Ronaldo

RONALDO – centroavante
Atuou em 1993 e 1994 – 58 jogos, 56 gols.
Ronaldo Luiz Nazário Lima (Rio de Janeiro, RJ, 22/09/1976). Veio para o júnior do Cruzeiro, em março de 1993, quando foi oferecido pelo ex-jogador do clube, o ponta-direita Jairzinho, que garantiu aos dirigentes cruzeirenses que havia descoberto “o maior jogador do mundo”. Ronaldo havia sido oferecido ao São Paulo, mas o treinador Telê Santana recusou alegando que o Clube já tinha jogadores na posição. O Cruzeiro pagou a empresa de Jairzinho US$ 50 mil por 55% do passe.

Sua estréia com a camisa do júnior do Cruzeiro aconteceu em 23/03/1993, contra os amadores do Botafogo de Matosinhos-MG, na preliminar de Cruzeiro e Desportiva-ES, pela Copa do Brasil, no Mineirão. Ronaldo marcou dois gols na goleada de 4 a 1. Tornou-se o principal destaque do time júnior ao conquistar naquele ano a Supertaça Minas Gerais e a Copa Belo Horizonte de Futebol Junior tornando-se o artilheiro em ambas as competições.

Quando o Cruzeiro avançou para a fase semifinal da Copa do Brasil, o técnico Pinheiro poupou os titulares e escalou o mistão para as partidas do Campeonato Mineiro e o júnior Ronaldo passou a ser relacionado. Foi escalado como titular contra a Caldense, na 11ª rodada da 1ª fase, em 25/05/1993, em Poços de Caldas. O Cruzeiro venceu por 1 a 0 com gol do meia Ramon Menezes.

Com a venda do atacante Cleison para o Belenenses, de Portugal, Ronaldo foi promovido aos profissionais e passou a disputar posição com Tôto. Ambos se revezaram nas partidas que o time fez numa excursão a Portugal, mas Ronaldo ganhou a titularidade após uma grande atuação contra o Peñarol, do Uruguai, no estádio da Antas, na cidade do Porto, quando desequilibrou a partida com uma grande atuação.

Na Supercopa de 1993 sagrou-se o artilheiro com 8 gols e recebeu os apelidos de “Matador Azul”, pelo locutor da TV Bandeirantes, Januário de Oliveira. Era a primeira vez que o termo matador foi utilizado para se definir um artilheiro do futebol no país e que acabou lançando moda.

Em 02/11/1993 recebeu seu primeiro aumento de salário. Ronaldo recebia Cr$ 10 mil mensais – menos do que o salário mínimo que era Cr$ 12 mil. Dias depois, em 10/11/1993, foi convocado pela primeira Vez para a Seleção Brasileira para um amistoso contra a Alemanha (1 a 2), em 17/11/1993. Voltou a ser novamente convocado em 17/12/1993 para amistoso contra o México.

Ronaldo deslanchou na temporada de 1994. Em seu primeiro clássico contra o Atlético, no Campeonato Mineiro, confirmou a sua fama de carrasco do galo, que havia adquirido no junior, marcando 3 gols, na vitória de 3 a 1. Naquele jogo entortou com uma seqüência de dribles de corpo o experiente zagueiro Kanapkis, da Seleção Uruguaia.

Na Libertadores, marcou um dos mais belos gols da história do Mineirão, quando apanhou uma bola do meio de campo e driblou toda a defesa do Boca Juniors marcando o gol da vitória por 2 a 1 e da classificação para a 2ª fase. Lançou moda com o drible da letra que aplicou, pela primeira vez, numa partida contra o Uberlândia, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro.

Foi naquele ano que ocorreu sua estréia na Seleção num amistoso contra a Argentina, em 23/03/1994, na vitória de 2 a 0, quando teve o seu nome alterado para Ronaldinho, por causa de um outro Ronaldo, que era zagueiro. No amistoso seguinte, contra a Islândia, marcou o seu primeiro gol com a camisa da Seleção, na vitória de 3 a 0.

Em abril de 1994 o Cruzeiro pagou o restante de seu passe por US$ 1 milhão. Os empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins pagaram a parte que cabia a Jairzinho e Leo Rabello e passaram a gerenciar a carreira do atleta.

Após o Campeonato Mineiro que sagrou-se campeão e artilheiro com 22 gols foi convocado para a Copa do Mundo dos Estados Unidos. Sagrou-se campeão, mas não participou de nenhum jogo.

Após a Copa, ainda disputou mais uma partida pelo Cruzeiro, num amistoso contra o Botafogo, no Mineirão, quando marcou o seu último gol com a camisa cruzeirense. Antes da partida, a diretoria confirmou a sua negociação para o PSV Eindhoven, da Holanda, por US$ 6 milhões. Era a maior transação de um jogador brasileiro para o exterior, até aquele ano. Ronaldo atuou apenas o 1º tempo daquele jogo.

