2003 – TRÍPLICE COROA

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Luciano Silva – 2003 ficará na memória do torcedor cruzeirense como um ano inesquecível. Foi um ano de grandes conquistas. Com um time contando com bons jogadores como Gomes, Maurinho, Leandro, Maldonado, Wendell, Zinho, Aristizábal e Mota, e um grande craque como Alex, o Cruzeiro conquistou os títulos do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e o tão sonhado título inédito do Campeonato Brasileiro.

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O ano da Tríplice Coroa começou com as contratações de Maurinho (ex-lateral-direito campeão brasileiro pelo Santos em 2002), o meia Sandro (que estava no Criciúma, campeão da Série B de 2002), o goleiro Artur (ex-Paulista de Jundiaí), o volante Claudinei (ex-América-MG), o meia Martinez (ex-Guarani), o atacante colombiano Aristizábal (ex-Vitória) e o desconhecido atacante Mota (ex-Ceará). Logo depois chegou o atacante Deivid (ex-Corinthians) e o zagueiro Edu Dracena (ex-Olympiakos, da Grécia).

Com essas contratações, o Cruzeiro levou o Campeonato Mineiro de forma invicta, com uma rodada de antecipação, vencendo a URT em Patos de Minas por 4 a 0, com gols de Deivid, Aristizábal, Alex e Maurinho. Alex foi o artilheiro do time no estadual com 9 gols. Logo depois, no começo da disputa do Campeonato Brasileiro, vários jogadores foram dispensados: Marcelo Ramos foi para o Sanfreece Hiroshima, do Japão, Paulo Miranda foi para o Flamengo, Claudinei foi devolvido ao América-MG devido a sua indisciplina, Ruy foi emprestado ao Guarani, Jorge Wagner, que estava emprestado ao Corinthians, foi vendido ao Lokomotiv Moscow, da Rússia, o atacante Jussiê foi emprestado ao Kashiwa Reysol, do Japão e o zagueiro Cris, que foi emprestado para o Bayer Leverkusen, da Alemanha, mas retornou ao time em julho durante o Campeonato Brasileiro.

Dois jogadores tiveram graves contusões e não puderam mais jogar esse ano no Cruzeiro: Marcelo Batatais se contundiu em um treino na véspera do jogo contra a URT e o meia Martinez se contundiu no jogo contra o Guarani, em Campinas, na 6ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Para suprir a ausência desses dois jogadores, foram contratados o meia Felipe Mello (ex-Flamengo) e o veterano meia Zinho (ex-Palmeiras). Foram também promovidos dos juniores os jovens zagueiros Irineu e Gladstone.

Foi também contratado para disputa do Campeonato Brasileiro o volante chileno Maldonado (ex-São Paulo). Genro do técnico Vanderlei Luxemburgo, no começo o sogro não queria sua contratação alegando que se ele começasse a jogar mal, iam dizer que ele estava no time só por se tratar do genro dele. Mas o vice-presidente Zezé Perrela era fã do futebol do jogador e contratou o jogador assim mesmo e não se arrependeu da aquisição: Maldonado foi um dos grandes destaques do meio-campo cruzeirense.

Em junho, o Cruzeiro se sagrou tetracampeão da Copa do Brasil vencendo o Flamengo no Mineirão por 3 a 1, com gols de Deivid, Aristizábal e Luisão para o Cruzeiro e Fernando Baiano para o Flamengo. Nesse jogo, o jovem zagueiro Gladstone, que tinha sido ironizado por Luxemburgo, que lhe tinha dado uma fralda, entrou nesse jogo decisivo e teve boa atuação. A torcida, o técnico e os jogadores agradeceram.

No mês seguinte, o Cruzeiro perde dois principais jogadores do time: o atacante Deivid, que foi para o Bordeaux, da França e o zagueiro Luisão, que foi para o Benfica, de Portugal.

