O Placar “arranha-céu”
Com a máquina palestrina de 1928 a 1930, as goleadas eram costumeiras, mas uma delas tornou-se a maior da história do clube e do Campeonato Mineiro.
Aconteceu contra o Alves Nogueira, de Sabará, no Estadual de 1928.
O destaque foi o ponta-de-lança Ninão, que marcou dez gols e se sagrou o maior artilheiro da competição em uma única partida.
Cruzeiro 14 x 0 Alves Nogueira – Cruzeiro jogou com Geraldo, Para-raio, Nereu, Morganti, Osti, Nininho, Piorra, Ninão, Zezinho, Bengala e Morgantinho. Técnico – Matturi Fabbi
(Revista Lance!)
Presidentes – Miguel Perrella
Miguel Perrella
Responsável pelo movimento de dirigentes de clubes para a adoção do regime profissional no futebol mineiro em 1933.
Conduziu a transformação do Palestra do amadorismo “marron” ao profissionalismo.
(Revista Lance!)
Um Placar Ilusório
O placar mais dilatado no confronto direto com o rival citadino ocorreu em novembro de 1927.
O Palestra estava eliminado do Campeonato da Cidade e uma vitória no clássico provocaria uma decisão entre América e Atlético na última rodada.
A derrota propiciaria o título ao time alvinegro or antecipação. O Palestra jogou d forma displicente, os atacantes se negaram a chutar a gol e o atacante Ninão desperdiçou um penalti de forma proposital aos 32 do 1º.
O resultado foi a maior goleada registrada no clássico. O jornal Diário de Minas estampou a seguinte manchete: “O resultado não refletiu o que foi a partida”.
Anos mais tarde, Ninão revelou ao jornal Estado de Minas, que os jogadores entregaram o jogo para evitar que o título ficasse, mais uma vez, com o América e, quando se deram conta do placar, já era tarde.
(Almanaque do Cruzeiro)
Presidentes – Aurélio Noce
Organizou um grupo de comerciantes da colônia italiana que contribuíram financeiramente com o clube.
Foi assim que adquiriu o terreno do Barro Preto onde foi erguido o estádio em 1923. Ao contrário do que muitos imaginam e divulgam, não teve as benesses como outros clubes da capital que obtiveram os terrenos de seus estádios por cessão do poder público.
(Revista Lance!)
O Maior Artilheiro do Campeonato Mineiro
Ninão: o maior artilheiro da história do Campeonato Mineiro
Outra marca estabelecida pelo Cruzeiro em 1928, o time que quebrou vários recordes até hoje não alcançados, foi o da artilharia.
Naquele Campeonato, o atacante cruzeirense, Ninão, marcou 43 gols tornando-se o maior goleador da história do Campeonato.
(Cruzeiro Esporte Clube)
A Primeira Decisão
Com menos de dois anos de existência, o Cruzeiro, à época Palestra Itália, surpreendeu o futebol da capital ao se tornar o principal adversário do pentacampeão América.
O time terminou o Campeonato com o mesmo número de pontos do rival, que acabou provocando a primeira decisão de título da história do certame.
O América venceu e tornou-se hexa.
(Almanaque do Cruzeiro)
45 cidades no interior de Minas foram visitadas pelo Cruzeiro entre 1946 e 1958 quando disputou 89 amistosos contra 63 clubes diferentes.