Campeão no Cruzeiro: Campeonato Mineiro 1994; Supertaça Minas Gerais Júnior 1993;
Copa BH Júnior 1993

Artilheiro pelo Cruzeiro: Supercopa 1993, com 8 gols; Campeonato Mineiro 1994, com 22 gols; Copa BH de Juniores 1993, com 9 gols; Supertaça Minas Gerais Junior 1993 com 9 gols

Seleção Brasileira (como jogador do Cruzeiro): convocado para a Seleção Sub20 para um torneio nos Estados Unidos, em junho de 1993; convocado em 10/11/1993 para amistoso contra a Alemanha (1 a 2) em 17/11/1993; convocado em 17/12/1993 para amistoso contra o México; Jogou contra a Argentina 23/03/1994 ; Jogos contra a Islandia 26/03/1994 e marcou 1 gol

Campeão pela Seleção Brasileira (como jogador do Cruzeiro): Copa do Mundo 1994

Fonte: Henrique Ribeiro (Almanaque do Cruzeiro)

___________________________________________________

Jogos de Ronaldo pela equipe profissional do Cruzeiro (por Henrique Ribeiro)

1993

1 – 25/05 – 1 X 0 Caldense
Campeonato Mineiro – Ronaldo Junqueira (Poços de Caldas-MG)

2 – 28/07 – 2 X 1 Atlético
Amistoso – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

3 – 03/08 – 2 X 0 Belenenses (POR)
Amistoso – Restelo (Lisboa-Portugal) – GOL 1

4 – 06/08 – 1 X 1 Benfica (POR)
Amistoso – Luz (Lisboa-Portugal)

5 – 07/08 – 3 X 0 Peñarol (URU)
Amistoso – Torneio do Porto – Antas (Porto-Portugal) – GOL 1

6 – 08/08 – 1 X 3 Porto (POR)
Amistoso – Torneio do Porto – Antas (Porto-Portugal)

7 – 17/08 – 0 X 1 América
Amistoso – Independência (Belo Horizonte-MG)

8 – 25/08 – 0 X 0 Ideal
Amistoso – Mendes Brito (Ipatinga-MG)

9 – 29/08 – 2 X 1 Guarani
Amistoso – Waldemar Faria (Divinópolis-MG) – GOLS 2 (1 de cabeça)

10 – 07/09 – 0 X 2 Corinthians
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

11 – 12/09 – 3 X 1 Bahia
Campeonato Brasileiro – Fonte Nova (Salvador-BA) – GOL 1

12 – 15/09 – 0 X 1 Bragantino
Campeonato Brasileiro – Marcelo Stéfani (Bragança Paulista-SP)

13 – 18/09 – 1 X 2 Flamengo
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

14 – 26/09 – 0 X 0 São Paulo
Campeonato Brasileiro e Recopa – Morumbi (São Paulo-SP)

15 – 29/09 – 0 X 0 São Paulo
Campeonato Brasileiro e Recopa – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

16 – 03/10 – 0 X 3 Internacional
Campeonato Brasileiro – Beira Rio (Porto Alegre-RS)

17 – 05/10 – 6 X 1 Colo Colo (CHI)
Supercopa – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 3 (1 de cabeça)

18 – 09/10 – 3 X 0 Botafogo
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 1 (de cabeça)

19 – 12/10 – 3 X 3 Colo Colo (CHI)
Supercopa – Monumental (Santiago-Chile) – GOLS 2

20 – 17/10 – 1 X 0 Botafogo
Campeonato Brasileiro – Caio Martins (Niterói-RJ) – GOL 1

21 – 20/10 – 1 X 2 Nacional (URU)
Supercopa – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1 (de cabeça)

22 – 24/10 – 1 X 2 Flamengo
Campeonato Brasileiro – Maracanã (Rio de Janeiro-RJ)

23 – 28/10 – 3 X 2 Nacional (URU)
Supercopa – Centenário (Montevidéu-Uruguai) – GOLS 2

24 – 31/10 – 1 X 0 Bragantino
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

25 – 05/11 – 1 X 1 São Paulo
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1 (de cabeça)

26 – 07/11 – 6 X 0 Bahia
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 5 (2 de pênalti e 1 de cabeça)

27 – 10/11 – 1 X 2 Corinthians
Campeonato Brasileiro – Pacaembu (São Paulo-SP)

28 – 14/11 – 4 X 1 Internacional
Campeonato Brasileiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

29 – 28/11 – 4 X 0 Flamengo (Sto. do Monte)
Amistoso – Beraldino Batista (Sto. Antônio do Monte-MG) – Ronaldo fez aos 41’, 50’, 67’ e aos 79’ (GOLS 4), 3 de pênalti

1994

30 – 30/01 – 4 X 2 Villa Nova
Campeonato Mineiro – Bonfim (Nova Lima-MG) – GOL 1 (de pênalti)