Para suprir a venda de Deivid, de uma vez só o Cruzeiro contratou três atacantes: Márcio Nobre (ex-Paraná, mas estava no Kashiwa Reysol, do Japão), Alex Alves, que deixou a artilharia da Série B pela Portuguesa para jogar no futuro campeão brasileiro, e Alex Dias (ex-Goiás e que estava no Saint-Étienne, da França).

Com esses novos atacantes, o Cruzeiro teve um bom time titular, um bom banco e uma múltipla opção para o ataque. E daí, seguiu firme rumo ao título do Campeonato Brasileiro.

Nem problemas como a suspensão de cinco jogos de Edu Dracena, que deu uma cotovelada no atacante Alex Alves, do Atlético-MG durante o clássico e pegou esse gancho, as supostas percas de seis pontos no Tapetão para Atlético-MG e Flamengo, alegando que o atacante Márcio Nobre havia sido inscrito para disputar o Campeonato Brasileiro fora do prazo de inscrições e de um ponto para o Coritiba, alegando que o chileno Maldonado estava suspenso e não poderia atuar pelo Cruzeiro nesse jogo. Felizmente isso tudo não aconteceu e o Cruzeiro manteve seus pontos conquistados dentro de campo. Teve também as duas derrotas seguidas para Internacional e Juventude, que fez o Cruzeiro baixar sua vantagem de 12 pontos para o segundo colocado, o Santos, para apenas 6 pontos. Houve também o julgamento do Diretor de Futebol cruzeirense Eduardo Maluf, que estava sendo acusado de ter uma conta num banco ilegal dos Estados Unidos, mas nem todos esses problemas foram capazes de impedir o triunfo do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro que culminou com o título com duas rodadas de antecipação após a vitória de 2 a 1 para o Paysandu e no jogo final, uma goleada de 7 a 0 diante do Bahia, conquistando 100 pontos no campeonato e 102 gols.

Houve também a rápida e discreta participação na Copa Sulamericana, onde o Cruzeiro, em um grupo com São Caetano e Palmeiras, e mesmo invicto, com uma vitória sobre o Palmeiras e um empate com o São Caetano, acabou sendo eliminado na primeira fase por ter tido um saldo de gols menor que o Azulão, que havia vencido o Palmeiras por 3 a 0 enquanto o Cruzeiro venceu por apenas 1 a 0. Mas o Cruzeiro não estava dando muita bola pra Sulamericana. O objetivo era o título no Brasileirão.

2003 também foi um ano de recordes para o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Com 102 gols marcados, o Cruzeiro de 2003 teve o melhor ataque da história do Campeonato Brasileiro. Com 23 gols, Alex se tornou o maior artilheiro do Cruzeiro em uma única edição do Brasileirão, superando Alex Alves, que havia marcado 22 gols no Brasileiro de 1999.

O colombiano Aristizábal também bateu vários recordes no time do Cruzeiro:

- Estrangeiro com maior número de gols na história do Brasileiro com 41, superando o argentino Fischer, que jogou no Botafogo na década de 70.

- Estrangeiro com maior número de gols na história do Cruzeiro com 27 gols, superando o uruguaio Revetria, que jogou no clube nos anos 70.


TRÍPLICE COROA – TABU HISTÓRICO

Bruno Furtado (Redação Uai) – Além de ter conquistado o inédito título do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro quebrou um tabu histórico em 2003. Pela primeira vez, um mesmo clube foi campeão estadual, da Copa do Brasil e do Brasileirão. A marca azul ganha mais brilho pelo fato de as duas primeiras taças terem sido levantadas de forma invicta. O Cruzeiro por pouco não atingiu este feito em 98, quando foi campeão mineiro e vice das duas competições nacionais. Na Copa do Brasil, perdeu para o Palmeiras. No Brasileiro, para o Corinthians.

