ESTÁDIOS

ESTÁDIO DO PRADO MINEIRO

O Cruzeiro começou treinando no campo de treinos do Atlético-MG e no estádio do Prado Mineiro (extinto), em Belo Horizonte-MG, onde mandava seus jogos. O Estádio do bairro do Prado pertencia à Federação Mineira.

- 3 de abril de 1921 – Primeiro jogo do Palestra – Estádio do Prado Mineiro, Belo Horizonte-MG – Palestra 2 x 0 Combinado Villa Nova/Palmeiras de Nova Lima – Amistoso – Árbitro: Hermeto Júnior (América FC) – Gols: Nani, aos 16′/1T e aos 7′/2T. Cruzeiro: Nullo, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho.Villa Nova/Palmeiras: Ferreira, Marcondes, Ruanico, Cristovão, Baiano, Oscar, Raimundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá

- 17 de abril de 1921 – Primeiro clássico com o Atlético-MG – Estádio do Prado Mineiro (Belo Horizonte-MG) – Palestra 3 x 0 Atlético-MG.

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ESTÁDIO DO BARRO PRETO

Fonte: almanaquedocruzeiro.blogspot.com

1940

O histórico time do Cruzeiro (ainda com o uniforme verde do Palestra) na partida de inauguração do estádio do Barro Preto, em 23 de julho de 1923, enfrentou o Flamengo num amistoso. Nesta partida surgiu a identificação entre clube e bairro

O Cruzeiro foi fundado em 2 de janeiro de 1921 com o nome de Sociedade Esportiva Palestra Itália, na sede da Casa de Itália, na rua Tamóios, no centro da capital, que foi até 1927 a sede do Clube. Os primeiros treinos foram organizados no estádio do Prado Mineiro, no bairro do Prado. O Barro Preto entrou na história do Clube em fins de 1922, quando a diretoria adquiriu com recursos próprios um terreno no bairro para a construção do futuro estádio. O Cruzeiro foi o único Clube da capital que não solicitou ajuda as autoridades do município e do Estado para aquisição de terreno para a construção do seu estádio, ao contrário de América, Atlético e Sete que foram agraciados pelo poder público.

No mesmo período o América havia dado início a construção do seu campo que foi inaugurado oficialmente em 6 de maio de 1923 num rodada dupla. Na preliminar Cruzeiro e Atlético empataram em um gol e na partida principal o América foi goleado impiedosamente pelo América do Rio por 5 a 1.

Como as obras do Barro Preto já estavam adiantadas a Federação Mineira solicitou aos dois clubes a cessão de seus campos para sediar as partidas do Campeonato. Assim o estádio do Barro Preto foi utilizado para partidas oficiais antes mesmo de ficar pronto. Em 10 de junho de 1923, recebeu o confronto entre Atlético e Luzitano pela 1ª rodada do Campeonato de Belo Horizonte, que terminou empatado em 2 a 2. Andrade marcou os dois gols do Atlético e Fluminense e Piancastelli fizeram os do Luzitano. Por causa da tabela do Campeonato, o Cruzeiro somente estreou oficialmente em seu próprio estádio em 1º de julho com uma goleada de 6 a 2 sobre o Palmeiras, do bairro de Santa Efigênia.

1940

A inauguração oficial foi marcada para setembro para coincidir com as festas comemorativas da unificação da Itália e o Clube organizou uma verdadeira festa nacional. O Flamengo, campeão carioca, foi convidado para o jogo inaugural e os campeões sulamericanos de 1922 pela Seleção Brasileira, Heitor e Bianco, do Palmeiras, mais Friedenreich, do Paulistano para uma homenagem onde receberam medalhas de ouro. Os jogadores de descendência italiana de maior destaque no futebol paulista, Bianco, Gasparini, Fabi, Loschiavo, Severino e Heitor, que eram sócios honorários do Cruzeiro também foram convidados e marcaram presença na festa de inauguração do estádio.