31 – 02/02 – 0 X 0 Democrata-GV
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

32 – 05/02 – 2 X 0 Mamoré
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

33 – 10/02 – 1 X 1 Yomiuri Verdy (JAP)
Amistoso – Copa Tóquio Dome I – Tóquio Dome (Tóquio-Japão)

34 – 13/02 – 3 X 1 Jubilo Iwata (JAP)
Amistoso – Copa Tóquio Dome II – Tóquio Dome (Tóquio-Japão) – GOLS 3

35 – 20/02 – 4 X 2 Valério
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 2

36 – 23/02 – 2 X 0 Atlético TC
Campeonato Mineiro – Elias Arbex (Três Corações-MG) – GOLS 2

37 – 25/02 – 3 X 0 Alfenense
Campeonato Mineiro – Francisco Vilela (Alfenas-MG) – GOLS 2

38 – 27/02 – 1 X 0 Uberlândia
Campeonato Mineiro – Parque do Sabiá (Uberlândia-MG) – GOL 1

39 – 02/03 – 0 X 2 Palmeiras
Copa Libertadores – Parque Antártica (São Paulo-SP)

40 – 06/03 – 3 X 1 Atlético
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 3 (1 de pênalti)

41 – 09/03 – 1 X 1 Velez Sarsfield (ARG)
Copa Libertadores – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1 (de cabeça)

42 – 13/03 – 2 X 0 América
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

43 – 16/03 – 2 X 1 Boca Juniors (ARG)
Copa Libertadores – La Bombonera (Buenos Aires-Argentina)

44 – 25/03 – 2 X 1 Palmeiras
Copa Libertadores – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

45 – 27/03 – 8 X 0 Villa Nova
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 2 (1 de cabeça)

46 – 01/04 – 0 X 2 Velez Sarsfield (ARG)
Copa Libertadores – José Amalfitani (Buenos Aires-Argentina)

47 – 03/04 – 1 X 1 Mamoré
Campeonato Mineiro – Waldomiro Pereira (Patos de Minas-MG) – GOL 1 (de pênalti)

48 – 06/04 – 2 X 1 Boca Juniors (ARG)
Copa Libertadores – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

49 – 10/04 – 4 X 1 Atlético TC
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

50 – 13/04 – 3 X 1 Caldense
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 2 (1 de cabeça)

51 – 17/04 – 1 X 1 Valério
Campeonato Mineiro – Israel Pinheiro (Itabira-MG)

52 – 21/04 – 0 X 1 Union Española (CHI)
Copa Libertadores – Santa Laura (Santiago-Chile)

53 – 24/04 – 4 X 0 Uberlândia
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOLS 3 (1 de pênalti)

54 – 28/04 – 0 X 0 Union Española (CHI)
Copa Libertadores – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

55 – 01/05 – 1 X 1 Atlético
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG)

56 – 08/05 – 6 X 1 América
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

57 – 15/05 – 1 X 0 Patrocinense
Campeonato Mineiro – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1 (de cabeça)

58 – 07/08 – 1 X 1 Botafogo
Amistoso – Mineirão (Belo Horizonte-MG) – GOL 1

Total de Jogos: 58
Total de Gols: 56 (10 de pênalti e 10 de cabeça)
Média de gols: 0,96

__________________________________________________

SUA HISTÓRIA NUM TODO

Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo, Ronaldinho ou Ronaldo “Fenômeno” (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1976), atua como centroavante. Atualmente (fevereiro de 2010), joga pelo Corinthians.

Inicialmente conhecido como Ronaldo, por algum tempo foi chamado de Ronaldinho. O diminutivo surgiu na Copa do Mundo 1994, quando a  Seleção Brasileira foi com dois Ronaldos; o mais velho, jogador do São Paulo, , tornou-se Ronaldão. O apelido de Fenômeno surgiu em sua arrebatadora temporada no Barcelona.

É o maior artilheiro da história das Copas do Mundo com quinze gols. É um dos poucos jogadores que estiveram dos dois lados de duas grandes rivalidades europeias: ele defendeu os espanhóis Barcelona e Real Madrid e os milaneses Internazionale e Milan.

Iniciou seu caminho no futebol no futsal do Valqueire Tênis Clube, transferindo-se cedo para o Social Ramos Clube do Rio de Janeiro, para logo em seguida mudar-se para o São Cristóvão, também carioca. Porém foi no Cruzeiro que se profissionalizou e alcançou a fama como atleta no segundo semestre de 1993.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Primeiros anos

Ronaldo teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas em Bento Ribeiro para jogar futsal no clube Valqueire Tênis Clube, perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.

Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por US$ 7.500. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria “perdido” por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o emprésario Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolor, que só quis pagar até 15 mil.

Jairzinho o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino. Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 que disputou no campeonato sul-americano da categoria, em que o garoto foi artilheiro com oito gols, enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993, primeira e única vez em que o time não se classificou para o torneio.