O Corinthians esteve perto de ser o primeiro dono da “tríplice coroa” no ano passado. A equipe do Parque São Jorge foi campeã do Torneio Rio-São Paulo, da Copa do Brasil, mas perdeu a final do Campeonato Brasileiro para o Santos. O Estadual paulista ficou com o Ituano. Já o Superpaulistão foi vencido pelo São Paulo.

A caminhada em 2003 começou com o título mineiro. O Cruzeiro terminou a disputa com 32 pontos após vencer dez jogos e empatar dois. Alex, com nove gols, foi o artilheiro do time na competição. Mota fez oito. O goleador geral foi Guilherme, do Atlético, com 13. O ataque azul fez 35 gols e a defesa sofreu sete. Ambos os desempenhos foram os melhores do Estadual, que teve o rival Atlético como vice. O título foi fechado com uma goleada por 4 a 0 sobre o Tupi no Mineirão. Alex foi autor de três gols cruzeirenses, sendo um de calcanhar e outro de cobertura.

Na Copa do Brasil, o Cruzeiro também não decepcionou. Em 11 jogos, a equipe obteve oito vitórias e três empates. Destaque para as vitórias por 7 a 0 sobre o Corintians de Caicó e por 3 a 1 sobre o Flamengo, ambas no Mineirão. Esta última foi a partida decisiva. Deivid, Aristizábal e Luisão marcaram para o Cruzeiro. No jogo de ida, empatado por 1 a 1, o grande destaque foi Alex, autor de um belíssimo gol de calcanhar. Com esta conquista, o clube mineiro chegou ao tetra do torneio nacional (1993, 96, 2000 e 2003).


R$ 32 milhões pela tríplice coroa (07/12)

7/12 (Antônio Melane) – Campeões gastaram, cada vez que o time entrou em campo, R$ 438 mil, valor inviável para a maioria dos clubes brasileiros.

O Cruzeiro vai completar 73 jogos na temporada, domingo que vem, quando enfrentará o Bahia, em Salvador, com um saldo jamais alcançado: três títulos conquistados, sendo dois nacionais, e todos os recordes superados: de vitórias (29 no Campeonato Brasileiro), gols marcados (167 na temporada) e maior período de invencibilidade (36 jogos). A torcida também fez a sua parte, com a melhor média de público da sua história e a melhor bilheteria nos jogos do Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro. O custo anual para a tríplice coroa foi de R$ 32 milhões.

“Os torcedores foram fantásticos. Eles nos ajudaram a concretizar nossos sonhos, tornando possível o que mais queríamos nos últimos tempos, que era ser campeão brasileiro. Quem sabe, poderemos terminar 2004 com muito mais” Alvimar de Oliveira Costa

Se dividirmos este investimento pelos 73 jogos, o Cruzeiro gastou, cada vez que entrou em campo, R$ 438 mil, valor muito alto, praticamente fora do alcance da maioria dos clubes do País. Afinal, até o jogo contra o Grêmio (3 a 0), no dia 6 de novembro, no Mineirão, o clube estava com uma arrecadação bruta, na bilheteria, de R$ 6,7 milhões. O líquido foi de R$ 2,4 milhões, o que representa uma arrecadação de apenas R$ 3 em cada ingresso vendido. O restante ficou com os promotores (Federação Mineira, Confederação Sul-Americana ou CBF), aluguel dos estádios, quadro móvel, exames antidoping, taxas de arbitragem, confecção de ingressos, segurança particular, policiamento e borderô.

O presidente Alvimar Oliveira Costa não tem dúvida de que valeu a pena todo o investimento e trabalho, culminando com o feito alcançado no Brasileiro: “É o compromisso que assumimos quando eu, meu irmão (Zezé Perrella) e amigos decidimos dar nossa colaboração ao Cruzeiro. Há nove anos, estamos aqui e, com certeza, este foi o ano em que conseguimos os melhores resultados. A confiança continua grande e vamos conseguir muito mais. Claro que, como empresários, estamos trabalhando para diminuir os custos e elevar a receita. Sabemos que é possível”.