17/06/1928 - Maior goleada da história do clube – Estádio do Barro Preto (Belo Horizonte-MG) – Cruzeiro 14 x 0 Alves Nogueira.

O amistoso entre Cruzeiro e Botafogo em 1 de julho de 1945 reinaugurou o estádio do Barro Preto. A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi recorde de renda em Minas Gerais. Na foto o goleiro Oswaldo saiu do gol para fazer uma defesa sendo observado pelo atacante Nogueirinha.

Em 1945 o clube reconstruiu o velho estadinho e o modernizou. As arquibancadas de madeira das gerais que abrangiam a Av. Augusto de Lima, rua Ouro Preto e parte da rua dos Guajajaras foram substituídas por 11 degraus de cimento e passou a ter uma extensão de 250 metros. As arquibancadas de madeira das sociais destinadas aos sócios torcedores na rua Guajajaras foram substituídas por cimento e área foi ampliada.

A capacidade de público do estádio passou para 15 mil torcedores tornando-se o maior de Belo Horizonte até a construção do Estádio Independência construído para sediar os jogos da Copa do Mundo, em 1950, com capacidade para 25 mil.

A lateral do campo foi deslocada para a avenida augusto de lima e no espaço que sobrou no quarteirão foram construídas a piscina e as quadras de basquete e vôlei.

Uma particularidade era a drenagem do campo, que passou a ter do centro até suas extremidades um declive de 35 centímetros para garantir o rápido escoamento da água, em dia de chuva. O declive era imperceptível, porque ele chegava a zero nos extremos, de maneira proporcional.

O empreendimento foi bancado pelo próprio clube, através da campanha dos Mil sócios junto aos torcedores, onde cada um contribuiu com mil cruzeiros.

Reinauguração (01/07/1945)

A reinauguração do Estádio aconteceu no dia 1 de julho de 1945, num amistoso contra o Botafogo, do Rio, e que serviu como tira teima entre dois dos maiores atacantes do futebol brasileiro: Heleno de Freitas, pelo Botafogo, e o internacional, Niginho, pelo Cruzeiro. O amistoso bateu o recorde de renda de todos os jogos de futebol disputados no estado superando a do amistoso entre Atlético e Corinthians, em 24/06/1945, que foi de Cr$ 61.300,00.

CRUZEIRO 1 x 1 BOTAFOGO (RJ) – Amistoso – 01/07/1945
Renda: Cr$ 91.000, (recorde)
Árbitro: Carlos Potengy (RJ)
Gols: Niginho 20/1º; Heleno 41/2o
Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Azevedo, Bituca, Bibi, Juca, Juvenal, Nogueirinha (Gabriche), Selado, Niginho, Ismael, Braguinha (Alcides). T: Chico Trindade.
Botafogo: Oswaldo, Gérson (Lusitano), Sarno (Laranjeira), Ivan, Spinelli, Negrinhão, Lula, Tovar, René, Heleno, Tim (Otávio), Bené. T: Bengala
*Sinval levou o gol.
Preliminar (juvenis): Cruzeiro 3 x 1 Guarani AC – Taça “Campeão Absoluto”

O BARRO PRETO ILUMINADO

O Estádio também recebeu postes de iluminação para sediar jogos noturnos. O projeto das reformas teve um custo de 100 mil cruzeiros. O Flamengo foi convidado para inaugurar os refletores do estádio, em 14 de novembro. Mas o mau tempo impediu o avião do Flamengo aterrisar no campo de aviação de Lagoa Santa. No entanto, não vieram mesmo devido aos desfalques. Na ocasião, o América, do Rio veio substituir o Flamengo para fazer a primeira partida noturna do Estádio.