Do Cruzeiro para a Seleção

Foi com 16 anos que Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time à Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio.

Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa d’Os Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida.Voltou da excursão por despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo com proposta de 500 mil dólares – uma valorização de 1000% do seu passe em cinco meses. Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro daquele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.

Destaque da equipe cruzeirense naquele Brasileiro, Ronaldo marcou 12 gols no torneio nacional em 14 partidas, tendo sido o terceiro maior goleador da competição. Em uma de suas memoráveis partidas, o atacante marcou 5 gols contra o Bahia, humilhando o celebrado goleiro adversário, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, que perdeu a bola para ele em um dos gols. Jogando também na equipe júnior, foi artilheiro do Cruzeiro na Supertaça Minas Gerais e tirou o clube de um jejum de quatro anos sem vencer o rival Atlético-MG na categoria.

Ainda naquele ano, o jovem Ronaldo sagrou-se artilheiro da Supercopa da Libertadores, com 8 gols, e foi convocado para jogar na Seleção Brasileira sub-17. A decisão seguinte foi a Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo. Nela, Ronaldo teve seu primeiro grande revés como profissional: a decisão encaminhou-se para os pênaltis e Zetti defendeu a cobrança do jovem, garantindo o título aos tricolores. O ano terminou com o seu passe valendo 10 milhões de dólares.

Na temporada seguinte, em 1994, Ronaldo seguiu mais uma vez como destaque do Cruzeiro. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 21 gols. Logo, o jovem jogador chamou a atenção de clubes europeus e, em uma transferência de US$ 6 milhões, vai para o PSV Eindhoven (dos Países Baixos). Ronaldo deixou o Cruzeiro pouco antes da Copa do Mundo 1994, com uma marca de 57 gols em 59 partidas.

Artilheiro no PSV

No PSV Eindhoven, da Holanda, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 67 gols em 71 partidas oficiais. No Campeonato Neerlandês, , mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o que lhe atrapalhava na comunicação com os colegas), foi artilheiro com 30 gols, doze a mais que o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie – o PSV terminou em terceiro.

A Inter de Milão continuava a rondar – ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar com o jogador na véspera de um Brasil x Uruguai (em que ele marcou os dois gols na vitória por 2 x 0). Os interistas, no momento, acabaram fechando com outro membro da delegação brasileira, Caio.

Ainda em 1995, seus primeiros problemas no joelho começaram a se manifestar. A primeira cirurgia ocorreria em fevereiro do ano seguinte, após uma ressonância magnética constatar inflamações nos joelhos e calcificação no direito, joelho em que passou então por uma “raspagem” na cartilagem. Apesar da recomendação de passar por uma recuperação lenta, no final de abril Ronaldo já estava de volta aos campos, mas frequentando o banco. A reserva imposta pelo técnico Dick Advocaat começou a irritá-lo. Ronaldo não perdoaria o treinador após ser usado apenas nos quinze minutos finais da decisão da Copa dos Países Baixos. O torneio foi conquistado, no que seria a última partida do jovem na equipe da: voltaria dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996 já como jogador do Barcelona.

Surge El Fenómeno

No meio daquele ano, Ronaldo transferiu-se para o Barcelona, da Espanha, por US$ 20 milhões, à semelhança de sua dupla de ataque na Seleção Brasileira, Romário, outro a sair do PSV rumo ao Barça. Ronaldo faria juz ao dinheiro gasto, fechando o ano de 1996 com dezessete gols em vinte partidas. Acabaria eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA. Suas atuações lhe valeram o apelido de El Fenómeno.

A temporada 1996/97 encerrou-se sem o título espanhol, que por dois pontos ficou com o rival Real Madrid. Ainda assim, Ronaldo, artilheiro do Espanhol com 34 gols em 37 jogos, levantou a Copa do Rei e a Recopa Europeia, com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain. Feliz na Catalunha, foi com espanto que se divulgou que a Internazionale finalmente conseguira acertar com ele, pagando a multa rescisória de 32 milhões de dólares; a razão teria sido a negação de o presidente blaugrana Josep Lluis Núñezem aumentar o salário do atacante.

Os empresários Pitta e Martins, que pediram pelo aumento, negociaram com outras equipes italianas, dentre elas Juventus e Lazio, até fechar com a Inter. Ronaldo estava na Noruega, onde o Brasil faria amistoso contra a seleção local (perderia por 2 x 4), quando a transferência foi concretizada, e não escondeu a decepção em deixar o Barcelona. Ainda assim, declarou-se feliz com o desafio de jogar na Itália. O contrato seria assinado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde se realizava a Copa América.

Dificuldades na Internazionale

A Inter não ganhava o campeonato italiano havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Ivan Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais e novamente eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Ele, agora Il Fenomeno, recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).