No momento, a pressão é pela reforma dos contratos dos jogadores Alex, Aristizábal, Zinho, Mota, Márcio Nobre e Thiago, que terminam no dia 31. Sem onerar o clube, mesmo consciente de que todos foram valorizados pelas conquistas, o trabalho é para manter todos eles ou 80%: “Vamos conseguir”, garante Alvimar.

O déficit de 2003 foi de R$ 12 milhões, mas, na realidade, a contabilidade não vai fechar no vermelho, em função das negociações com o zagueiro Luisão, que custou US$ 2,5 milhões ao Benfica (o Cruzeiro ficou com 50%); de Deivid, para o Bordeaux, da França (US$ 1 milhão); Ricardinho para o Kashiwa Reysol, do Japão (US$ 1 milhão); Jorge Wagner para o Lokomotiv, da Rússia (US$ 1 milhão); além dos empréstimos de Cris para o Bayer Leverkusen, da Alemanha (US$ 800 mil) e Jussiê para o Kashiwa Reysol (US$ 200 mil).

Um dos segredos foi acreditar nas propostas da comissão técnica. Praticamente, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi atendido em tudo que pediu, exceção para as contratações de Vampeta e Fabinho, do Corinthians: “Tentamos e não conseguimos”, revela o presidente. Isto não quer dizer que ambos estão nos planos para o próximo ano. Pelo contrário: Vampeta, ao dizer que o Cruzeiro era um cavalo paraguaio, fechou suas portas no clube.

O clube celeste fez um investimento extra de R$ 200 mil em viagens e despesas com a intertemporada em Foz do Iguaçu. Foi oferecido o melhor aos jogadores. Em muitos casos, viajaram até 22 atletas e jamais o retorno foi feito sem que eles tivessem um descanso adequado.

Experiência – A diretoria espera – com a experiência adquirida este ano e pelos resultados alcançados –, um aumento de 100% da receita para o próximo ano, com a arrecadação nos jogos, cotas de televisão, licenciamentos de produtos, patrocínio institucional das camisas, material esportivo e direito de imagem. Não há dúvida de que a Nike está a caminho do Cruzeiro. Caso as perspectivas se confirmem, não será necessário vender um ou dois jogadores.

Houve falhas, como a contratação do volante Claudinei, que não se enquadrou no espírito de equipe. Mas o presidente aponta a estrutura como um fator decisivo: “A organização física e financeira que o clube oferece dá tranqüilidade e pesa na balança. Os concorrentes ficam atrás”. Mas o dirigente aponta que nada disto seria possível se, primeiro, não tivesse o apoio de toda uma equipe, sem falar no irmão e na torcida cruzeirense: “ Os torcedores foram fantásticos. Eles nos ajudaram a concretizar nossos sonhos, tornando possível o que mais queríamos nos últimos tempos, que era ser campeão brasileiro. Quem sabe, poderemos terminar 2004 com muito mais. De repente, vejo como algo concreto pensar no tricampeonato da Libertadores, no bi do Brasileiro e ganharmos o título do Mundial Interclubes, no Japão. Se em dezembro do próximo ano eu estiver aqui destacando estas vitórias, estejam certos de que serei o cruzeirense mais feliz do mundo”.

1. CAMPEONATO MINEIRO

O Cruzeiro foi campeão mineiro de forma invicta, com uma rodada de antecedência. Em 12 jogos, venceu 10 e empatou apenas 2. Marcou 35 gols e sofreu 7.

