Brandi. Já no primeiro ano no comando do clube, o presidente viu seus atletas conquistarem mais um tricampeonato para a história cruzeirense. O time havia perdido duas peças importantes, Procópio (negociado com o futebol paulista) e Hilton Oliveira (foi para o Rio de Janeiro), mas contratou três reforços: o meiocampista Orlando, o atacante Tião e o lateral-esquerdo Geraldino.

Enquanto o time celeste conquistava o tricampeonato em 1961, a diretoria procurava aumentar o espaço da sede social. A construção da sede Campestre foi feita com a venda de cotas que garantiram o início das obras. A inauguração ocorreu em 1961. O clube havia ganho um terreno da Prefeitura no final dos anos 40 e ainda não construíra nada no local. A primeira idéia foi erguer um novo estádio, mas os altos custos não colaboraram. A solução encontrada foi a construção de uma Sede Campestre, por meio da venda de cotas. Em 1961, a primeira parte da Sede Campestre ficou pronta, já com 4 000 associados.

Em 1964, começou a ser formado o maior time do Cruzeiro de todos os tempos, que mais tarde viria a conquistar diversos títulos importantes. O sonho do presidente Felício Brandi era o de transformar o Cruzeiro em uma equipe tão forte e competitiva quanto o Santos de Pelé. Naquele ano de 64, chegaram ao Cruzeiro o zagueiro William e o meia Hilton Chaves, que pertenciam ao América, e o jovem Wilson Piazza, do Renascença. O lateral Pedro Paulo estava subindo das categorias de base, assim como Tostão e Dirceu Lopes começavam a despontar. O técnico Marão foi responsável pela descoberta de muitos craques, mas foi substituído por Aírton Moreira, depois que o seu time fracassou no Estadual daquele ano. Aírton foi testando os jogadores e montando a fabulosa equipe que pouco tempo depois escreveria as mais belas páginas do Cruzeiro no mundo do futebol brasileiro e internacional.

1965 – 1969 — Rumo à glória

A partir de meados da década de 60, mais precisamente 1965, o Cruzeiro começa a surgir no cenário nacional e internacional como uma grande potência. A história do clube pode ser dividida entre antes e depois daquele ano. O curioso é que essa data permite também a divisão da história do futebol mineiro, pois também em 1965 é inaugurado o estádio José de Magalhães Pinto, o Mineirão. O Campeonato Mineiro de 1965 teve início no mês de julho, dois meses antes da inauguração do Mineirão. Até então, o Cruzeiro não havia engrenado e fazia uma campanha irregular no certame. Depois da inauguração, tudo mudou. Como que inspirado no novo estádio, o time se transformou, passando a desfilar um futebol empolgante. O título foi conquistado de forma convincente. Começava a surgir o timaço das estrelas celestes.

A diretoria cruzeirense, trabalhando em sintonia com o time campeão de 1965, investiu ainda mais para a temporada de 66, fortalecendo a equipe. Trouxe o zagueiro Cláudio, que atuava no Grêmio, o atacante Evaldo, jogador do Fluminense, e o goleiro Raul, até então um mero reserva do São Paulo. Raul foi para o Cruzeiro graças à negociação do colega Fábio, que saira transferido para Tricolor paulista. O presidente Felício Brandi recebeu informações sobre o goleiro reserva do Morumbi e, por meio de uma ligação para Vicente Feola, responsável pelo futebol do São Paulo, acertou a contratação do jovem goleiro.

O ano de 1966 foi de grande alegria para o torcedor cruzeirense. Primeiro veio a conquista do bicampeonato mineiro. O Cruzeiro sobrou no estadual, conquistando o título com duas rodadas de antecedência. Teve o melhor ataque, a melhor defesa e os artilheiros da competição: Tostão e Dirceu Lopes marcaram 18 gols cada e dividiram a artilharia. Foi também nesta época que a torcida azul começou a se multiplicar.

Com o time que tinha, a conquista do certame regional era pouco para o Cruzeiro, que queria mais. O clube fez uma ótima campanha na Taça Brasil até chegar às finais, quando enfrentaria o temível Santos. Mostrando um futebol excepcional, que envolveu todo o país, a equipe celeste não deu mole para o time de Pelé. Na primeira partida, o Cruzeiro arrasou os paulistas, fazendo um surpreendente 6 x 2 no Mineirão. O primeiro passo já havia sido dado, mas havia ainda o jogo em São Paulo. Em caso de vitória santista, uma terceira partida decidiria o torneio, também em São Paulo. Os garotos cruzeirenses precisavam arrancar ao menos um empate na Terra da Garoa para ficar com a Taça. Após perder o primeiro tempo por 2 x 0, o Cruzeiro se recuperou na segunda etapa. Surpreendeu a todos, fazendo 3 x 2, com Tostão ainda perdendo um pênalti. Os gols dos mineiros foram marcados por Tostão, Dirceu Lopes e Natal, enquanto Pelé e Toninho fizeram para o time da casa. O título ficou com os mineiros, depois de um histórico show de bola cruzeirense.

Depois das conquistas de 66, o time e a trocida celeste continuaram crescendo, tornando cada vez mais difícil a missão atleticana de reconquistar a condição de o maior de Minas. O Campeonato Mineiro de 1967 foi um dos mais disputados da década, com o Atlético chegando a abrir cinco pontos na frente da Raposa, que se recuperou no final e conseguiu terminar a primeira fase empatada com o seu grande rival. A decisão do Estadual aconteceu no início de 1968 e colocou frente a frente os dois mais tradicionais times do Estado. Pela primeira vez, Atlético e Cruzeiro faziam uma final no Mineirão. Com duas vitórias incontestáveis (3 x 1 e 3 x 0), o Cruzeiro chegava novamente ao título, como já acontecera nos dois anos anteriores. O time de Tostão, Dirceu Lopes e companhia voltava a fazer o Cruzeiro tricampeão Mineiro.

Após conquistar o tricampeonato pela quarta vez, o Cruzeiro entrava no certame regional de 1968 com um tabu a ser quebrado: a conquista do tetra. A base dos últimos anos havia sido mantida, e a equipe ainda recebeu alguns reforços, como o atacante Rodrigues, vindo do Flamengo, e o meia Zé Carlos, que mais tarde se tornaria um dos grandes craques do time do Cruzeiro de todos os tempos. Outra mudança estava no banco, com Orlando Fantoni assumindo o comando técnico da equipe, em substituição a Aírton Moreira. Com uma campanha invicta, a barreira do tão sonhado tetracampeonato foi quebrada sem maiores dificuldades. O Cruzeiro reinava em Minas Gerais, não dando chances ao rival alvinegro. Em 1969, mais um título invicto. Em 30 partidas, o Cruzeiro venceu 26 e empatou 4, sagrando-se pentacampeão Mineiro.

1970 – 1975 — O time dos sonhos

A década de 70 começou com o Cruzeiro perdendo a hegemonia no Estado. Depois da conquista do pentacampeonato de 1965 a 1969, o time foi superado nos campeonatos de 1970 e 1971. Mesmo assim, a equipe não perdeu a sua força, pois contava agora com com a habilidade de Palhinha, Nelinho, Joãozinho, Roberto Batata e um reforço argentino, considerado um dos melhores zagueiros do mundo: Roberto Perfumo. O Cruzeiro recuperou seu prestígio em Minas Gerais, vencendo a maior competição do Estado novamente em 1972, 1973 e 1974, mais um tricampeonato.

Enquanto a equipe cruzeirense conquistava os títulos estaduais, a diretoria tratava de engrandecer ainda mais o clube. A intenção do presidente Felício Brandi de fazer do time um dos melhores do país já era realidade, mas nem por isso se dava por satisfeito. No dia 3 de fevereiro de 1973, foi inaugurada a Toca da Raposa, o mais completo e moderno centro de treinamentos do Brasil. Com a inauguração da Toca, o Cruzeiro foi o primeiro clube mineiro a organizar um departamento médico especializado para dar assistência aos jogadores de futebol. Em 1974, o Cruzeiro chega pela primeira vez à final do Campeonato Brasileiro. O adversário na final foi o Vasco da Gama, que acabou saindo vencedor. O tetracampeonato Mineiro em 1975, quando a equipe jogou parte da competição com o Expressinho da Vitória, um time misto, viria novamente dar alegria aos torcedores azuis. E a equipe chegou outra vez à final do Brasileiro, perdendo novamente, desta vez para o Internacional de Porto Alegre.

1976 – 1982 — A conquista da América

O vicecampeonato no Brasileiro de 1975 rendeu ao Cruzeiro mais uma participação na Taça Libertadores, no ano seguinte. Pela terceira vez, a equipe mineira chegava ao mais tradicional torneio das Américas. Com uma campanha impecável, o Cruzeiro atropelou seus adversários e chegou à decisão contra o River Plate, da Argentina. As duas partidas previstas para a final terminaram com as equipes empatadas, e brasileiros e argentinos voltaram a se enfrentar, num terceiro jogo, em campo neutro, realizado em Santiago (Chile). O Cruzeiro sagrou-se campeão, proporcionando à torcida a maior alegria desde a fundação do clube, nos longínquos anos 20. O título da Libertadores, dedicado ao atacante Roberto Batata, veio coroar o trabalho do presidente Brandi, que fez do Cruzeiro um celeiro de craques desde a década de 60.