Na Inter, Ronaldo continuou a fazer seus gols e terminaria o campeonato na vice-artilharia, com 25, dois a menos que o alemão Oliver Bierhoff, mas sendo o estrangeiro que mais gols fez em sua temporada de estreia na Série A. Entretanto, o título seria polemicamente perdido para a arquirrival Juventus, em um confronto direto em que um pênalti não-marcado de Mark Iuliano sobre ele repercutiu por semanas no país. 1997/98 veria como consolação o título da Copa da UEFA.

A temporada 1998/99 começou com a sua convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo de 1998 ainda rendendo comentários. A Inter fez um campeonato ruim e viu o outro rival, o Milan, ganhar o título. Usando finalmente o número 9 (Zamorano ficou com a camisa 1+8), Ronaldo pouco jogaria pelos nerazzurri, por diversos fatores: ora tendinite, ora compromissos com patrocinadores (Brahma, Parmalat, Pirelli e Nike), ora a Seleção Brasileira. 1999/00 seria de menos partidas ainda: em jogo contra o Lecce, estourou o joelho e teria de esperar cinco meses para voltar aos gramados.

Ronaldo voltou em 12 de abril de 2000, uma semana após o nascimento de seu filho Ronald, em jogo válido pelas decisões da Copa da Itália, contra a Lazio. Mal entrou em campo, seu joelho direito cedeu no primeiro drible, saindo do lugar. No dia seguinte, iniciou nova recuperação, desta vez bem mais lenta: oito meses foram inicialmente previstos, que depois resultariam em quinze. 2001 veio e Ronaldo continuou sua volta gradual e cuidadosamente. Voltou a jogar oficialmente em partida da Copa da UEFA, contra o Brasov, da Romênia. Pequenas contraturas e estiramentos, entretanto, impediram-no de jogar normalmente naquele ano.

A temporada 2001/02 prosseguiu com ele sendo utilizado ocasionalmente. A Inter liderava o campeonato e poderia finalmente quebrar o jejum, que se arrastava já havia doze anos. Na última rodada, a adversária seria a mesma Lazio que trazia más recordações ao atacante. Acaso ou não, a Internazionale perdeu por 2 x 4 e a taça parou na rival Juventus. Substituído no decorrer do jogo, Ronaldo chorou para as câmeras.

Tempos de mudança vieram após a surpreendente Copa do Mundo 2002. O Milão recebeu de braços abertos o comandante do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Ronaldo, entretanto, começou a forçar a sua saída. A razão seria a permanência do técnico Héctor Cúper, a quem acusava de usá-lo em campo sem condições físicas. Inicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe do Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória.

O rival Real Madrid então veio e, por 35 milhões de euros, o levou em 31 de agosto, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002/03. Ronaldo deixou a Inter tendo ganhado apenas uma Copa da UEFA em cinco anos, com a torcida sentindo enorme ingratidão do brasileiro: para eles, o atacante virou Il Fuggitivo, ainda mais em função de que outra razão para a saída seria a insatisfação do jogador em receber menos que os colegas Christian Vieri e Álvaro Recoba.

No Real Madrid

Estreou no clube merengue em partida contra o Alavés. Marcou duas vezes em vitória por 4 x 2. Apesar da ótima estreia, sofreria com vaias nos jogos seguintes, em decorrência da frequência apenas razoável de gols, e também pelo fato de que seus substitutos contumazes – Fernando Morientes, Guti e Javir Portillo – costumarem marcar nos poucos minutos em que tinham em campo. Substituições, por sinal, frequentes: nos 35 primeiros jogos em que fez pelo Real, saiu no decorrer de 22 partidas.

Mesmo eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA ao final de 2002, as vaias só sossegaram após sua grande atuação contra o Manchestes United, na Liga dos Campeões da UEFA. Na casa do adversário, em Old Trafford, Ronaldo marcou três vezes na derrota por 3 x 4, que classificou o time às semifinais. Entretanto, novamente a Juventus apareceu-lhe: o clube italiano acabou eliminando os blancos nas semifinais. A frustração foi compensada com o título espanhol, o primeiro campeonato nacional em que Ronaldo saboreou conquistar. O troféu, disputado acirradamente com a Real Sociedad, foi garantido com vitória sobre o Athletic Bilbao com dois gols dele, que, com 23 tentos, foi o artilheiro da Liga.

Ronaldo foi a terceira contratação dita galáctica do time madrilenho: os dois primeiros foram seu ex-colega de Barcelona, Luís Figo, em 2000; e o francês Zinédine Zidane, em 2001. O clube reunia ainda as estrelas mundiais Raúl e Roberto Carlos. A temporada de 2003/04 começou com um novo galático, este em que o peso das receitas de marketing eram assumidamente maiores do que o da técnica: David Beckham.