- 26/01/2003 – Nacional de Uberaba 1 x 2 Cruzeiro

- 30/01/2003 – Cruzeiro 3 x 1 Caldense

- 02/02/2003 – Ipatinga 1 x 2 Cruzeiro

- 05/02/2003 – Cruzeiro 3 x 0 Social

- 08/02/2003 – Vila Nova 0 x 3 Cruzeiro

- 15/02/2003 – Cruzeiro 4 x 2 Atlético

- 23/02/2003 – Rio Branco1 x 1 Cruzeiro

- 26/02/2003 – Cruzeiro 6 x 0 Mamoré

- 01/03/2003 – Cruzeiro 2 x 0 Guarani-DV

- 08/03/2003 – Cruzeiro 1 x 1 América

- 23/03/2003 – Cruzeiro 4 x 0 Tupi

- 16/03/2003 – URT 0 x 4 Cruzeiro (jogo do título) . Público (6021). Gols (Deivid, Aristizábal, Alex e Maurinho). Escalação (Gomes, Luisão (Jussiê), Thiago e Edu Dracena; Maurinho, Paulo Miranda (Augusto Recife), Martinez, Alex e Wendell; Aristizábal (Mota) e Deivid – Vanderlei Luxemburgo).

- 23/03/2003 – Cruzeiro 4 x 0 Tupi

Alex foi eleito o melhor do campeonato.

Time base: Gomes II, Maurinho (Maicon), Luisão, Marcelo Batatais (Thiago), Edu Dracena, Sandro (Wendell); Augusto Recife (Claudinei, Ruy), Martinez (Paulo Miranda), Alex (Jussiê); Mota (Marcelo Ramos), Deivid (Aristizábal) – Vanderlei Luxemburgo.

Nossos maiores artilheiros: Alex (9); Mota (8); Deivid (6); Marcelo Ramos (3), Aristizábal e Maurinho (2); Luisão, Marcelo Batatais, Edu Dracena, Augusto Recife e Jussiê (1).

Quem mais jogou: 12 vezes (Gomes II, Maurinho, Martinez e Mota); 11 (Luisão e Alex); 10 (Augusto Recife, Marcelo Batatais e Marcelo Ramos).

Foi feita até uma paródia, com a música ‘A Festa’, de Ivete Sangalo: “Tem gente de toda cor. Vestido de cor azul. Com a bola de pé em pé e Tupi tomando olé, pois é! Avisou! Avisou! Que vai rolar a festa, vai rolar. O povo da Toca mandou avisar….”

CLASSIFICAÇAO FINAL

Pos.

Clubes

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

1º

Cruzeiro

32

12

10

2

0

35

7

28

2º

Atlético-MG

25

12

7

4

1

27

15

12

3º

América-MG

23

12

7

2

3

23

13

10

4º

Tupi

20

12

5

5

2

21

17

4

5º

Villa Nova-MG

17

12

5

2

5

18

21

-3


O melhor comemora – Daniel Gomes – O  Cruzeiro fez questão de não deixar para resolver à última hora e, ao golear a URT por 4 a 0, ontem à tarde, no Zama Maciel, em Patos de Minas, conquistou, com antecipação de uma rodada, o título mineiro de 2003.

O título ficou com quem o mereceu. Com uma rodada de antecedência, o Cruzeiro comprovou a sua força e não encontrou muitas dificuldades para arrebatar mais uma taça. Foi o melhor time do campeonato, teve o craque da competição, Alex, e sobrou de tal forma no torneio que o definiu a seu favor, no clássico diante do Atlético-MG, quando, perdendo por 2 a 1, virou para 4 a 2 e, com o resultado, estabeleceu de vez seu favoritismo. O Cruzeiro não teve, até agora, nenhum rival que fosse capaz de colocar sua conquista em xeque. A goleada em Patos de Minas foi apenas o golpe final. No conjunto do Estadual, o Cruzeiro foi sempre superior aos demais concorrentes. É um troféu a mais na galeria, e o êxito alavanca a confiança da equipe para as competições futuras. O Campeonato Brasileiro, no caso, começa em duas semanas. E um título, mesmo que estadual, não deixa de ser uma energia extra para a próxima aventura.

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