CRUZEIRO 4 x 0 AMÉRICA (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 21/11/1945
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Renda: Cr$ 35.000,
Árbitro: Aristides Filgueiras (RJ)
Gols: Braguinha 20/1º; Braguinha 13/2o; Niginho 21/2o; Braguinha 37/2o
Cruzeiro: Geraldo II, Azevedo (Ismael), Bituca, Adelino, Hemetério, Juvenal, Bibi, Nogueirinha, Selado, Niginho, Ismael, Braguinha. T: Chico Trindade.
América: Vicente, Paulo, Grita, Oscar, Álvaro, Amaro, China, Maneco, Maxwel, Lima, Wilton (Ubaldo)

ESTATÍSTICA DE JOGOS DO CRUZEIRO NO BARRO PRETO

Joogos: 478
Vitórias: 285
Empates: 96
Derrotas: 97
Gols a favor: 1.370
Gols contra: 718

Conquistas: Campeonato de Belo Horizonte em 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956 e Campeão Mineiro em 1959, 1960 e 1961.

Maior goleada: 17/06/1928 – 14 x 0 Alves Nogueira, pelo Campeonato da Cidade

Maior artilheiro em uma só partida: Ninão (10 gols) na goleada por 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, pelo Campeonato da Cidade

Primeiro jogo inter-municipal: 21/09/1924 – Cruzeiro 3 x 3 Industrial (Juiz de Fora)
Primeiro jogo inter-estadual: 23/09/1923 – Cruzeiro 3 x 3 Flamengo (RJ)
Primeiro jogo internacional: 03/01/1946 – Cruzeiro 2 x 2 Libertad (Paraguai)

O Cruzeiro enfrentou 69 adversários sendo 62 clubes e 7 selecionados. As equipes que o Cruzeiro mais enfrentou no Barro Preto foram:

AMÉRICA: 70 jogos, 36 vitórias e 16 derrotas
ATLÉTICO: 61 jogos, 24 vitórias, 24 derrotas
VILLA NOVA: 50 jogos, 28 vitórias, 12 derrotas
SETE: 47 jogos, 34 vitórias, 5 derrotas
SIDERÚRGICA: 41 jogos, 21 vitórias, 11 derrotas

Com o estádio, o Cruzeiro deu início a era do Barro Preto. Clube e Bairro ficaram ligados intimamente até a década de 1960, quando a Pampulha dividiu essa identidade com as construções da Toca da Raposa, da sede campestre e a inauguração do Mineirão.

Com a construção do Mineirão, em 1965, terminou, definitivamente, o ciclo do Estádio JK na vida do Cruzeiro. O clube que já utilizava o estádio Independência para as partidas de maior público passou a usar o Barro Preto para treinos e jogos do time B e da categoria de base.

Em 1973, com a construção do centro de treinamento do clube, a Toca da Raposa, que era considerado um dos mais modernos e bem equipados do mundo e que chegou a ser a concentração oficial da Seleção Brasileira, o Barro Preto passou a ser definitivamente o campo das categorias de base do clube.

A última partida do Cruzeiro no estádio aconteceu num amistoso contra o Democrata, em 14 de fevereiro de 1965.

Clube Campestre do Barro Preto

Em 1986, o campo e parte do estádio foram desmanchados e substituidos por piscinas e quadras dando espaço a um clube campestre, que serviu para aumentar o quadro de sócios do clube tornando-se mais uma fonte de renda. Os treinos das catergorias de base foram transferidos para a Toca da Raposa.

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O MINEIRÃO

cruzeiro-mineirao

07/06/2010 – O VELHO MINEIRÃO

Fonte: Gilmar Laignier – Portal Uai (www.mg.superesportes.com.br)

Atletas do Cruzeiro que mais vezes jogaram no Mineirão pelo clube
1 – Zé Carlos – 311 jogos (46 gols)
2 – Dirceu Lopes – 306 jogos (128 gols)
3 – Raul – 296 jogos
4 – Eduardo Amorim – 282 jogos (14 gols)
5 – Piazza – 277 jogos (33 gols)