O estelar elenco acabaria naufragando nos torneios: ficou apenas em quarto no Espanhol, perdeu a decisão da Copa do Rei para o Real Zaragoza e, na Liga dos Campeões da UEFA, caiu ante ao futuro vice-campeão Monaco. O jejum continuou na de 2004/05 e 2005/06; para piorar, foram temporadas em que o rival Barcelona conseguiu o título espanhol em ambas, além da Liga dos Campeões da UEFA na segunda.

2006/07 começou sem Florentino Pérez, responsável pelas contratações galáticas, na presidência, e com o clube preocupando-se em voltar aos títulos. Ronaldo passou a ser sombreado pela contratação de Rudd van Nistelrooy. Sem espaço, constantemente criticado pelo seu peso, Ronaldo decidiu deixar o Real no decorrer da temporada. Acertou sua volta à Milão, mas não na Internazionale e sim em um rival: o Milan.

Milan

O Milan tinha poucas condições de vencer o Campeonato italiano: iniciara a competição com oito pontos negativos, como punição do envolvimento do clube no que ficou conhecido como Calciocaos, escândalo de manipulação de resultados. Na Liga dos Campeões da UEFA, Ronaldo não poderia jogar: o regulamento impedia que um mesmo jogador defendesse duas equipes diferentes, e ele já havia atuado pelo Real. Acabaria assistindo das tribunas os colegas vencerem o torneio. No Milan, ele voltou a deixar crescer os cabelos, em uma forma de diferenciar-se dos tempos de Internazionale, onde ostentava uma careca bem raspada.

A estrutura do clube rossonero permitiu-lhe descobrir que possuía hipotiredismo, razão de sua engorda. Ronaldo tratou o problema e iniciou a temporada 2007/08 cinco quilos e meio mais magro. O Fenômeno também formou um trio com os compatriotas Kaká e Alexandre Pato denominado Ka-Pa-Ro.

A promissora temporada, entretanto, acabaria para ele em 13 de fevereiro de 2008, no jogo contra o Livorno. Após substituir Gilardino no segundo tempo, Ronaldo, em sua primeira participação no jogo, acabou se lesionando na hora de um salto, saindo de campo em seguida chorando, em uma noite que relembrou a ocasião em que lesionou o joelho contra a Lazio, em 2000.

A temporada 2007/08 encerrou com ele parado e desligado do Milan, que decidiu não renovar com ele.

Treinamento no Flamengo

Após sua saída do Milan, Ronaldo manifestou algumas vezes o desejo de defender o Flamengo, do qual é torcedor declarado. O craque chegou a treinar no clube da Gávea a partir de setembro para recuperar-se da cirurgia no joelho. Já havia sido sondado pelo time do coração no início do ano, quando o Flamengo estava fazendo propostas para a Libertadores da América. Na ocasião, porém, as conversas não prosseguiram.

Já vários dias no treinamento do Flamengo, ao que parecia ele voltaria ao futebol europeu, onde havia boatos de sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.

A ida para o Corinthians

A princípio, o interesse do Corinthians na contratação de Ronaldo foi tratado como algo impossível no Parque São Jorge. Em uma reunião para falar sobre a permanência do atacante Morais na equipe corintiana, também empresariado por Fabiano Farah, o assunto Fenômeno surgiu na pauta. Após vários dias treinando na Gávea e sem receber nenhum projeto para ficar no clube, Ronaldo acertou a sua volta ao Brasil depois de 14 anos pelo Corinthians. Em 9 de dezembro de 2008, o anuncio da contratação do Fenômeno foi feito pelo presidente corintiano Andrés Sanchez através do site oficial do clube. Em 12 de dezembro, a diretoria organizou uma festa pela chegada do jogador no clube com a presença de torcedores no Estádio Alfredo Schürig. Ronaldo assinou oficialmente o contrato em 17 de dezembro. O atacante receberia o valor fixo de R$400 mil mais valor no patrocínio da camisa do clube, onde 20% seriam do patrocinador principal e 80% de manga e calção.

Durante os primeiros dois meses no Corinthians, Ronaldo realizou trabalhos físicos para que pudesse ter condições para retornar aos gramados. Aos poucos, o jogador começou a treinar junto aos demais atletas do elenco corintiano e aumentavam as expectativas para sua reestreia no futebol brasileiro.

No dia 4 de março de 2009, Ronaldo fez seu retorno ao futebol em partida contra o Itumbiara pela Copa do Brasil. O jogador, que começou o jogo entre os reservas, jogou por vinte e sete minutos durante o segundo tempo.

Na partida seguinte, no clássico contra o Palmeiras, em 8 de março de 2009, pelo Campeonato Paulista o técnico Mano Menezes novamente deixou Ronaldo entre os reservas e o colocou durante o segundo tempo. E aos 47min do segundo tempo, o “Fenômeno” marcou seu primeiro gol como jogador do Corinthians (de cabeça, após cobrança de escanteio realizada por Douglas), gol este que assegurou o empate contra a equipe palmeirense. O gol foi assunto em vários portais de notícias em todo o mundo. Três dias depois, em sua terceira partida após seu retorno ao futebol, contra o São Caetano, Ronaldo foi escalado pela primeira vez como titular. Além de jogar durante mais de 80 minutos, o atacante marcou o gol da vitória corintiana.