Passada a alegria do título da Libertadores, era hora de pensar na disputa do título mundial. O Cruzeiro enfrentou o alemão Bayern Munique. A primeira partida foi na Alemanha, em pleno inverno, e os mineiros acabaram não resistindo ao jogo dos europeus. O Bayern, de Beckenbauer, Müller, Rummenigge e Mayer, foi superior e fez 2 x 0. No jogo de volta, realizado no Mineirão para quase 115 mil pessoas, o Cruzeiro pressionou sem conseguir vencer o goleiro Seep Mayer, o maior do mundo na época. O placar de 0 x 0 deu o título aos alemães, e a tristeza tomou conta da frustrada torcida.

Em 1977, o Cruzeiro teve que se contentar com o título mineiro. Voltado somente para o Estadual, o “scratch” azul e branco tinha pela frente mais uma vez o rival alvinegro. O Atlético era dono de um elenco forte, e as dificuldades aumentaram com o desânimo pela eliminação na Libertadores. A força atleticana foi comprovada na primeira partida, com o placar de 1 x 0, mas o Cruzeiro não se entregou e buscou a recuperação no segundo jogo. Venceu por 3 x 2, de virada, com três gols do atacante Revetria. No terceiro e decisivo duelo, a Raposa provou que não estava morta e fez 3 x 1, na prorrogação.

A grande máquina do Cruzeiro chegou ao fim no crepúsculo dos anos 70 e início da década de 80. Os jogadores foram se debandando. Palhinha, Jairzinho e o treinador Zezé Moreira já haviam saído depois da conquista do Mineiro de 1977. Raul foi vendido ao Flamengo, mesmo ano que o Guarani levou Zé Carlos. No início de 1980 só restavam no time Joãozinho e Palhinha, que retornara do futebol paulista. O fim do supertime aconteceu, coincidência ou não, quando o presidente Felício Brandi foi substituído por Carmine Furletti, em 1982. Brandi saiu com a missão cumprida. Neste momento, o Cruzeiro era reconhecido como uma potência mundial.

1983 – 1990 — Poucos títulos: uma fase difícil

O Cruzeiro já estava havia seis anos sem conquistar o Campeonato Mineiro, quando em 1984 venceu os dois turnos e ficou com a Taça, evitando as finais. O ano de 1984 foi também aquele em que a família Masci assumiu o comando do clube, com a posse de Benito Masci, em substituição a Carmine Furletti. As estrelas das décadas de 60 e 70 davam lugar a um time mediano, com poucos destaques. Entre os campeões de 1984, estavam Douglas, Geraldão, Carlos Alberto Seixas e os remanescentes Joãozinho e Palhinha, que disputavam a última temporada com a camisa celeste.

Em 1987, com uma equipe formada basicamente nas divisões de base, com contratações de pouco impacto, o Cruzeiro venceu o Atlético nas finais. Após empate de 0 x 0 no primeiro jogo, uma vitória celeste por 2 x 0 na segunda partida selou a decisão. O destaque do time foi o ataque, formado por Róbson, Careca e Édson. No meio de campo, Douglas e Ademir ditavam o ritmo. Mais três anos de jejum se passaram até que em 1990, novamente decidindo contra o rival, o Cruzeiro voltou a vencer o Campeonato Mineiro, desta vez sob o comando de Salvador Masci. Na final, o time bateu o Atlético por 1 x 0, gol de Careca.

1991 – 1992 — O Bi da Supercopa

O time campeão estadual no ano anterior foi reforçado para a temporada de 1991, com as chegadas de Mário Tilico, Charles e Nonato. Apesar de perder a disputa regional para o arquirival, o Cruzeiro, com uma ótima campanha, chegou ao título da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Depois de passar por Colo Colo, Nacional de Montevidéu e Olímpia, a Raposa bateu o River Plate na final. Os argentinos saíram em vantagem, derrotando os mineiros por 2 x 0, em Buenos Aires. No jogo da volta, em Belo Horizonte, o time de Ênio Andrade precisava devolver a vitória por dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis. Com gols de Ademir e Mário Tilico (2), o Cruzeiro deu o troco com direito a sobra, fazendo 3 x 0 e conquistando a sua primeira Supercopa.

Em 1992, contando com estrelas do futebol brasileiro, entre elas Renato Gaúcho, Luizinho e Roberto Gaúcho, além do treinador Jair Pereira, a equipe estrelada conquistou o Campeonato Mineiro e o bi da Supercopa. Na competição Sul-Americana, o Cruzeiro passou por Nacional de Medellín, River Plate e Olímpia, antes de enfrentar o Racing na final. Com uma goleada de 4 x 0 e uma derrota por 1 x 0, o título ficou mais uma vez na Toca.

1993 – 1994 — Ronaldo: da Toca para o mundo

No primeiro semestre de 1993, o Cruzeiro confirmou a sua condição de time copeiro, conquistando a Copa do Brasil em cima do Grêmio. Os cruzeirenses eliminaram Desportiva, Náutico, São Paulo e Vasco, antes de enfrentar os gaúchos. O empate no Olímpico, em 0 x 0, e a vitória miniera em Belo Horizonte por 2 x 1 garantiram à Raposa o título do torneio.

No segundo semestre de 1993, um novo talento surgia na Toca, despontando para o futebol mundial e a caminho de tornar-se o maior jogador do planeta. O garoto Ronaldo, de apenas 16 anos, começou a despertar o interesse de clubes e empresários de todo o mundo com suas atuações no Campeonato Brasileiro e na Supercopa de 1993. Em 14 jogos disputados pelo Brasileiro de 1993, Ronaldo marcou 12 gols. O atacante continuou balançando as redes no primeiro semestre de 94, quando a Raposa faturou o Campeonato Mineiro diante do Atlético, que havia montado um supertime, batizado de “Selegalo”. Na final do Estadual, o experiente time atleticano se curvou diante do jeito moleque de jogar da nova sensação do futebol brasileiro. Com 3 gols de Ronaldo, o Cruzeiro fez 3 x 1 no Galo e ficou com mais um título. As atuações de Ronaldo lhe valeram um lugar na Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando passaria a ser chamado de Ronaldinho. O rápido sucesso do atacante e a sua convocação para a Seleção, acabaram tirando-o da Toca. O Cruzeiro vendeu seu passe para o PSV Eindhoven, da Holanda, por US$ 6 milhões, quantia irrisória perto do que passou a valer o supercraque brasileiro.

Com a venda de Ronaldo para o futebol europeu, o Cruzeiro não conseguiu repetir o desempenho apresentado no primeiro semestre e quase foi rebaixado para a segunda divisão do futebol brasileiro. Após uma péssima primeira fase, a equipe foi disputar a repescagem e por pouco não caiu.

1995 – 2000 — Desbancando o Palmeiras

No ano de 1995, o empresário José de Oliveira Costa, o Zezé Perrella, assumiu a presidência do clube, pondo fim ao reinado da família Masci. As primeiras conquistas do Cruzeiro nessa gestão vieram no primeiro semestre de 1996. O clube conquistou o Campeonato Mineiro de forma surpreendente. Outra conquista marcante do clube foi a vitória sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, quando a Copa do Brasil ficou novamente em posse do Cruzeiro. Depois de atropelar adversários de alto nível, como Corinthians e Vasco, o time azul disputou a final da competição contra o todo-poderoso alviverde paulistano. Na primeira partida, houve empate no Mineirão em 1 x 1, mas o Cruzeiro superou o Palmeiras por 2 x 1, de virada, na capital paulista. Roberto Gaúcho e Marcelo Ramos garantiram a vitória e o título para o Cruzeiro, um dos mais marcantes da história do clube, não apenas pela dificuldade do adversário, o melhor time do país na época, mas pela nova chance de disputar a Libertadores da América.

O Campeonato Mineiro de 1997 terminou com o Cruzeiro na final diante do inesperado Villa Nova, que havia eliminado o Atlético. Na partida decisiva, mais de 132 mil pessoas compareceram ao Mineirão para ver a Raposa vencer por 1 x 0, gol de Marcelo Ramos. Em toda sua história, o Mineirão não havia recebido tanta gente para um só jogo.

Mas foi no segundo semestre que a festa cruzeirense tomou conta das ruas de Belo Horizonte. No dia 13 de agosto, a equipe estrelada repetiu o feito de 1976 e novamente conquistou a Copa Libertadores. Com uma campanha irregular, poucos acreditavam no sucesso do time de Paulo Autuori. Mas mesmo assim os cruzeirenses conseguiram superar todos os obstáculos e chegaram à final. O adversário foi o time peruano do Sporting Cristal. Com um empate e uma vitória, o Cruzeiro garantiu o bicampeonato da Libertadores.