Artilheiros do Cruzeiro que mais marcaram gols no Mineirão pelo Clube
1 – Tostão – 138 gols (164 jogos)
2 – Dirceu Lopes – 128 gols (306 jogos)
3 – Palhinha – 97 gols (235 jogos)
4 – Evaldo – 74 gols (181 jogos)
5 – Marcelo Ramos – 64 gols (154 jogos)

Técnicos que mais vezes dirigiram o time no Mineirão

1 – Ílton Chaves: 183 jogos
2 – Levir Culpi: 114 jogos
3 – Adílson Batista: 92 jogos
4 – Orlando Fantoni: 89 jogos
5 – Ênio Andrade: 88 jogo
6 – Aírton Moreira: 84 jogos (68 vitórias, 4 empates, 12 derrotas)
7 – Yustrich: 64 jogos
8 – Carlos Alberto Silva: 58 jogos
9 – Zezé Moreira: 58 jogos
10 – Paulo Autuori: 50 jogos
11 – Paulo César Gusmão: 50 jogos
12 – Gérson Santos: 48 jogos
13 – Vanderlei Luxemburgo: 48 jogos
14 – Marco Aurélio: 47 jogos
15 – Adilson Batista: 46 jogos (36 vitórias, 6 empates, 4 derrotas)

Títulos conquistados no Mineirão

Copa Libertadores da América: 1997
Supercopa dos Campeões da Libertadores da América: 1991
Copa Master da Supercopa: 1995
Campeonato Brasileiro: 2003
Copa do Brasil: 1993, 2000, 2003
Copa Sul-Minas: 2001, 2002
Supercampeonato Mineiro: 2002
Copa dos Campeões Mineiros: 1999
Campeonato Mineiro: 1965, 1967, 1968 ,1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1996, 1997, 1998, 2004, 2008
Taça Minas Gerais: 1973, 1983, 1984, 1985
Torneio Início: 1966

Jogos históricos
Jogo 01 – Cruzeiro 3 x 1 Villa Nova, amistoso, em 15/09/1965
Jogo 50 – Cruzeiro 4 x 1 Uberlândia, pelo Campeonato Mineiro, em 13/11/1966
Jogo 100 – Cruzeiro 3 x 1 Araxá, pelo Campeonato Mineiro, em 27/04/1968
Jogo 500 – Cruzeiro 1 x 0 Valério, pelo Campeonato Mineiro, em 03/03/1979
Jogo 1.000 – Cruzeiro 1 x 1 Botafogo, amistoso, em 07/08/1994
Jogo 1.500 – Cruzeiro 5 x 0 Atlético, pelo Campeonato Mineiro, em 27/04/2008

Gols históricos
Gol 01 – Dalmar – Cruzeiro 3 x 1 Villa Nova, amistoso, em 15/09/1965
Gol 50 – Marco Antônio – Cruzeiro 5 x 4 Rapid Viena (Áustria), amistoso, em 26/01/1966
Gol 100 – Pedro Paulo – Cruzeiro 4 x 1 Uberlândia, pelo Campeonato Mineiro, em 09/07/1966
Gol 500 – Rodrigues – Cruzeiro 1 x 1 Atlético-MG, pelo Campeonato Mineiro, em 02/08/1970
Gol 1.000 – Neca – Cruzeiro 3 x 0 Uberaba, pelo Campeonato Mineiro, em 12/06/1977
Gol 2.000 – Roberto Gaúcho – Cruzeiro 3 x 0 Estudiantes (ARG), Supercopa, em 12/10/1994
Gol 3.000 – Kléber – Cruzeiro 4 x 1 Ituiutaba, pelo Campeonato Mineiro, em 01/03/2009

Maiores públicos

Maior público presente – 132.834 pessoas (Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova, em 22/06/1997, pelo Campeonato Mineiro)
Maior público pagante – 123.351 pessoas (Cruzeiro 1 x 0 Atlético-MG, em 04/05/1969, pelo Campeonato Mineiro)

Uma resposta

  1. Ótimas informações e muitas curiosidades,muito bom…

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