Na campanha do Corinthians no Campeonato Paulista, Ronaldo mostrou-se um dos principais jogadores da equipe, tendo marcado oito gols em dez partidas que disputou, e novamente chamou a atenção internacional por suas atuações destacadas, especialmente na segunda partida da semifinal contra o São Paulo e na primeira partida da decisão contra o Santos.

Jogando com a camisa do Corinthians, Ronaldo foi campeão logo nos dois primeiros campeonatos que disputou: Campeonato Paulista 2009 e Copa do Brasil 2009. Além dos resultados esportivos, a parceria entre Ronaldo/Corinthians rendeu também fora de campo onde o valor de patrocínio do clube chegou a R$30 milhões de reais, maior valor pago a um clube brasileiro.

Na Seleção Brasileira

Início

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano de juniores na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo naquele ano, em jogo contra a Argentina.

Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3 x 0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola.

Ainda assim, o jogador, campeão sem jogar, já despertava certezas de seu potencial. Enzo Beazort, técnico da Itália na vitoriosa Copa do Mundo de 1982, já o chamava de “fenômeno”, e o pensamento geral era de que o garoto triunfaria na Copa seguinte. Um ano depois, Ronaldo conseguiu seu primeiro troféu com a Seleção principal, em um torneio amistoso organizado pela Umbro entre as Seleções cujos uniformes eram feitos pela empresa britânica. Ele marcou um dos gols no 3 x 1 contra a Inglaterra, em pleno Wembley, na decisão. Em 1995, ainda sem espaço, integrou o grupo que disputou e perdeu a Copa América daquele ano, para o anfitrião Uruguai.

Já como seu lugar Seleção, retornou com a delegação brasileira aos Estados Unidos, agora para participar das Olimpíadas de1996. Devido à recuperação da lesão que lhe tirara lugar no PSV, Ronaldo foi poupado da partida inaugural, com o técnico Zagallo escalando Sávio em seu lugar. Como o Brasil vergonhosamente perdeu para o Japão, foi escalado como titular já no segundo jogo. Nos Jogos de Atlanta, Ronaldo marcaria cinco gols e seria um dos poucos poupados  quando o Brasil caiu nas semifinais perante a Nigéria, restando um bronze decepcionante.

A grande estrela

Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altitude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3 x 1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranquilidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da seleção – ainda mais após o corte de Romário -, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo.

O mundial da França prometia ser a sua consagração. Ronaldo, que foi ao torneio como duas vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA, marcou cinco vezes: um contra o Marrocos (3 x 0), na primeira fase; dois contra o Chile (4 x 1), nas oitavas; um contra a Dinamarca (3 x 2), nas quartas; e um contra os Países Baixos (1 x 1), nas semifinais, tendo ainda acertado a sua cobrança na decisão por pênaltis nesta partida. Tudo isso a despeito de sofrer com lesões na perna (que ele tratava com analgésicos), agravadas na partida contra o Marrocos; na Copa de 1998, Ronaldo deu arranques curtos seguidos por períodos de quase apatia em campo. A mídia também não ajudava: durante o torneio, mais de mil jornalistas andavam atrás do astro, bem como os patrocinadores.

Horas antes da decisão, contra a anfitriã França, Ronaldo foi abatido por uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético. Deixou o hospital onde foi levado apenas 75 minutos antes da partida. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto, o que dividiu o grupo entre aqueles que defendiam não mais alterações na escalação, já divulgada, como aqueles que queriam a inclusão do Fenômeno entre os finalistas titulares.

A dividida Seleção entrou em campo e pouco fez. Ronaldo mal andou em campo, apenas observando os franceses ganharem por 3 x 0 e levarem pela primeira vez a Copa. O assunto continuou a render por muito tempo, sendo abordado até quando Ronaldo foi chamado a comparecer em uma CPMI, em 2001. Uma provável causa foi os altos níveis de estresse decorrentes da pressão exercida pela imprensa, patrocinadores e da torcida brasileira, que esperava muito dele.

Como na Copa de 1998, na Copa América de 1997 e nas Olimpíadas de 1996, marcou outros cinco gols na Copa América de 1999, dois deles contra os rivais Argentina (2 x 1, quartas-de-final) e Uruguai (3 x 0, decisão). Afastado dos jogos da Internazionale devido ao joelho estourado, acabou não chamado para a Copa das Confederações de 1999, em que o Brasil perdeu o título para o México. Seguidas lesões no joelho, a mais grave em 2000, foram lhe afastando também da Seleção.