A campanha na Libertadores e a final do Mundial Interclubes, em Tóquio, foram prioritários para o Cruzeiro em 1997, que investiu todas as suas fichas nessas competições. O Campeonato Brasileiro foi deixado em segundo plano. Mesmo porque o time não estava mostrando um bom desempenho naquele momento. Tanto que ele só fugiu do rebaixamento no Brasileirão na última rodada. Mesmo tendo beliscado o bi Sul-Americano, a diretoria resolvou mexer na equipe e contratou alguns jogadores só para a disputa do Mundial, em Tóquio, diante do Borussia Dortmund, da Alemanha. Com técnico novo e desentrosada, a equipe fez o que se esperava: perdeu para os alemães por 2 x 0, deixando escapar mais uma vez o título de campeão do mundo.

A conquista do Campeonato Mineiro de 1998, diante do Atlético, serviu para apagar a tristeza pela derrota no Mundial. Nessa época, o time já contava com novos ídolos, como Fábio Júnior, para muitos o novo Ronaldo, e o goleiro Dida. Com três gols de Fábio Júnior na primeira partida da final, o Cruzeiro venceu o Galo por 3 x 2, revertendo a vantagem do rival. No jogo decisivo, o placar apontou um empate em 0 x 0, que garantiu aos cruzeirenses o tricampeonato. A diretoria contratou grandes jogadores para a disputa do Brasileirão de 1998, fazendo do Cruzeiro um dos maiores times do país. Entre os veteranos, o destaque foi o atacante Müller, que apresentou um excelente futebol, digno dos seus melhores tempos de São Paulo. A equipe chegou à final diante do Corinthians e acabou sendo vice-campeã. Dois empates nos primeiros jogos e uma derrota na partida final adiaram o sonho do torcedor celeste de conquistar o Campeonato Brasileiro, único título que o clube ainda não possui. A temporada se encerraria com mais dois vice-campeonatos: na Copa Mercosul e na Copa do Brasil, em ambas finais derrotado pelo Palmeiras.

O final de 1998 marcou a despedida do goleiro Dida do Cruzeiro. O grande ídolo da torcida não quis se reapresentar no início de 1999, alegando ter recebido proposta oficial do Milan. O caso envolvendo o atleta e o clube acabou na Justiça . O goleiro se transferiu para a Itália, mas ficou sem jogar durante seis meses, até ser emprestado pelo clube italiano ao Corinthians. Antes amado pela torcida, Dida passou a ser hostilizado quando jogava em Minas, por causa do episódio. Outro desfalque para a temporada de 1999 foi o atacante Fábio Júnior, vendido para a Roma, da Itália, por US$ 15 milhões, transformando-se na maior negociação do clube em toda sua história.

No primeiro semestre de 1999, o Cruzeiro venceu a Copa dos Campeões de Minas Gerais, vencendo o Atlético na final por 5 x 1, a maior goleada do clube sobre o seu rival. A conquista da Copa dos Campeões levou o time à disputa da Copa Centro-Oeste, que também foi conquistada pela equipe. No Campeonato Mineiro, o time parou na semifinal, eliminado pelo Galo. Com a base do time de 1998 mantida, restava a missão de conquistar o Brasileirão. A campanha na primeira fase da competição foi excelente. O time se classificou em segundo lugar. Nas oitavas-de-finais, porém, o Atlético, que não fazia campanha tão boa, acabou eliminando a Raposa com duas vitórias (4 x 2 e 3 x 2). O técnico Levir Culpi foi demitido após ficar dois anos no comando do time. A boa notícia para a torcida no segundo semestre foi a assinatura do contrato com a HMTF (Hicks, Muse, Tate & Furst), que injetou R$ 40 milhões no clube..

Vivendo uma nova realidade, o torcedor cruzeirense entrou no ano 2000 na expectativa de novas conquistas. A diretoria montou um bom time, já utilizando recursos da parceria com a HMTF. O início de 2000, porém, não foi bom para o clube, que perdeu a decisão da Copa Sul-Minas para o América e teve seu técnico Paulo Autuori dispensado após a derrota diante do Atlético por 4 x 2, pelo Campeonato Mineiro. Mas, considerando as conquistas e a projeção obtida na década de 90, o Cruzeiro pode se orgulhar de ter voltado aos tempos de glória, exatamente o que se pode esperar de um clube que revelou Tostão e Ronaldo ao mundo.

2001 – 2006 — Conquista histórica

Após a conquista da Copa do Brasil em 2000, o Cruzeiro passou a viver uma época dos grandes técnicos. Marco Aurélio, que depois voltaria a ocupar o cargo, não teve tempo nem para comemorar o título, pois foi substituído no dia seguinte por Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que em 2002 comandaria a Seleção Brasileira na conquista do Pentacampeonato Mundial no Japão e Coréia do Sul.

Mas foi sob a direção de outro treinador renomado, Vanderlei Luxemburgo, que o Cruzeiro se destacaria no início do século 21. Em 2003, o time celeste colheu os frutos do trabalho iniciado pelo treinador no ano anterior. Quando Luxa assumiu o cargo, a Raposa estava ameaçada de rebaixamento no Brasileiro de 2002. Não caiu, teve uma boa reação na competição e foi formada a base do time que ganharia tudo no ano seguinte.

Não é força de expressão. O Cruzeiro, em 2003, foi campeão mineiro, da Copa do Brasil – superou o Flamengo na final –, do primeiro Campeonato Brasileiro por pontos corridos da história da competição. Fez barba, cabelo e bigode na conquista da Tríplice Coroa, como ficou conhecido o feito.

Luxa foi mantido para a temporada seguinte, mas durou pouco. Acabou se desentendendo com os dirigentes celestes e foi embora. O então auxiliar-técnico Paulo César Gusmão assumiu o cargo, iniciando sua carreira como treinador e levou o time celeste ao título mineiro. Não conseguiu levar o time mais longe na Libertadores daquele ano e acabou dispensado.

A aposta da diretoria cruzeirense foi em outro técnico medalhão. Leão foi contratado, mas não teve êxito. Sem o meia Alex, o maestro da conquista da Tríplice Coroa, a Raposa não se encontrou. No restante de 2004 e em todo o ano de 2005, o Cruzeiro não esteve bem. No ano passado, não conseguiu um único título, quebrando uma seqüência de 15 anos de conquistas.

Em 2006, com a manutenção de Paulo César Gusmão, que foi contratado durante o Brasileiro de 2005, o clube celeste voltou a ser campeão, ao superar o parceiro Ipatinga, que o havia batido na final do Mineiro de 2005. Dessa forma, o clube celeste volta a conquistar a hegemonia mineira.

2013- TRICAMPEONATO BRASILEIRO rsrsrsrsrs

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HISTÓRIA DO CRUZEIRO, segundo o site http://www.mafiaazul.com.br

Pra ínicio de conversa, quem pensa que o Palestra se originou do Yale, isso é um engano… O Yale fundado em 1906, disputou o campeonato da cidade até 1925 quando desistiu do futebol e a confusão acerca da fundação do Palestra se dar através do Yale existe por vários jogadores do Yale serem de origem italiana e quando se foi fundado o Palestra esses jogadores, quase todos, aderiram a nova equipe quando da fundação desta.

Agora vamos a história, nos idos de 1920 os imigrantes italianos em MG empolgados com o rápido crescimento do futebol no Brasil inteiro falavam, discutiam e acima de tudo, exigiam um clube que representasse e integrasse a colônia italiana em BH, as famílias, Savassi, Mancini, Lodi e Noce foram as primeiras a aprovarem a idéia e marcaram uma reunião a Rua dos Caetés, numa loja de artigos esportivos e calçados de Agostinho Ranieri, reunião essa que foi sem muita afobação, e ficou determinada a criação do time de futebol que faria frente ao Atlético Mineiro, América e ao Yale, clube formado e liderado pelos atletas Nulo Savini, Sílvio e Henriqueto Pirani, Julio Lazarotti, Hamleto Magnavacca, Domingos Spagnuolo e João Ranieri, por aclamação o clube foi fundado. Nascia o Societá Sportiva Palestra Itália, uniforme nas cores da bandeira italiana, camisa verde e punhos vermelhos, calçoes brancos, meias nas cores verde, vermelha e branca, no escudo, as inicias SSPÌ.

E a seguinte diretoria:

Presidente: Aurélio Noce
Vice-presidente: Tolentino Miraglia
1º secretário: Giuseppe Perona
2º secretário: Giovanni Zolini
1º tesoureiro: Hamleto Magnavacca
2º tesoureiro: Aristóteles Lodi
Administrador: Antônio Falci

Aquele começo foi de providências para legalizar a equipe e inscreve-la na Liga Mineira de Desportos Terrestres.

O Palestra foi fundado como o time do povo, o time dos torcedores que trabalhavam junto com os jogadores para o crescimento mútuo, diferente dos dois rivais, Atlético e América, times da elite que não aceitavam ninguém de fora da elite para torcer ou jogar. O Palestra era formado por padeiros, pedreiros, donos de lojinhas, era realmente a equipe do povo e onde precisasse de qualquer forma de mão-de-obra lá estava um Palestrino para arregaçar as mangas, lado a lado palestrinos e mais palestrinos contribuíam não só para a formação do maior clube de minas, como também para o progresso da capital, recém fundada.

A estréia do Palestra se deu nos gramados do Prado Mineiro, no dia 3 de abril de 1921, o jogo contra um combinado de jogadores do Villa Nova de Nova Lima e Palmeiras, vitória do Palestra por 2 a 0, gols de Nani (João Lazarotti), desde o primeiro jogo oficial o Palestra, futuro Cruzeiro, se mostra um time vitorioso e aguerrido! Duas semanas após sua primeira vitória, o Palestra é convidado para uma rodada dupla promovida pela Associação mineira de Cronistas Desportivos, o adversário? Um futuro rival, Atlético Mineiro, estes que, provavelmente esperavam uma jornada fácil, para colocar “os italianos em seu devido lugar” tiveram uma surpresa imensa quando o Palestra começou marcando com Attílio duas vezes e depois para fechar o placar outro de Nani, fechando assim a primeira goleada e a certeza de que o Palestra seria o maior clube de Minas!!

Em 1922, o Palestra que não tinha lugar para treinar comprou da prefeitura um quarteirão no Barro Preto, onde hoje é o clube do Cruzeiro por uma quantia de 50 mil réis, no dia 23 de setembro de 1923, data próxima ao dia nacional da Itália (20 de setembro), foi feita a inauguração do estádio com a presença de mais de 4 mil pessoas, o convidado foi o Flamengo e o resultado: 3 a 3, jogo equilibradissimo, que fez os cariocas voltarem para o Rio boquiabertos com aquele time italiano novo que jogava um futebol bonito e de toques rápidos e precisos.

O primeiro título… Em 1926 o Palestra foi convidado por um clube do interior de SP que numa excursão a BH venceu amistosos contra América, Palestra e Atletico, como o convite não agradava a diretoria da Liga Mineira de Desportes, esta vetou a viagem, porém o presidente, não arredando pé de sua decisão, autorizou a viagem. No retorno a capital, a LMDT havia se reunido e resolveu suspender o Palestra por 6 meses, isso significava ficar de fora do campeonato da cidade, então mostrando vigor a diretoria do Palestra fundou outra liga convidando outros clubes marginalizados pela LMDT: Minas Geraes, Avante, Olympic, Fluminense, Grêmio Ludopédio e Santa Cruz, estava criada a Associação Mineira de Esportes Terrestres que superava em número a LMDT, o Palestra filiou a AMET a CBD e então montou o calendário da liga: Torneio Início, Torneio da Boa Imprensa e o Campeonato da Cidade, todos vencidos pelo Palestra e nos campeonatos da LMDT o vencedor foi o Atlético, todos os dois campeões foram reconhecidos pela imprensa mineira e a também pela CBD.

Em 1927, devido a pressões a LMDT recebeu o Palestra de volta e este, em negociações, fez com que todos os clubes filiados a AMET fossem aceitos na LMDT com os mesmos direitos de América e Atlético, que a partir desse momento começaram a criar um preconceito contra o Palestra.

Por falar em preconceito, passamos agora para o começo da década de 40, ano esse que estourava na Europa a 2ª grande guerra mundial, Itália e Alemanha contra o resto do mundo, inclusive o Brasil, ou seja, time de imigrantes italianos, com um nome italiano, com as cores da Itália, em um país que estava em guerra contra a Itália!! O preconceito do governo foi tremendo e as pressões para mudar o nome também, então 8 dias após a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo, no dia 29 de Setembro de 1942 a diretoria do Palestra sem consultar o Conselho Deliberativo mudou o nome do Palestra para Ypiranga Esporte Clube, em homenagem a data do grito pela Independência, porém uma derrota por 2 a 1 sobre o Atlético, causou uma revolta imensa na torcida e 5 dias depois desse jogo houve uma votação para decidir o nome, o Conselho rejeitou veementemente o nome Ypiranga e a diretoria renunciou em peso.

Os conselheiros aceitaram a renúncia e votaram outro nome, o presidente do Conselho, Oswaldo Pinto Coelho, sugeriu o nome Cruzeiro Esporte Clube, em homenagem a constelação do Cruzeiro do Sul, principal símbolo do país, o nome foi aceito na hora por unanimidade. No dia 17 de Dezembro de 1942 os conselheiros elegeram Mario Grosso como presidente do Cruzeiro, este se tornando o 1º presidente da era Cruzeiro, e o primeiro jogo como Cruzeiro saiu em vitória por 1 a 0 contra o América.

Muitos desses jogadores foram revelados pelo Cruzeiro como Piazza, Dirceu Lopes e graças ao visionários Felício esses jogadores permaneceram no clube, porque dentro do Brasil mesmo haviam grandes propostas para eles jogarem em outra equipes. O Tostão foi cria do América, porém como sempre, o Felício foi lá buscar ele e deu uma proposta pra ele jogar como profissional pelo Cruzeiro, ele aceitou na hora, e um fato interessante da contratação do Tostão é que foi no dia do casamento do Felício!! Ele se atrasou para a cerimônia, pois estava fechando contrato com o Tostão. Natal foi um cara muito problemático, certa vez em 1964, um pouco antes de se tornar profissional, ele fugiu para ir jogar no Fluminense que tinha lhe oferecido uma proposta para jogar como profissional, o Felício foi pro Rio e buscou ele puxando a orelha, falando que o lugar dele era no Cruzeiro e ele se lembrou disso e se arrependeu de ter feito essa viagem maluca.

Entre esses jogadores da Primeira Academia Celeste estão seres míticos que se imortalizaram no decorrer das décadas, e imortalizaram a imagem do Cruzeiro com o fabuloso time de 66 que venceu o time de Pelé e cia Ilimitada, estão também jogadores que foram para a Copa do mundo de 70, onde se imortalizaram mostrando ao mundo o quanto o futebol brasileiro é esplêndido e é rotativo, gerando gerações e gerações de craques!

mais uma vez para provar essa rotatividade do futebol brasileiro o Cruzeiro montou 10 anos depois, sua segunda academia celeste, que desta vez colocou a seus pés a América do Sul e só não pôs o mundo porque a seleção alemã da época jogava inteira no Bayern München e aquela foi a melhor seleção alemã de todos os tempos. Porém o time jogava com felicidade, alegria, encantava todo mundo que via os jogos, com o futebol moleque de Joãozinho, a patada de Nelinho, os dribles desconcertantes de Palhinha, a muralha fechada por Piazza e dentro do gol, com certeza, um dos melhores goleiros da história do futebol mundial, Raul Guilherme Plasmann.

E em 2003, foi formada a 3ª, e não inferior, Academia Celeste, Academia essa que prostrou o Brasil inteiro aos seus pés e deu aula de futebol por onde quer que passasse, campeão com todos os louros, o Cruzeiro venceu a Tríplice Coroa, vencendo o Campeonato Estadual, a Copa Do Brasil e o Campeonato Brasileiro, este último com 3 rodadas de antecedência!!! Essa 3ª academia foi regida pelo maestro Alex e comandada pelo Rei Vanderlei Luxemburgo, com jogadas desconcertantes e show, Aristizábal, Deivid, Mota, Marcio Nobre, Zinho, Luisão, Cris, Gomes, Maurinho, foram fundamentais para todos essas glórias!!! Fazendo a massa ir a loucura e mostrando quem realmente é o MAIOR DE MINAS e DO BRASIL!!!

Cruzeiro foi fundado no dia 02 de janeiro de 1921. Fundado por imigrantes italianos o Cruzeiro construiu uma história repleta de glórias e conquistas, foi de Palestra Itália a Cruzeiro. Em 87 anos de história o Cruzeiro construiu um uma sala de troféus que é invejada por torcedores rivais.

Não podemos dizer que o torcedor cruzeirense tem uma simples e subjugada paixão(sofrimento prolongado) pelo time, nós temos é amor pelo Cruzeiro. Resumir a nossa história em uma simples paixão é ofender quem deu seu sangue defendendo as cores celestes, foram esses heróis(torcedores, jogadores, diretoria e funcionários) que construíram e continuam construindo essa história vitoriosa.

A nossa glória foi conquistada no campo, com títulos e mais títulos que elevaram o nome de Minas no cenário internacional do futebol. Não precisamos e nem vamos precisar que a imprensa mineira faça marketing para o Cruzeiro, o time 5 estrelas tem luz própria, a nossa história é auto-suficiente para nos colocar no topo.

Nosso amor é imortal, nunca vamos deixar nosso clube na mão. Somos exigentes, sim somos, mas é para o bem de nossa equipe, pois sabemos da dimensão da história desse clube, temos consciência da responsabilidade da torcida e não vivemos na alienação como alguns torcedores de outras equipes vivem.

Somos uma das torcidas que mais cresce no Brasil. Em Minas somos quase o dobro da torcida rival, as pesquisas apontam para isso. O recorde de público no Mineirão é nosso, e a maioria de recordes de públicos nos campeonatos nacionais e internacionais que foram disputados no Mineirão pertencem a torcida 5 estrelas.

Somos o show de Minas, somos competentes, somos vencedores. Não existe e nem existirá em Minas um clube com tantas conquistas, com tantas glórias. Ser cruzeirense é muito mais que podemos imaginar, ser cruzeirense é uma felicidade eterna.

Somos maiores, melhores, vitoriosos, competentes, somos o orgulho das Alterosas, somos Cruzeiro.

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A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CRUZEIRO, segundo o site cruzeiroonline.com.br

A Colônia Italiana e o Palestra Itália

A origem do Cruzeiro

Para que possamos entender a origem do que é hoje esse orgulho e pujança mundial, Cruzeiro Esporte Clube, temos que percorrer, nas trilhas da História, caminhos não muito divulgados. A Fuga da realidade, atende ora a interesses de inclusão, ora à imaginação dos que elaboraram os boletins. Mas, os fatos, as fotos, os relatos de testemunhas pessoais, e o cruzamento das informações que passaremos vão mostrar, no nosso entender, uma visão sólida e verdadeira do que foi a trajetória histórica de nosso querido, amado, estremecido Zêro.A Fundação do Palestra ItáliaA Societá Sportiva Palestra Itália foi fundada em finais de 1920, pela iniciativa de atletas da colônia Italiana residentes em Belo Horizonte, que até o ano de 1920 participavam do Yale Athletic Club. As dificuldades iniciais foram muitas, sobretudo porque os atletas fundadores eram operários, imigrantes e filhos de italianos, cuja colônia, já grande na capital, viera para o Brasil por ocasião da construção dos prédios oficiais de Bello Horizonte, nova capital do estado, por volta de 1882.Por sua vez, o Yale (pronuncia-se iêle), clube fundado na primeira década do Século XX, tinha suas origens na colônia inglesa, como outros “teams” da época, dentre os quais Morro Velho, de Villa Nova de Lima, o Bangu e o América do Rio, o Corínthians em SP, e outros. Foi o Yale o primeiro clube a admitir em suas fileiras operários e gente do povo, pois as outras agremiações eram fechadas, restritas, e só permitiam associados ligados às suas estirpes, geralmente famílias abastadas, high society, elites.”Crise” do Yale ao nascimento do PalestraEm 1919, no campeonato organizado pela LMTD (Liga Mineira de Desportes Terrestres) houve protestos veementes do Yale contra a “entrega” do título de campeão ao América Football Club, pelo Sete de Setembro. Ambos (América e Sete) eram times da elite da nova capital. O Sete, ligado à família Negrão de Lima, deixou de comparecer a um prélio marcado. Isso deu os pontos à equipe que ocupava o Estádio onde hj é o Mercado Central em Belo Horizonte, na época av. Paraopeba. Por WO*1 o América conseguiu ficar à frente do Yale e foi sagrado Tetra-Campeão. Como consequência da insistente reclamação, o “team” foi desfiliado e impedido de participar de campeonatos e torneios oficiais. Passou então a jogar amistosamente, em eventos e “festivais”. Desse modo, em finais de agosto de 1920, aconteceu em Villa Nova de Lima (Nova Lima) uma partida entre Morro Velho Athletic Club x Yale, ambos com origens e direções de ingleses, quase todos ligados à gestora britãnica da Mina de Morro Velho*2. Aquele jogo fazia parte da celebração da Festa de São Jorge (padroeiro da Inglaterra), que é comemorada em abril, mas naquele ano devido às graves consequências e sequelas da “gripe Espanhola”* 3( que em Bello Horizonte acometeu milhares de pessoas, deixando em um ano mais de 2000 mortos), fora adiado para o meado do ano. O técnico/diretor do Yale era o inglês Dick (Richard Howell), filho de um dos fundadores do Morro Velho (atual Villa Nova), Harry Joseph Howell. Em homenagem ao pai, Dick resolveu jogar pela equipe da casa. O problema é que ele era “right half back” (lateral direito), e no Yale o ponta esquerda era um rapagote franzino, 55 quilos, 17 anos, liso como quiabo, chamado Armandinho (Armando Bazolli). Chovia. A platéia era grande no campo do Morro Velho (no mesmo lugar do Castor Cifuentes de hoje, só que em posição invertida). E o que se viu, durante todo o primeiro tempo, foi uma sequência de estonteantes e avassaladores “dribllings” do lépido ponteiro, que aproveitando-se do escorregadio piso, por diversas vezes deixou estatelado o grandalhão Dick, para o delírio dos torcedores presentes. Com três goals do “centterforward” Nani (João Lazarotti) e um do “center-half ” Polenta (Giovanni Gregori), contra um de A.Halley, o primeiro tempo terminou com o placar de 4X1 para o Yale. Registre-se que o “goalkeeper” do Morro Velho (Moss) ainda defendeu um penalty (cometido em Armandinho) cobrado por Cechino.Dick, apesar de tudo, mantinha uma postura desportiva, mesmo sendo o alvo das caçoadas e anedotas dos participantes. Era um “gentleman”. Mas seu pai, antevendo um vexame maior, “devolveu-o” ao Yale e colocou em seu lugar um “sttopper” de apelido Will, famoso pela virilidade e força em suas atuações. Iniciada a segunda etapa, logo na primeira bola lançada para Armandinho, o “half” substituto jogou bola, ponta e tudo o mais, para a lateral enlameada, fora do campo, numa entrada violenta, literalmente “suspendendo” o esguio ponteiro “Yalers”. O tempo, que já era de chuva, fechou mais ainda. O pau quebrou. Em protesto, os italianos decidiram não mais continuar. Foram seis substituições, e isso ensejou o empate do prélio por 4X4. (Depoimento gravado de Julio Lazarotti em abril de 1966- Fita Akai cedida por Rádio Minas- Ramos de Carvalho-arquivo pessoal de Jura Lazarotti).

*1- Ganhar por W.O. significa que uma competição esportiva foi ganha devido a ausência do oponente. O famoso W.O. significa walk over. O verbo walk over significa “to win without difficulty against”, ou seja, ganhar sem dificuldades do oponente. O substantivo walkover (uma única palavra) significa “an easy victory”, que em português é “vitória fácil”. O W.O. acontece quando um time não comparece no local da partida. (Delta Larousse- Ed. 1961)

*2- O Morro Velho de Villa Nova de Lima foi fundado em 28 de junho de 1908 por trabalhadores da Saint John Del Rey Mining Company Limited. Antes de ter esse nome a cidade se chamava Congonhas de Sabará. Pouco tempo depois passou a ser apenas Nova Lima.

NASCE O PALESTRA

No retorno de Villa Nova de Lima, quando entregavam o material na Casa Ranieri (loja de calçados, selaria, artigos de couro e equipamentos desportivos) situada à rua Caetés, quase esquina com Rio de Janeiro, ficou combinada uma reunião para a quarta-feira vindoura, à noite, naquele local, com a anuência e apoio de um dos sócios da loja, Giovanni Ranieri. Era ali que se reuniam os atletas da colônia ítala para a discussão sobre assuntos de futebol.

A Primeira Reunião

Na noite aprazada, precisamente 02 de setembro de 1920*, se reunia a galera italiana, ou melhor, a Societá Sportiva Palestra Itália. A “Casa Ranieri” era um cômodo de 6X10 ms. Estavam presentes nesta reunião: Silvio, Arduíno e Henriqueto Pirani, Hammleto Magnavacca, Julio Lazarotti, Miguel Balsamo, Nullo Savini, Nelio Nicolai, Spartaco Dorella, Henrique Volpini, Chechino, Domenico Spagnuolo, Polenta(Giovanni Gregori) e o anfitrião Giovanni Ranieri. Assentados em caixotes, selas, bancos improvisados, latas de querosene, decidiram formar uma equipe que congregasse a colônia. Nascia o Palestra*

Os participantes da fundação da SSPI eram todos atletas, e trabalhavam na construção civil, com exceção de Ranieri. Ali estavam pedreiros, mestres de obra, bombeiros hidráulicos, marceneiros, pintores, feitores, apontadores, conferentes e um carroceiro. A propósito: a vinda da grande maioria da colônia italiana para estas plagas está vinculada à construção da Nova Capital das Minas Geraes, Bello Horizonte.

Marcaram para o campo da Av. Paraopeba, que era o campo usado pelo Athletico (onde hoje está o Minascentro, atual av. Augusto de Lima), o primeiro “trainning”, que aconteceu na tarde do sábado, meados de Setembro de 1920. Neste treino usaram camisetas de diversas cores, mas as cores da bandeira italiana (vermelho, branco e verde) além das iniciais SSPI, já estavam oficializadas. Em pouco tempo a lista de adesão à nova “squadra” cresceu de modo animador. Alguns treinos foram também realizados na área da avenida São Francisco (hoje Olegário Maciel). Era preciso “oficializar” a agremiação, e foi buscado o apoio de um advogado italiano, Américo Gasparini, (que viria a se tornar presidente três anos depois) que elaborou as bases documentais, primeiro estatuto e “habilitações”. Faltava formar a diretoria. Aurélio Noce, um simpático comerciante oriundi foi indicado como o presidente (dizem que por influência da maçonaria), e caberia a ele apontar os outros ocupantes da mesa diretiva. Procurando dar “status” à nova chapa e garantir a divulgação, o bom Aurélio convidou para a vice-presidência o “sportsmen” Tolentino Miraglia, que tentava implantar um “jornal de Sports” em BH, chamado “O Treno”(sem o i). Giuseppe Perona foi chamado para a Secretaria, secundado por Giuseppei Baptiste Zolini. Por ser iniciado em contadoria e livros e por ter idade para assinar (+ de 21 anos), Hammleto Magnavacca foi escolhido Tesoureiro, e pela ajuda financeira para a aquisição de camisetas, bolas e rede, foi homenageado Aristóteles Lodi, como segundo Tesoureiro. Para a gerência geral (ecônomo) foi entregue o cargo a Antônio Falci, sobretudo pela ligação que este já tinha com o pessoal do campo do Prado Mineiro. Importante frisar-se que, naquela época, fazer parte da diretoria significava também bancar a maior parte das despesas. Além destes ainda estavam na chapa, “convidados” por Aurélio, Antonio Pace e os fundadores Domenico Spagnuolo e G. Ranieri. Assim, a constituição ganhava os nomes para a composição da primeira diretoria. Os atletas fundadores, com exceção de Hammleto e Spagnuolo, não podiam assumir cargos na diretoria, ora pela condição financeira, ora pela idade, já que a maioria ainda não tinha 21 anos exigidos pela lei das fundações das sociedades.

NO INÍCIO NEM TODOS VIERAM

Nem todos os italianos e descendentes porém, adotaram o Palestra, por inúmeros e compreensíveis motivos, à época. Um comerciante de lacticínios da Rua Goyaz, Arthuro Savassi (membro da conhecida família radicada em Barbacena, onde atuava na área de tecelagem), foi convidado a compor o quadro, como Diretor de Patrimônio, mas declinou, gentilmente, justificando já estar ajudando ao Athlético. Ele era aparentado de outro italiano, Hugo Fracarolli, ativo desportista, que, junto ao irmão Raul, foi um dos fundadores do rival. Também outros, sobretudo pertencentes à classe mais abastada, se recusaram, à princípio, a participar da fundação do que hoje é nosso querido Cruzeiro. As razões eram diversas: Sempre muito envolvidos com o “football”, já compunham outras agremiações. Nas fundações do América, Athletico, Sete, os “buona-gentes” aparecem com destaque. E além disto, a grande maioria dos palestrinos era de moradores dos bairros Prado, Floresta, Barro Preto e Calafate, ou seja, fora dos limites das elites, demarcada pela av. do Contorno, por isso chamados sub-urbanos. Apesar de uma diretoria muito interessada, as coisas eram difíceis. Tanto que para os primeiros jogos oficiais foi usado um uniforme improvisado, composto de uma camisa toda verde, de lã, de mangas compridas, comprado por preço menor na própria Casa Ranieri, pois uma equipe (Viserpa) que a havia encomendado, se recusou a aceitá-la, tempos antes, devido ao tecido impróprio para o clima tropical.

Calções brancos e meias vermelhas, além de um losango com as iniciais SSPI, bordado, completavam a “farda”. Como naquele tempo praticamente não havia elástico, os “calções” eram amarrados ou com cintas ou com gravatas improvisadas. Esse era um hábito comum em todas as equipes.

COMEÇA A VIDA DE GLÓRIAS

A primeira partida oficial, com “registro, súmula e juiz de terno”, foi no início do mês de abril de 1921, no campo do Prado Mineiro (onde hoje existe o DI da PM), sob o apito assustado do árbitro do América*, José Hermeto Filho, contra um combinado que reunia componentes do Morro Velho de Villa Nova de Lima, o Palmeiras e alguns atletas em “tests” no América. Foi uma bela partida, assistida por bom público, e serviu para amenizar os efeitos da briga do ano anterior. O “placard” mostrou ao final a vitória palestrina por 2X0, com dois de Nani (João Lazarotti), Foram os dois primeiros goals oficiais do Palestra, hoje Cruzeiro.

No entanto, o reconhecimento e aprovação por parte da Colônia Italiana veio forte, quando num torneio promovido por membros da imprensa desportiva local, o Palestra iniciaria sua trajetória de vitórias sobre nosso arquirrival de hoje. Foi uma sonora, insofismável, formidável lavada de 3X0, com dois goals de Attilio (substituindo ao contundido Armandinho) e um de Nani. Nessa partida esteve presente, entusiasmado, o jovem Richard Howell (Dick), já aqui citado, aplaudindo com entusiasmo seus ex-companheiros de Yale, agora palestrinos, em sua despedida do Brasil, já que retornaria dias depois à sua terra de origem.

Interessante observar que Aurélio Noce, o presidente, naturalmente muito ocupado com seu comércio, dividia com o irmão Alberto a função de coordenar o recém nascido clube. Ficou, em verdade, menos de um ano à frente, passando o bastão para o irmão, que também fora atleta. Noce. Na gestão deste, grande impulso teve o Palestra com a aquisição do terreno para a construção do Estádio do Barro Preto, cujas instalações foram inauguradas em 1923, aí sim, com grande festa.

**Palestra- o termo vem do grego Pale (luta) e era o local onde se realizavam os jogos e luctas, em Atenas e posteriormente em Roma (Greco-romana).

* Naquele tempo cada clube apresentava seu juiz, ou refereer scorer. Estes eram usados como partes neutras nas partidas de outras equipes.

– Inclusão de fotos, texto e arquivos de Romeo Della Volpi, Dr. Gotardo N. Diniz, Arquivo Público Mineiro, Hemeroteca da Biblioteca Luís Bessa, Comitê Dante Alighieri de Barbacena, J.Bonfiogli.

-Informações históricas obtidas “in vitae” através da declaração de Julio Lazarotti (meu pai), Eudo Lazarotti (filho de João Lazarotti, Tio Nani), Armando Bazolli (Armandinho), Maria Lazarotti Ragazzi (Tia), Ítalo Fratezzi (Bengala), Beniamino Gasparonni, Ignez Della Volpi Vivacqua, Benevenuto Volpini, e outros, todos de saudosa e grata memória). Gravação de depoimentos através de fitas de rolo (Akai), cedidas por Ramos de Carvalho da Rádio Minas. arquivo pessoal de Jura Lazzarotti.

Na semana seguinte, em todos os locais onde se reunia a colônia italiana, o assunto era um só: A Squadra Palestrina era formidável, entusiasmante! A partir daí (desse jogo), houve a consolidação do Palestra como polo convergente da voluntariosa scuderie itálica em Minas

Descolonização

Como vimos, ao contrário do que se comenta (inclusive no “site oficial” do Cruzeiro), o começo foi difícil, marcado pela dedicação dos atletas-operários, sendo que o apoio e a ajuda de algumas famílias da elite italiana, com presença maciça nos “derbys” do Prado Mineiro, não aconteceu de forma automática e imediata.

Nos últimos anos uma informação errada, que imaginamos ser fruto de confusão não intencional, tem percorrido os sites e publicações acerca da fundação e história do Cruzeiro.

Ei-la: “aproveitando a presença do cônsul da Itália em Belo Horizonte, os italianos e descendentes decidiram fundar um time que os representasse, e aí nascia o Palestra Itália, com reuniões na Casa Di Itália“…e daí por diante.

O anacronismo denuncia claramente o erro, engano. O Cônsul da Itália não veio a Belo Horizonte, naquela época. Ele morava aqui! Aliás, o Consulado Italiano foi instalado na Nova capital em Maio de 1902 ! O cônsul à época do surgimento do Palestra Itália, sr. Venanzio, não gostava do “calccio”, mas prometeu a Aurélio Noce que iria ajudar. Só que esta ajuda nunca aconteceu efetivamente. A Casa Di Itália*por sua vez, foi construída em 1935 ! Ela deu implemento a grandes obras, como o Colégio Marconi, o Instituto Monte Calvário, Instituto Dante Alighieri….todas voltadas para as elites. O que era instalado na rua Tamoios, 341, em 1921 (aliás, desde 1897) era, uma casa de apoio à população pobre, moradora nos então subúrbios da Floresta, Barro Preto, Prado e Calafate. Era a Societá Operaia Italiana di Beneficenza i Mutuo Soccorso, vinda de Ouro Preto. A inclusão do Palestra como uma das realizações da CI, portanto, uma impropriedade.

A mistura de fatos é quem gera essa confusão. Por ocasião da inauguração do busto metálico de Dante Alighieri (VI Centenário de sua morte) e visita do Príncipe Umberto Di Savoya à Bahia, em Agosto de 1922, veio a Bello Horizonte um representante do Governo Italiano, o Conde Belli di Sardis (na Turquia), que junto ao cônsul em BH, foi assistir a um jogo do Palestra, no Prado Mineiro, contra a equipe do América. Comemorava-se naquele tempo “La Settimana Italianni”. Foi a única apresentação nos dois primeiros anos de existência da SSPI, para a chancelaria oficial. E o Palestra perdeu.

Em 1921 (ainda com os humores da terrível febre espanhola que se abateu sobre o mundo), a mais importante visita a BH foi a da rainha da Bélgica, Já em 1923, com a inauguração das instalações do “stadium” no Barro Preto, aí sim, houve festa e celebrações, com presença de fidalgos, condes, consulesa, e outros figurões. Aconteceram homenagens, Baile das Rosas e outras coisas, mas só nessa época. Antes não. Falam em ” retumbantes reuniões” acontecidas em Dezembro de 1920 e em 2 de Janeiro de 1921. Essas datas se reportam à elaboração dos estatutos e dos livros bem como, leitura e indicação dos nomes para a formação da diretoria. Pra se ter idéia, a chapa só se completou em finais de março de 1921. A “Acta Inaugural da Societá Sportiva Palestra Itália”, que cita e elege o dia 2 de Setembro como o da fundação, ficava guardada numa sala especial no prédio da rua Tamóios, a partir de 1935, aí sim, na Casa D´Itália, onde aliás, eram guardados fotos, troféus, fichas de atletas e outros documentos, como os de outras entidades ligadas à colônia italiana. Por ocasiião da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, esse material foi confiscado pelo Exército, ou destruído nas depredações, em 1942, quando da tomada da “Casa D´Itália”*, pelo governo brasileiro.

Era costume, naquela época, que os documentos de clubes, sociedades e efemérides italianos, fossem também elaborados no idioma de Dante. Assim, uma cópia dessa ata, que foi concluída “a bico de penna”, com a letra bonita do recém-empossado Giuseppe Perona, foi escrita e assinada,

A ATA, E OUTRAS COISAS…

Era costume, naquela época, que os documentos de clubes, sociedades e efemérides italianos, fossem também elaborados no idioma de Dante. Assim, uma cópia dessa ata, que foi concluída “a bico de penna”, com a letra bonita do recém-empossado Giuseppe Perona, foi escrita e assinada , por mais de 70 ilustres fundadores, para efeitos de constituição, sendo que, a grande parte não estava presente à reunião. A relação da diretoria foi publicada no Jornal Minas Geraes e no Diário de Minas, em 28 de maio de 1921. A alusão de que foi usada cópia do estatuto do Palestra Itália de São Paulo (Palmeiras) é também inverídica, já que lá muitas determinações ali contidas não eram aceitas pelos “de Minas”, dentre as quais, a adoção no uniforme da Cruz de Savoya*, já que isto contrariava grande parte dos imigrantes. Consta que esta “Actta” ficou de posse de um dos conselheiros do Comitê Dante Alighieri, Arrigo Boschi Camppidoglio. Uma foto de ata que tem sido mostrada é de 19 de Janeiro de 1921, e só traz da página 6 em diante. Por ocasião da “chiamatta” empreendida por Benito Mussollini, este retornou à Europa, onde se alistou no exército do Duce.

Em 1964, Julio Lazarotti, meu pai, recebeu de um primo (Vicenzo Zatta) a notícia de que em Padova, em casa de parentes de Arrigo, se encontrava o precioso documento. Naquele tempo a comunicação era difícil, e a viagem para a Itália cara,. Mas, a busca desse documento era possível, sobretudo porque os Lazarotti* são provenientes daquela região.

Consta que esta “Actta” ficou de posse de um dos conselheiros do Comitê Dante Alighieri, Arrigo Boschi Campidoglio. Uma foto de ata que tem sido mostrada é de 19 de Janeiro de 1921, e só traz da página 6 em diante. Por ocasião da “chiamatta” empreendida por Benito Mussollini, este retornou à Europa, onde se alistou no exército do Duce.

No dia do Mineirão……

No dia 3 de setembro de 1965, uma sexta feira, na Rua Bonfim, na Fábrica de Massas Orion, Julio Lazarotti se encontrou com o presidente Felicio Brandi, já que este se interessou vivamente em buscar a “Actta”, ou promover os meios para tanto.

Presente à reunião estava também o radialista Aldair W. Pinto, que finalizava com o presidente os acertos para a instalação da Charanga Alvi Celeste. Essa data é fácil de ser gravada, pois era a sexta feira que antecedia à inauguração do Mineirão. Nesta reunião eu estava presente. O grande presidente celeste, (inesquecível, inapagável), era um apaixonado pela história e fundação do Cruzeiro/Palestra, e sobretudo pela manutenção dos laços da origem com suas raízes italianas, e entabularam-se os planos para os contatos, a viagem e procura do “registro de nascimento”. No entanto, com as complicações derivadas da revolução de março de 64, com o barramento da expedição de passaportes e etc. o empreendimento foi suspenso.

Recentemente um de meus filhos, também Julio, retomou a busca, e está na captura, na expectativa de localizar o manifesto, e indícios recentes em Limena, na província padovana, mostram que a procura está perto do objetivo almejado.

ATITUDES PIONEIRAS

Não se pode deixar de ressaltar dois fatos importantes na história o Palestra/Cruzeiro, que são estandartes a aumentar nosso orgulho e admiração pela nação celeste:

1- Em 1925, por iniciativa interna, jogadores e dirigentes, decidiram suprimir dos estatutos a cláusula que tornava a agremiação exclusiva de italianos e descendentes. As outras equipes ainda permaneciam herméticas, e seguiram o Palestra, após essa decisão. Isso ensejou o registro do jogador sírio-libanês Nereu, na esquadra do Barro Preto. Abria-se definitivamente para o mundo as portas do clube.

2- Também nessa época, o Palestra encaminhou à LMDT a ficha de Bento, o primeiro atleta negro registrado em Minas Gerais, irmanando-se na iniciativa de Vasco e Flamengo do Rio, Corínthians e Portuguesa em SP, Grêmio de PA, e Metropol de Curitiba, seguido por todos os outros, encerrando o estigma contra nossos fabulosos craques coloridos. Mais uma vez ficava patenteada a missão pioneira e social do pavilhão celeste.

CRUZEIRO…CRUZEIRO QUERIDO…

Em 1936 uma corrente de conselheiros do Palestra, que a esta altura já era Sociedade Esportiva Palestra Itália, sugeriu a troca de nome da equipe para Palestra Mineiro, devido à confusão que se formava com a agremiação homônima de São Paulo, hoje Palmeiras. A proposta foi rejeitada. Porém, em 1942, com a entrada do Brasil na guerra, e a perseguição oficial contra os chamados “países do Eixo”- Itália, Alemanha e Japão-, o presidente Getúlio determinou que se mudassem todos os nomes que fizessem referências aos então “inimigos”. Impôs-se a troca do Palestra. Primeiro para Palestra Mineiro e Ypiranga (que não duraram uma semana) e em seguida, por sugestão de um dos presentes, colocada em discussão pelo então conselheiro e ex-presidente Oswaldo Pinto Coelho, surgiu o nome Cruzeiro. Era final de setembro de 1942. Mas ainda aí houve resistências, sobretudo porque à época, uma equipe se destacava no futebol interiorano, da cidade de Honório Bicalho, chamada Cruzeiro Futebol Clube, que já tinha então, uns 10 anos de existência (segundo informes, esse Cruzeiro ainda existe). A proposta,(aí sim, de Osvaldo Pinto Coelho) de se colocar as 5 estrelas no escudo foi efusivamente recebida, encerrando todas as divergências, em 7 de Outubro de 1942, mais uma inesquecível quarta feira. O manto celeste, abençoado pela constelação pentaestelar, se consagrava, para glória, alegria e orgulho de toda a nação do amado, imperecível, sempre querido Cruzeiro Esporte Clube!

ITÁLIA… BRASIL… PALESTRA… CRUZEIRO!

Jurandir Lazzarotti ( Filho de Julio Lazzarotti )

Até 1995 a família italiana sempre esteve à frente, definindo os destinos celestes. Os presidentes e diretorias sempre trouxeram a marca dos imigrantes ou oriundis: Os irmãos Aurélio e Alberto Noce, Mário Grosso, Ciro Poni, Romeo de Paoli, Pelegrinni, Falci, Lunardi, Miguel Perrela, Gasparini, Grecco, Armanelli, Tamietti, Benito, Salvador e César Masci, Furletti, Lambertucci, e Felício Brandi, além das gestões de Antônino Braz, Divino Ramos, José Lemos, Manoel Campos, Pinto Coelho, Antônio Lobo, como presidentes, sempre tiveram a seu lado, compondo as mesas diretivas, a presença de históricos italianos e descendentes, aparecendo em franca, manifesta e bem vindas maiorias. Desde 1995, com o início da dinastia dos irmãos Zezé e Alvimar Oliveira (apelidados de Perrela), percebe-se a ausência de elementos representativos das origens e base do Palestra/Cruzeiro. Não acreditamos haver uma política de “italofobia”, mas é, no mínimo estranho, que nos quadros das ultimas 8 gestões, numa locação total de mais de 120 cargos diferentes, não haja a presença de italianos ou descendentes! Basta conferir as chapas. E a cada sequência, a exclusão mais se acentua. Com pelo menos 1500 famílias (mais de um milhão de pessoas só na RMBH) de origem italiana, conforme o IBGE de 2006, e pelas raízes inextinguíveis (ainda que forças mercantis se empenhem no contrário), há de se exigir a presença, a marca, a manifestação concreta destes, no acompanhamento dos rumos e objetivos de nosso Zerão querido. A par das brilhantes conquistas, das vitórias emocionantes, nenhum cruzeirense, sobretudo os palestrinos, aceita ou admite quaisquer hipóteses de transformar o Clube Celeste em propriedade comercial privativa, de grupos ou empresas, sejam quais forem os motivos e atores envolvidos. No Palestra e na família destes está o DNA, o embrião, a origem do Cruzeiro. Tentar apagar isso, isolar os italianos e seus descendentes, é tentar separar a alma. E, pra quem sabe ler, “de que adianta ganhar o mundo, e perder a alma?”

Mesmo que surjam as estratégias internacionais, com os “tradings” e “corporations”, a colônia está atenta, vigilante, e quer continuar compartilhando dessa empreitada com todos os outros, oriundis ou não. E não permitirá o desvio dos destinos vitoriosos e heróicos de nosso original Palestra Itália, sempre Palestra, sempre Itália, sempre Brasil, sempre CRUZEIRO!!!

ALLE…Alle…Itália…Palestra…Cruzeiro…Brasil…


OS TIMES DOS ITALIANOS NO BRASIL

“O Cruzeiro e o Palmeiras foram fundados pelas colônias italianas de Minas e de São Paulo, respectivamente. O antigo nome de ambos era Societá Sportiva Palestra Itália. Com a Segunda Guerra Mundial, foram obrigados a mudar de nome. Mesmo assim, continuam tendo grande influência dos italianos. Isso é fácil de perceber na direção original dos clubes e na presença de bandeiras e camisas italianas nos jogos desses times.”

O Cruzeiro Esporte Clube

Até 1940, o clube teve o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália, porém, o conflito que ensangüentava o mundo na ocasião teve reflexos na vida política de nossa nação.

Com o rompimento de relações com os países do Eixo (Itália, Alemanha e Japão), redundou na mudança do nome, de Sociedade Esportiva Palestra Itália para Sociedade Esportiva Palestra Mineiro.

Em 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália, os italianos de Belo Horizonde ficaram em situação difícil. E, para evitar maiores problemas, o Presidente Ennes Cyro Poni resolveu, arbitrariamente e sem consultar o Conselho Deliberativo, mudar o nome Sociedade Esportiva Palestra Mineiro para Ypiranga.

Esse nome não teve, porém, as simpatias do Conselho, o qual, pela palavra do Presidente do Conselho, Dr. Oswaldo Pinto Coelho, desaprovou-o, sendo escolhido por unanimidade o de Cruzeiro Esporte Clube. Ao mesmo tempo, eram mudadas as cores do clube, que passaram de verde e vermelho para alvi-celeste, camisa azul com escudo em formato circular, também azul, tendo ao centro o principal símbolo do País – a constelação do Cruzeiro do Sul.

Somente, porém, em novembro de 1942, que o Cruzeiro Esporte Clube fez sua primeira apresentação ao mundo esportivo, envergando a camisa azul-estrelada. A primeira apresentação como Cruzeiro Esporte Clube aconteceu no dia 11 de novembro de 1942, no campo do América, num jogo arbitrado por João Narciso. O Cruzeiro Esporte Clube venceu o América por 1 a 0, com gol de Ismael, aos 38 minutos do 1º tempo. A escalação do Cruzeiro: Geraldo II, Gerson e Azevedo; Rizão, Juca e Caieirinha; Nogueirinha, Orlando Fantoni, Niginho, Ismael e Zezé Papatela. Técnico: Bengala. América: Aldo, Lulu, Pescoço, Cabral, Célio Bizzoto, Du, Coquinho, Alfredinho, Gabardinho, Gerson e Cara Larga. Técnico: Jacyr de Assis.

Com a inauguração do Mineirão, o Gigante da Pampulha, em 1965, o Cruzeiro transformou-se, definitivamente, em uma potência do futebol nacional e ficou conhecido em todo o mundo. O time azul revelou para o Brasil e para o mundo craques como Raul, Pedro Paulo, Willian, Procópio e Neco.  Piazza, Dirceu Lopes e Tostão. Natal, Evaldo e Hilton Oliveira, e muitos outros, tendo sido a primeira grande força do futebol brasileiro fora do eixo Rio-São Paulo.

A “China Azul”

Com a conquista da Taça Brasil de 1966 e do pentacampeonato mineiro de 1965 a 1969, o clube passou a ter a maior torcida do estado. Era tão visível o aumento progressivo da torcida cruzeirense que o então escritor Roberto Drummond, que era atleticano, comparou o aumento ao índice demográfico anual da China, que é o país mais populoso do mundo, fazendo com que a crônica esportiva mineira passasse a se referir à massa cruzeirense como a “China Azul”.

E, após o título da Taça Libertadores de 1976, a paixão pelo Cruzeiro ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais e o time comandado por nomes como Raul, Nelinho, Palhinha, Joãozinho e Zé Carlos passou a ser um dos clubes mais respeitados do futebol mundial.

16 Respostas

  1. ese time e o melhor time do mundo
    o cruzeiro hoje e uma seleçao

  2. cruzeiro minha razão de viver minha vida minha paixão a amior torcida de Belo Horizonte Minas Gerais!!!são milhoes de apaixonados por todo o mundo a imprenssa mineira que é totalmente parcial ao atlético morre de inveja!!!!

  3. A maior torcida de Belo Horizonte e Minas Gerais desculpem o erro do texto acima!!!!

  4. O Cruzeiro e o Barcelona do Brasil.Como o Montillo e o Messi do Brasil.

  5. So seis no Atletico..

  6. Grande texto, parabéns camarada!

  7. como um fanático torcedor do cruzeiro, foi para mim um verdadeiro fato da historia do cruzeiro que tive o prazer de ver e ler, jamais contada, pois estou pesquisando na internet,os campeonatos mineiros conquistados pelo cruzeiro com as suas escalações e fotos diversas das épocas de suas conquistas e não consigo. Mas tive o prazer de ler a historia mais completa da criação do cruzeiro que nem o próprio clube e outros sites blogs contam direito.
    valeu

  8. meu amor pelo cruzeiro é igual céu e mar iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinfinito!!!!

  9. Isso é uma história Cruzeiro querido.

  10. nó e mt bom e eu sou apaixonada com o cruzeiro tenho sangue azul fale quem quizer falar

  11. cruzeiro hj e sempre.sempre arrebentando com as cocotas.kkkkkkkk

  12. Cruzeiro o Guerreiro Dos Gramados Sou Cruzeirense Apaixonado !!! …

  13. cruzeiro cheio de titulo e a cada dia deus vem capacitando esse time de ser mais uma vez canpeão vai cruzeiro

  14. cara isso pra mim me deixou com mais orgulho do nosso clube , foi uma experiência inesquessível para mim saber que o cruzeiro é um dos maiores times brasileiros

  15. no trecho abaixo o nome “Nelsinho” está errado: Correto: Nilsinho (Nilson Soares Rodrigues) – meu irmao mais velho, felecido em janeiro de 1983/4(nao tenho certeza) – sepultado no Bonfim – tumulo dos ex-atletas do Cruzeiro – a pedido do generoso Piazza..

    Duas facções passaram a disputar o poder no Cruzeiro, no final dos anos 50. Uma corrente era a do Barro Preto, formada por pessoas ligadas ao esporte especializado. A outra era dos chamados oriundi, onde sobressaíam Antonino Pontes, Hélio Volpini, Carmine Furletti e Felício Brandi, homens ligados ao futebol do clube. No final, as duas alas acabaram unidas, com Antonino Pontes assumindo a presidência. O time foi reformulado, recebendo jogadores vindos do interior e da várzea, casos dos zagueiros Procópio e Massinha, do

    meia-direita “Nelsinho” e do atacante Gradim, entre outros. O

    Cruzeiro conquistou o título de 1959. Em 1960, estreando um novo uniforme, com pequenas modificações, o Cruzeiro conquistou o bicampeonato.

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