Renascendo para a Seleção e o futebol

Sem ritmo de jogo e com uma imensa cicatriz no joelho direito, foi ainda assim chamado para a Copa do Mundo de 2002 por Luiz Felipe Scolari. Depois de dois anos, voltou a jogar pela Seleção em março, em amistoso contra a Iugoslávia. Voltou a marcar no final de maio, contra a Malásia. A Copa veio e o Fenômeno ressurgiu, marcando oito vezes, deixando de anotar um tento apenas contra a Inglaterra. A artilharia do mundial incluiu os dois gols na decisão, contra a Alemanha.

A campanha na Copa foi determinante para que ele voltasse a ser levado seriamente, bem como para que recebesse pela terceira vez o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA, ao final do ano. Ronaldo voltou a ser intocável na Seleção, o que incluiu regalias dadas pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que o dispensava de competições menos priorizadas, costumando chamá-lo apenas para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Quatro anos se passaram sem que Ronaldo disputasse algum torneio pelo Brasil, só sendo chamado por conta do mundial da Alemanha. Na ocasião, ele já não era a maior estrela do Brasil, e sim seu xará e fã Ronaldinho Gaúcho, com quem compunha o “Quadrado Mágico”, ao lado de Kaká e Adriano.

Na Copa, o país apresentou um futebol decepcionante. Ronaldo foi ao torneio longe da melhor forma física. Ainda assim, demonstrou lampejos de craque, marcando três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller e tornar-se, com a soma de quinze gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. A partida, válida pelas oitavas-de-final, terminou com vitória canarinha por 3 x 0 e abriu esperanças de uma revanche contra a França de Zinédine Zidane, carrasco do mundial de 1998 e colega de Ronaldo no Real Madrid.

Os brasileiros, entretanto, jogaram apaticamente contra os franceses, e Zidane exibiu sua melhor forma, chegando a realizar um drible de chapéu em Ronaldo. O Brasil terminou eliminado ali e o Fenômeno foi um dos crucificados pela interrupção do sonhado hexacampeonato, não sendo mais chamado pela Seleção desde então. Pedidos para que o técnico Dunga o chamasse só tornarem-se novamente frequentes após o jogador demonstrar boa fase no Corinthians, em 2009.

Prêmios

  • Melhor jogador do mundo pela FIFA em 1996, 1997 e 2002
  • Segundo melhor jogador do mundo pela FIFA em 1998
  • Terceiro melhor jogador do mundo pelo FIFA em 2003
  • Chuteira de ouro em 1997
  • Melhor jogador da Europa pela revista Onze de Oro em 1997 e 2002
  • Melhor jogador na final do Mundial Interclubes em 2002
  • Melhor jogador do mundo pela revista World Soccer em 1996, 1997 e 2002
  • Troféu Bravo em 1997 e 1998
  • Bola de ouro pela revista France Football em 1997 e 2002
  • Melhor jogador da Copa do Mundo pela FIFA em 1998
  • GoldenFoot em 2006
  • Melhor jogador do Campeonato Paulista em 2009
  • Brasileiro do Ano, pela Revista Isto É: 2009

Artilharias

  • Supercopa da Libertadores 1993 – (12 gols)
  • Campeonato Mineiro de 1994 – (23 gols)
  • Campeonato Neerlandês de 1994/1995 – (30 gols)
  • Campeonato Espanhol de 1996/1997 – (34 gols)
  • Copa América de 1999 – (5 gols)
  • Copa do Mundo de 2002 – (8 gols)
  • Campeonato Espanhol de 2003/2004 – (25 gols)
  • Maior artilheiro da história das Copas do Mundo com 15 gols em quatro edições em que participou: 1994, 1994, 1998, 2002 e 2006.

Títulos

Cruzeiro

  • Campeonato Mineiro: 1994

PSV Eindhoven

  • Copa dos Países Baixos: 1996

Barcelona

  • Supercopa da Espanha: 1996
  • Copa da Espanha: 1997
  • Recopa Europeia: 1997

Internazionale

  • Copa da UEFA: 1998

Real Madrid

  • Mundial Interclubes: 2002
  • Campeonato Espanhol: 2003, 2007
  • Supercopa da Espanha: 2003

Corinthians

  • Campeonato Paulista: 2009
  • Copa do Brasil: 2009

Seleção Brasileira

  • Copa do Mundo: 1994, 2002
  • Copa América: 1997, 1999
  • Copa das Confederações: 1997
  • Olimpíadas: Medalha de bronze em 1996

Fonte: wikipedia

3 Respostas

  1. Olá.

    Estou pesquisando e não encontrei a escalação da partida entre o Valeriodoce E.C X Botagogo (RJ) em 1958. Você pode ajudar-me?

    José Norberto

  2. eu até posso morrer por este jogador nunca vi o jogador como o fenómeno,Ronaldo Luis Nazario da lima, sou o teu fã da Gujné-Bissau
    o meu nome é Nelito Fernandes (R9)

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

%d bloggers like this: